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PASTOR PARTICIPA NO EVENTO MUNICIPAL EM COMEMORAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER
A Prefeitura Municipal de Alto Alegre através da Secretaria Municipal de Ação Comunitária e Social, agradece a todos que participaram do evento em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, que se realizou neste sábado, dia 10 de março, na Escola Educandário Paulo Freire.
O evento teve inicio às 8 horas com discursos de vários representantes de entidades do município: Pastor Vilson Welmer da Igreja Luterana, representante do comércio Cristina Neves, representante da Secretaria Municipal de Agricultura Djalma, Secretária de Ação Comunitária e Social Marilza ,Vereador Jerry Adriani e Maria do Carmo (Carminha) Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal.
Durante o dia foram realizados vários atendimentos como, carteira de trabalho e também foi feito a fichas para carteira de identidade, onde a Prefeitura estará levando as pessoas que fizeram o cadastro no shopping cidadão na cidade de Rolim de Moura para confecção das mesmas. O evento contou com vários profissionais da saúde, fazendo aferição de pressão, preventivo e exame de diabetes.
Durante o dia houve vários sorteios para manicure pedicure, cabeleireiro e muitos outros brindes. Houve também palestras sobre a História da Mulher com a Profª. Especialista Márcia Cecília Fortunato do Município de Santa Luzia, e sobre a Saúde da Mulher com a Enfermeira Marcele Damo.
Ao meio dia foi servido um delicioso almoço a todos os presentes.
No período da tarde os trabalhos foram reiniciados com palestra com a Nutricionista Karla Daniely falando sobre o cuidado com a alimentação e na sequencia foi proferida uma palestra sobre as mulheres na Bíblia com a Psicóloga Maria do Socorro.
O evento encerrou com apresentação de capoeira com a equipe Zambi do Prof. Delcides e a entrega de lembrancinhas para todas as mulheres presentes.
RETIRADO DO SITE DA PREFEITURA DE ALTO ALEGRE DOS PARECIS, RO
A MULHER NA IGREJA
A Mulher na Igreja
Princípios Bíblicos e Prática eclesial[1]
1. A MULHER NA ESCRITURA
A. NO ANTIGO TESTAMENTO
A palavra hebraica para um profeta é nabi e sua forma feminina é nebiah. este termo é aplicado a três mulheres especificamente.
1. Miriam, a irmã de Moisés - Ex 15.20,21 (cf. Nm 12.1,2; Mq 6.3,4)
2. Débora - Jz 4.4 (com um papel especial de liderança na vitória contra o povo inimigo (Jz 5).
3. Hulda - 2 Rs 22.14.
No culto do povo de Deus, no AT, as mulheres participavam não somente pelo ouvir e obedecer da palavra. elas eram livres para chegarem perante Deus em oração, assim como os homens (Ana - 1 Sm 1.10; Rebeca - Gn 25.22; Raquel - Gn 30.6,22). Deus respondia suas orações (Gn 25.33; 30.6,22) e aparecia a elas (Gn 16.7-14; Jz 13.3). Também se esperava que elas tivessem um papel independente em trazerem sacrifícios e ofertas perante Deus (Lv 12.6; 15.29).
Parece que as mulheres também tinham certas participações no culto público também (1 Sm 1; Ex 38.8; Sl 68.25; 1 Cr 25.5-7; Ne 7.67). Apesar de não lhes ser permitido servirem como sacerdotisas, isto nunca é interpretado como significando que seriam de um status diferente como membros da congregação.
B. NO MINISTÉRIO DE JESUS
A atitude de Jesus em aceitar e incluir mulheres em Sua obra está em flagrante contraste com as atitudes de desprezo para com as mulheres da parte de muitos dos seus contemporâneos. Isto pode ser notado na maneira como Jesus tratou as mulheres a quem encontrou em Seu ministério.
O encontro de Jesus com a mulher samaritana (Jo 4.7-30) mostra sua prontidão em quebrar convenções humanas que estivessem em contraste com Seus propósitos de salvação. Foi um judeu homem tratando com uma mulher samaritana! É interessante notar que, no relato de João, esta mulher é a primeira pessoa a quem Jesus claramente revela seu o Messias. ela é também a primeira mensageira daquela revelação fora do círculo dos discípulos (v. 29). O papel de testemunho da mulher é enfatizado por João (Jo 4.39).
O encontro com a mulher cananita dá um outro exemplo da consideração do Senhor pelas mulheres (Mt 15.21-28). É exemplar a fé que esta mulher apresenta e seu exemplo recebe um lugar na história sagrada como a primeira gentia convertida.
Outras situações demonstram que Jesus - diferentemente da literatura rabínica - considerava as mulheres como podendo ser tomadas como exemplos de fé em Deus e capacidade teológica. Aí podem ser lembrados; a mulher penitente na casa de Simão (Lc 7.36-50); a mulher hemorrágica (Mc 5.25-34); ao chamar uma mulher enferma de “filha de Abraão”, expressão normalmente restrita aos varões (Lc 13.10-17).
Também nas parábolas e ensinos de Jesus, as mulheres são freqüentemente mencionadas, numa maneira positiva, ao contrário de Seus contemporâneos, que evitavam mencionar mulheres (Mt 13.33; Lc 15.8-10; Mt 25.1-13; Lc 18.1-8).
Mulheres não apenas eram servidas pelo ministério do Senhor. Lucas revela que Jesus, em diversas ocasiões, recebeu com disposição a ajuda e serviço de mulheres (Lc 8.1-3). Marcos atesta que algumas mulheres seguiram a Jesus e o serviam, quando Ele estava pregando na Galiléia (Mc 15.40,41). Esta presença das mulheres no grupo dos que seguiam a Jesus - em clara distinção com a atitude dos rabis da época - mostra a atitude positiva do Senhor para com elas.
Note-se que as mulheres foram testemunhas da morte de Jesus e foram as primeiras a encontrarem-se com Ele ressurreto. Nenhum delas, porém, é incluída no grupo dos doze.[2]
C. NA IGREJA APOSTÓLICA
Mulheres estavam presentes no cenáculo antes do Pentecostes, quando o Espírito Santo veio sobre os discípulos (At 1.14; cf. 2.17,18).
1. Havia mulheres atuando como profetizas na igreja (At 21.9; 1 Co 11.5). Isto não é o mesmo que o ofício da pregação na igreja (Ef 4.11). A profecia tem como aspecto próprio o fato de que Deus mesmo colocou Suas palavras na boca de alguém para serem faladas (2 Pe 1.21,22). Assim, o profeta precisa de uma inspiração especial para falar uma mensagem que é mais do que o produto de pensamento humano.[3]
2. Serviço de caridade - o cuidado pelos necessitados e pelos doentes era uma atividade importante entre os primeiros cristãos e o Novo Testamento mostra mulheres servindo fiel e ativamente deste modo. Tabita é descrita como sendo rica em boas obras e caridade (At 9.36). As viúvas, reconhecidas como um grupo na igreja (1 Tm 5.3-16), dedicavam-se à oração e intercessão. Este serviço da mulher na igreja é particularmente enfatizado pela referência de Paulo a Febe como dia,konoj (Rm 16.1,2). Era um trabalho de assistência aos irmãos necessitados, que foi assumido por muitos homens e mulheres na igreja primitiva.
3. A igreja primitiva era muito ativa nos empreendimentos missionários. O Novo Testamento enfatiza bastante a atividade de Paulo que, entre seus colaboradores, contava com diversas mulheres, como se vê em Rm 16. Priscila recebe particular atenção (Rm 16.3; At 18; 1 Co 16.18; 2 Tm 4.19). Mesmo sendo impossível determinar, pelas palavras de Paulo, que trabalhos missionários específicos foram assumidos pelas mulheres, não há dúvida que ele freqüentemente se beneficiou da cooperação de mulheres em seus labores como apóstolo e que as mulheres não eram menos ativas do que os homens na propagação da mensagem do evangelho.
II. PRINCÍPIOS ESCRITURÍSTICOS
A. MACHO E FÊMEA
Em Gn 1.27 (“Criou Deus o homem a sua imagem ...”), a palavra “homem” (adam) refere-se a homem no sentido genérico, de humanidade.
Macho e fêmea foram feitos à imagem de Deus. Esta significa as qualidades espirituais, com as quais o homem foi feito semelhante a Deus - a justiça original, que tanto homem como mulher desfrutavam.
O Gênesis não permite distinções como se o homem tivesse sido feito à imagem de Deus, e a mulher, à imagem do homem. O Novo Testamento também sustenta o ensino da igualdade da imagem de Deus em ambos os sexos (1 Co 11.7; Gl 3.28; Cl 3.10; Ef 4.24). Esta igualdade é uma igualdade espiritual do homem e mulher diante de Deus (coram Deo). O apóstolo Pedro indica que a mulher deve ser honrada como sendo com o homem herdeira da mesma graça da vida (1 Pe 3.7).
Também fica claro de Gn 1 que macho e fêmea são igualmente distintos de todas as demais criaturas criadas por Deus. Deus deu a ambos a ordem de serem frutíferos e se multiplicarem e terem domínio sobre a terra (Gn 1.28). A ambos é dado o mesmo domínio. Tanto a bênção como a comissão dadas no v. 28 mostram que homem e mulher são iguais perante Deus no seu relacionamento com o restante da criação.
O princípio claro que se depreende do relato da criação é: Homem e mulher são iguais em ter o mesmo relacionamento com Deus e com a natureza.
B. CRIAÇÃO E REDENÇÃO
1. A Ordem da Criação. Isto se refere à posição particular que, pela vontade de Deus, todo objeto criado ocupa em relação aos outros. Deus determinou uma ordem definida às coisas criadas e esta ordem, visto ter sido feita por Ele, é a expressão de Sua vontade imutável. Estes relacionamentos pertencem à própria estrutura da existência criada.
2. A Ordem da Redenção. Esta se refere ao relacionamento dos redimidos para com Deus e de uns para com os outros, na nova criação estabelecida por Ele em Jesus Cristo (Gl 6.15; 2 Co 5.17). Esta nova criação constitui participação em uma nova existência, no novo mundo que veio em Cristo. É um relacionamento determinado pela graça.
Estes dois termos, “ordem da criação” e “ordem da redenção” foram popularizados por Emil Brunner em sua obra O Imperativo Divino.[4] Entretanto, os conceitos que estes termos denotam são de longo tempo importantes na tradição teológica luterana. Lutero, por exemplo, falou dos relacionamentos sociais (assim como casamento e família, povo, estado e economia) nos quais cada pessoa se encontra, inclusive o cristão, e no qual ele está sujeito aos mandamentos que Deus deu para todas as pessoas como o Criador. Esposo e esposa, pais e filhos, têm cada um sua posição específica em relação aos outros. O caráter obrigatório destas ordens das coisas deriva do próprio Criador. Lutero empregou os termos stand (“estado”) e beruf (“chamado/vocação”) para se referir aos relacionamentos na ordem da criação.[5] Francis Pieper emprega o termo schoepferordnung (“ordem da criação”) no seu Christian Dogmatics.[6] O teólogo moderno, Werner Elert, usa este mesmo termo, juntamente com a expressão Seins-Gefuege (“estrutura do ser”).[7] Como estas duas ordens se relacionam quando aplicadas à identidades macho-fêmea. De acordo com a ordem da criação, Deus deu identidades individuais a cada sexo. Ele “desde o princípios os fez macho e fêmea” (Mt 19.4). A identidade e funções de cada um não são intercambiáveis; elas precisam conservar-se distintas. Esta é a ênfase do uso paulino dos capítulos iniciais de Gênesis naquelas passagens que trama da mulher na igreja.
1. 1 Coríntios 11.7-9. O apóstolo argumenta sobre a autoridade do homem com base em Gn 2.18-25, que ensina que o homem não veio da mulher, mas a mulher do homem e que a mulher foi feita por causa do homem.
2. 1 Coríntios 14.34. Paulo cita a lei (muito provavelmente Gn 2 neste particular contexto) como a base para a subordinação da mulher.
3. 1 Timóteo 2.13-14. Paulo apela para a prioridade temporal da criação de Adão (“Adão foi formado primeiro”; cf. Gn 2.20-22), assim como ao fato de Eva ter sido enganada na queda (Gn 3.6), para mostrar que as mulheres não devem ensinar ou exercer autoridade sobre os homens na igreja.
Excurso sobre Gênesis 2-3
A base para as instruções dadas por Paulo é o relacionamento entre homem e mulher apresentados em Gênesis 2 e 3. Gênesis 2, assim como Gênesis 1, ensina que a mulher é, em todos os sentidos, igual ao homem, perante Deus. Mas estas passagens também revelam uma ordem em seu relacionamento de um para com o outro. Igualdade perante Deus - igualdade espiritual - não significa identidade. A palavra que Paulo emprega para descrever esta ordem - subordinação - (a palavra grega para subordinação é hypotage, que é formada da palavra tasso - ordenar, arranjar; e hypo - sob) - não traz consigo qualquer idéia de valor inferior ou opressão. Este termo é empregado por Paulo simplesmente para se referir a uma ordem que há no relacionamento entre homem e mulher.
Há diversos fatores no relato da criação em Gênesis 2 que fornecem a base para o ensino de Paulo sobre o relacionamento entre homem e mulher. Primeiro, o versículo 7 estabelece que o homem foi criado primeiro, antes da mulher. Ele é o “primogênito” e assim teria uma precedência natural, por nascimento. Segundo, o homem é designado como Adam (v. 20), que é também o termo usado para descrever a raça. O fato de que o homem recebe este nome sugere que ele ocupe a posição de cabeça no relacionamento. Terceiro, Adão começa imediatamente a exercer sua autoridade, ao dar nomes aos animais (v. 10). Ele também nomeia sua esposa como “mulher” (v. 23). Quarto, a mulher é criada para ser uma ajudadora do homem. Ela é criada dele e trazida para ele. Apesar de que a palavra “subordinação” não é utilizada em Gênesis 2, este relato da criação apresenta o fundamento para 1 Coríntios 11.
Quando o Novo Testamento fala sobre a origem da subordinação da mulher ao homem, ele o faz com base em Gênesis 2 e não com base em Gênesis 3. O fundamento para este ensino não é a “maldição” da queda, mas o propósito original de Deus na criação.
Gênesis 3 descreve a ruptura e a distorção da ordem da criação trazidas pela queda em pecado. A “maldição” pronunciada em Gn 3.16 não institui a subordinação como tal, mas torna este relacionamento complicado para ambas as partes. O homem era o cabeça da mulher desde o primeiro momento da criação dela, mas depois da queda a busca por auto-afirmação distorce este relacionamento, caindo em dominação ou independência. A ruptura causada pelo pecado é remediada pela redenção em Cristo (Rm 5.12-21; 2 Co 5.17; Cl 3.10), e o homem e a mulher que estão em Cristo devem realizar suas respectivas funções sem opressão, nem rebeldia (Ef 5.21-23). Mas sua redenção ainda não está completamente manifesta neles nesta vida (Ef 4.22-24; Rm 8.18-25).
Mas quais são as implicações da ordem da redenção para o relacionamento entre homem e mulher? Não terá esta nova ordem vinda em Cristo abrogado a antiga ordem? Não diz Paulo em Gl 3.28 que em Cristo não há “nem homem nem mulher”? Muito do debate moderno sobre a questão da mulher na igreja revolve-se em torno destas questões, questões que brotam, em larga medida, de confusão entre ordem da criação e ordem da redenção.
1. Diversas interpretações são propostas por teólogos contemporâneos para resolver uma alegada contradição entre a passagem de Gálatas e os outras referências de Paulo à ordem da criação. Uma visão considera que Paulo baseia suas admoestações em 1 Co 14 e 1 Tm 2 na ordem da criação, mas vê na passagem em Gálatas uma ruptura que transcende este entendimento. Esta interpretação é oferecida por Krister Stendahl, em seu estudo The Bible and the Role of Women. Sua posição é que em Cristo a dicotomia entre homem e mulher já não mais existe.
Ainda mais radical é a posição do teólogo católico romano David Tracy. Ele vê a questão do relacionamento entre homem e mulher em termos de igualdade social. Visto que, conforme sua posição, o cristianismo sempre precisa estar ao lado do igualitarismo radical, o autor não aceita que a ordem da criação determine a visão do crente sobre a posição da mulher na igreja. De acordo com sua análise, a fé cristã de que Deus é amor significa primeira “negar”, e é isto que a fé cristã faz mesmo na questão do relacionamento entre homem e mulher. A nova criação abole completamente a antiga.[8]
2. A visão bíblica afirma que a discussão neotestamentária sobre o relacionamento entre homem e mulher está enraizada em uma ordem divinamente instituída, e que esta ordem não é eliminada pela nova criação. Para ser exato, a nova criação começa a transformar aquilo que é pecaminoso, mas visto que a transformação escatológica da ressurreição ainda não ocorreu, o relacionamento entre homem e mulher precisam carregar os elementos da estrutura dada na criação (Rm 8.18-25; 1 Co 7.17-31). Esta interpretação é cuidadosamente articulada pelo teólogo luterano Peter Brunner, em seu The Ministry and the Ministry of Women.[9]
Especialmente Gl 3.28 fala da nova vida em Cristo. Quando o apóstolo diz em 3.27 que aqueles que foram batizados em Cristo revestiram-se de Cristo, ele utiliza o verbo enduomai - vestir-se em. O indivíduo batizado tornou-se completamente unido com Cristo e um com Ele. Mas naquele ato os que foram batizados também se tornaram unidos uns com os outros. No batismo não deve haver qualquer questão sobre as diferenças que são importantes na era presente, tais como entre judeu e grego, entre escravo e livre. Nem há no batismo qualquer distinção entre homem e mulher. Esta divisão em homem e mulher estabelecida pela ordem da criação não é relevante em referência ao batismo em Cristo. Ninguém é batizado para ser homem ou mulher. Antes, o batismo é batismo em Cristo. O objetivo é a união com Ele, que pode ser experimentada nesta vida através da fé, como Lutero enfatizou, mas que em seu fim pertence à era vindoura. Através da fé tanto homem como mulher se tornam filhos de Deus. Assim, uma unidade ‘criada entre judeu e gentio, escravo e livre, homem e mulher.
Nesta passagem, pois, temos a visão daquele um corpo no qual os cristãos foram incorporados como membros vivos juntamente com todos os crentes batizados - o Corpo de Cristo, no qual Ele é a cabeça e onde distinções raciais, sociais e sexuais não tem validade. Todos usufruem das bênçãos da redenção de Cristo. Como Lutero observou, “Nós todos somos sacerdotes perante Deus, se somos cristãos. ... Pois sacerdotes, os batizados e cristãos são todos a mesma coisa.”[10]
Entretanto, a unidade de homem e mulher em Cristo não elimina a distinção dada na criação. Gl 3.28 não significa que as identidades de homem e mulher podem ser trocadas, assim como gregos não podem se tornar judeus e vice-versa. As características individuais dos crentes não são abolidas pela ordem da redenção.[11] As coisas ordenadas por Deus na criação e as divisões neste mundo que refletem em certa medida a criação de Deus, não são anuladas. Este texto mostra como os crentes são perante Deus, ele não fala sobre as questões pertencentes à ordem na igreja ou às funções específicas das mulheres na congregação. Para sermos exatos, todos os redimidos são iguais perante nosso gracioso Deus, mas igualdade não sugere que as identidades de homem e mulher sejam intercambiáveis.
Esta análise das ordens da criação e da redenção leva-nos a formular um segundo princípio, derivado da Escritura, para clarificar a função das mulheres na igreja hoje: Identidades específicas de homem e mulher na relação de um para com o outro foram determinadas por Deus na criação. Estas identidades não são anuladas pela redenção em Cristo, e devem refletir-se na igreja.
C. AUTORIDADE[12] E SUBORDINAÇÃO
A afirmação de que Deus quer que o homem seja o cabeça da mulher e a mulher seja subordinada ao homem está enraizada profundamente no Antigo e Novo Testamentos. Apesar de que a verdade bíblica pode ofender as sensibilidades de alguns, pelo fato de ser tão facilmente sujeita a um mau entendimento e abuso (mesmo dentro da própria igreja), é a intenção do Criador que nós reconheçamos e recebamos de boa vontade o relacionamento de autoridade/subordinação como algo pelo qual busca-se o bem estar dos outros. Não teremos entendido corretamente os conceitos interrelacionados de autoridade (1 Co 11.3) e subordinação (1 Co 14.34) se os tomamos como sendo equivalentes a superioridade ou dominação.
1. Autoridade. Em Ef 5.23 Paulo escreve: “porque o marido é o cabeça da mulher ...”. Tendo primeiro tratado da submissão mútua entre esposo e esposa (5.21), o apóstolo então fala da submissão da esposa ao seu esposo, e da igreja a Cristo, como uma conseqüência da autoridade. Entretanto, autoridade não implica superioridade. O homem não é o “cabeça” da mulher por ser intrinsecamente melhor que a mulher, em qualquer aspecto. Isto fica claro em 1 Co 11.3, onde o apóstolo assevera que “Deus é o cabeça de Cristo.” De fato, as Escrituras deixam abundantemente claro que a segunda pessoa da Santíssima Trindade é co-igual ao Pai, em atributos como majestade, deidade, onipresença e onisciência.
O conceito escriturístico de subordinação, antes de implicar uma estrutura de superioridade e inferioridade, apresenta esta estrutura de autoridade como a colocação de ordem. Peter Brunner afirma-o muito bem, ao dizer:
O homem é o cabeça da esposa; Cristo é o cabeça do homem; Deus é o cabeça de Cristo. O “cabeça” é aquele que tem prioridade, aquele que determina, aquele que lidera. O cabeça é o poder que inicia, é o principium, o arche.[13]
Da mesma forma, Zerbst observa que Paulo cria que “para o homem, para a mulher e para Cristo há algo que foi disposto sobre eles; algo que ou foi estabelecido na criação, ou que tem seu fundamento na obra da redenção, mas que em qualquer caso expressa a vontade de Deus.”[14] Todo indivíduo tem seu “cabeça”; e assim tem a obrigação de render obediência naquela posição em que Deus o(a) colocou.
A autoridade de Efésios 5 é também a base[15] para 1 Coríntios 11. Paulo afirma que a autoridade do homem aplica-se no culto, tanto quanto no lar. O problema em Corinto era que as mulheres deixaram para trás o relacionamento determinado a elas pelo Criador. Elas estavam afirmando sua “liberdade” orando e profetizando com as cabeças descobertas, assim como os homens (11.4). Entretanto, diz Paulo, a “novidade do reino” não elimina o padrão da criação. Há uma ordem de autoridade que perdura.
Excurso sobre o Cobrir a Cabeça: Princípio e Costume
A discussão de Paulo em 1 Coríntios 11 focaliza-se na questão do cobrir a cabeça. Nos cultos, os homens deveriam deixar suas cabeças descobertas, diz o apóstolo, enquanto as mulheres deveriam ter algo que cobrisse suas cabeças. Por vezes se coloca a questão do porquê os cristãos que hoje aceitam o princípio bíblico da autoridade, de 1 Coríntios 11, não insistem também na prática de cobrir a cabeça das mulheres nos cultos.
Esta questão é clarificada ao se notar a distinção entre um princípio e sua aplicação na prática. Embora não seja possível determinar com precisão quais costumes Paulo tinha em mente (muito provavelmente os costumes judaicos de cobrir a cabeça com um véu durante o culto eram a fonte, apesar de que parece ter havido muitas variações nas práticas da sinagoga nos dias de Paulo), fica claro que o uso de algo para cobrir a cabeça nos cultos era uma expressão cultural que tinha um sentido especial dentro de seu contexto original.
1 Coríntios aborda uma situação onde as mulheres haviam desconsiderado sua posição de subordinação, ao orarem e profetizarem com as cabeça descobertas, assim como os homens. Paulo opõe-se a este comportamento, declarando que um homem que ora e profetiza tendo sua cabeça coberta desonra seu cabeça e que uma mulher que ora e profetiza com a cabeça descoberta desonra o seu cabeça. Em outras palavras, o deixar de lado o véu é considerado pelo apóstolo como um repudiar do relacionamento entre homem e mulher, como foi estabelecido na criação. A importância última do cobrir a cabeça consistia em seu potencial de expressar uma diferenciação entre homens e mulheres. A preocupaçào de Paulo, pois, não é simplesmente com a manutenção de uma conduta exterior. Para a ordem e unidade da família, é preciso que haja liderança, e a responsabilidade primeira por tal liderança é aquela do esposo e pai. O cobrir a cabeça era um costume (v. 15), que servia a um princípio (“o cabeça da mulher é o homem”- v. 3). O costume de cobrir a cabeça funcionava como o reconhecimento, por parte da mulher, do princípio da autoridade.
Mesmo nos tempos mais antigos, esta prática não foi seguida universalmente pelas congregações cristãs, e na sociedade ocidental moderna o uso do véu está privado da importância a ele atribuída nos tempos de Paulo. De fato, tem-se entendido desde o princípio que estas passagens da Escritura que tratam de um costume não se constituem em lei e que o princípio envolvido pode ser manifestado de diversas maneiras. Temos, por exemplo, a afirmação do Senhor de que devemos lavar os pés uns dos outros (Jo 13.14), uma prática altamente significativa em seu contexto original. Mas os cristãos não têm considerado esta exortação como sendo a instituição de uma ordenança perpétua. Os princípios cristãos exemplificados por aquela prática - humildade e amor pelos outros - podem e devem ser manifestados através de outras práticas. O princípio do amor humilde permanece, mas o costume terminou. Leon Morris comenta:
A aplicação deste princípio (as palavras de Paulo sobre a autoridade) para a situação de Corinto permite a diretiva que as mulheres precisem ter suas cabeças cobertas quando estão no culto. O princípio é de validade permanente, mas bem podemos sentir que a sua aplicação ao ambiente contemporâneo não precisa trazer o mesmo resultado. Em outras palavras, à luz de costumes sociais totalmente diferentes, bem podemos sustentar que a aceitação plena do princípio que subjaz o assunto deste capítulo não requer que no Ocidente, no século XX, as mulheres precisem sempre usar chapéus quando oram.[16]
O conceito de autoridade é não apenas mal compreendido, mas é freqüentemente abusado. É um erro, por exemplo, identificar o modelo bíblico de autoridade com uma cadeia de comando. As Escrituras ensinam que a autoridade existe por causa do serviço aos outros, para a edificação dos outros. Cristo ensinou que seus seguidores devem ser servos. Uma busca de vantagem própria, às custas de outrem, viola e perverte o princípio de autoridade do qual o apóstolo está falando.
2. Subordinação. As mesmas conotações de superioridade e opressão que se vinculam ao conceito bíblico de autoridade, também aderem ao conceito de subordinação. É verdade que as Escrituras usam a palavra para subordinação (hypotasso) em um sentido de dominação, em alguns contextos (por exemplo, 1 Co 15.27 - “[Deus] sujeitou todas as coisas debaixo de seus pés”; 1 Pe 3.22 - “ficando-lhe subordinados anjos, potestades e poderes.”) Existe, de fato, um tipo de subordinação coercitiva, que resulta de força ou dominação. Um escravo ou prisioneiro experimenta subordinação neste sentido.
Mas há uma subordinação que é reconhecida e aceita livremente pelo subordinado. O Novo Testamento refere-se a este tipo de subordinação sempre que fala da mulher nos contextos do lar e da igreja. É uma atitude de olhar para o outro, de colocar em primeiro lugar os desejos do outro, de buscar o benefício do outro. Esta não é uma subordinação imposta pelo homem sobre a mulher, a partir de uma posição de autoridade[17] ou poder superiores. Antes, ela está enraizada na ordem (taxis) instituída por Deus à qual ambos estão sujeitos.
Há também diferenças na forma como subordinação e governo são conduzidos. O governar em um relacionamento de subordinação pode ser opressivo - um relacionamento que trabalha para o benefício do governante e em detrimento do subordinado. Este relacionamento é caracterizado como obediência ao comando, em uma atitude de dominar o outro. Mas uma pessoa pode ser subordinada sem ter de obedecer um só comando. Em nenhum lugar da Escritura é dito que é dado ao homem poder ou autoridade (exousia) ou governo (arche) sobre a mulher. Todas as passagens que falam da subordinação da mulher ao homem, ou das esposas aos seus esposos, são dirigidas às mulheres. Os verbos que se referem à subordinação nestes textos estão na voz média no Grego (reflexivo). A mulher é lembrada, sempre no contexto de um apelo à graça de Deus revelada em Cristo, de que ela foi subordinada ao homem pelo Criador e que é por esta razão que ela deve, de boa vontade aceitar este plano divino. As Escrituras nunca dizem ao homem que ele deve “manter sua esposa em sujeição” (diferente da exortação com respeito aos filhos, em 1 Tm 3.4) por meio de ordens. Pessoas podem ser subordinadas servindo outras, cooperando nos propósitos de outras ou seguindo o ensino de outras. Quanto mais amor e comprometimento para com os interesses do outro (Fp 2.4) estiverem presentes no relacionamento do homem para com a mulher, mais este relacionamento de subordinação conformar-se-á ao ideal escriturístico.
É interessante que a subordinação não é aplicada pelos escritores apostólicos à sociedade secular. Nesta esfera - na ausência de uma orientação da Escritura - deve-se resistir à tentativa de identificar certas atitudes como sendo as cristãs e bíblicas. O fato de que uma mulher pode estar “sobre” um homem (tal como uma mulher como chefe de uma seção em uma empresa ou uma mulher na posição de juíza em um procedimento legal) não deve ser considerado como sendo uma violação do conceito escriturístico de subordinação.
O material bíblico focaliza sua atenção nas áreas do casamento e da igreja. Entretanto, sempre que a subordinação da mulher ao homem no casamento ou na igreja se torna uma questão de dominação e quando qualquer um, homem ou mulher, comportam-se de uma maneira autocrática, dominadora, tal conduta não brota da criação, mas da queda. Os homens honram o governo de Deus quando se submetem a Sua vontade no que diz respeito a sua atitude e conduta com respeito às mulheres. Atitudes e ações que sugiram que as mulheres sejam insignificantes ou inferiores, ou que elas não tenham existência válida à parte dos homens, originam-se na queda. Além do mais, uma postura como esta para com as mulheres é inconsistente para com o exemplo do governo de Jesus sobre aqueles que vivem em um relacionamento de subordinação a Ele (Ef 5.25). Ao mesmo tempo, o fato que a Escritura fala da mulher sendo subordinada ao homem não tira das mulheres seu propósito de vida, nem as torna apenas um suplemento dos homens. Tanto homem como mulher são membros do Corpo de Cristo. Ambos compartilham do governo sobre a criação divina e da proclamação do evangelho. Um terceiro princípio emerge, pois, para guiar-nos na determinação do serviço da mulher na igreja hoje: A subordinação, quando aplicada ao relacionamento entre as mulheres e os homens na igreja, expressa um relacionamento divinamente estabelecido, no qual um olha para o outro, mas não de uma forma dominadora. Subordinação existe por causa de ordem e da unidade .
D. O EXERCÍCIO DA AUTORIDADE
Os três princípios bíblicos com respeito às mulheres na igreja convergem nas diretivas específicas de Paulo considerando seus falar e ensinar na congregação em culto (1 Co 14.33b-35; 1 Tm 2.11-15).
1. Silêncio. À primeira vista, a colocação de Paulo, de que a mulher ora e profetiza (1 Co 11.5) parece estar em contradição com o comando ao silêncio em 1 Co 14. Os comentaristas têm oferecido diversas soluções para as dificuldades que surgem quando 1 Co 11 é comparado com 1 Co 14. Uma solução proposta é que deve-se fazer uma distinção entre dois tipos de encontros da Igreja nestes capítulos. Um deles seria em família, um encontro em que a igreja não está toda presente (Capítulo 11); o outro seria o encontro de toda a congregação (capítulo 14). Outra solução enfatiza a distinção entre dois tipos de fala. De acordo com esta explicação, ‘falar’ no capítulo 14 significa ‘fazer perguntas,’ enquanto que no capítulo 11 refere-se à fala em êxtase. Possivelmente não se pode ter clareza completa a respeito. Entretanto, as seguintes conclusões podem ser tiradas.
Primeiro, que Paulo não está ordenando um silêncio absoluto é evidente do fato que ele permite o orar e o profetizar em 1 Co 11. O silêncio ordenado para as mulheres em 1 Co 14 não impede o orar e profetizar. Assim, o apóstolo não está dizendo que as mulheres não podem participar no cantar e orar da congregação. Deve-se notar o uso de Paulo do verbo laleo para ‘falar’ em 1 Co 14.34, que significa freqüentemente ‘pregar’ no NT (por exemplo, Mc 2.2; Lc 9.11; At 4.1; 8.25; 1 Co 2.7; 2 Co 12.19; Fp 1.4). Paulo não usa lego, que é um termo mais geral. (O argumento de que Paulo tem um significado diferente em mente e que ele usa o verbo aqui para proibir cochichos que perturbavam a ordem, é extremamente improvável.) Quando laleo tem um significado outro do que discurso religioso ou pregação no Novo testamento, isto é normalmente feito pelo uso de um objeto ou advérbio (por exemplo, falar como uma criança - 1 Co 13.11; falar como um tolo - 2 Co 11.23). Segundo, deve-se enfatizar que a proibição de Paulo, que as mulheres fiquem em silêncio e não falem, é feita em referência ao culto público da congregação (1 Co 14.26-33). Qualquer outra interpretação é artificial e improvável. Assim, Paulo não está dizendo aqui que a mulher deva ficar em silêncio em todo o tempo ou que não possa manifestar seus sentimentos e opiniões em uma assembléia da igreja. A ordem para que a mulher guarde silêncio é uma ordem para que ela não assuma o culto público, especificamente o aspecto de ensino-aprendizado do culto.
2. Ensino e Autoridade. Apesar de que o impacto dos comentários de Paulo em 1 Tm 2.11-15 é similar ao de 1 Coríntios 14, ele torna o assunto mais explícito nesta passagem. Uma mulher não deve ensinar, nem ter autoridade sobre o homem.
Aqui também os limites do que é proibido às mulheres pelo apóstolo tem sido questão amplamente disputada. Alguns têm entendido que Paulo aqui esteja excluindo as mulheres de todas as formas de ensino e de exercício de autoridade, incluindo o ensino em um escola pública ou servindo em uma vocação na qual uma mulher tenha homens sob sua direta supervisão. Isto se constitui em uma leitura equivocada das palavras de Paulo. Suas instruções se dirigem para o ambiente do culto da igreja. Sem dúvida a oração pública que é mencionada no v. 8 ocorre durante um culto. A expressão “da mesma sorte”, no versículo 9, indica que a atividade das mulheres ocorre no mesmo contexto. Em 1 Tm 3.14,15 o apóstolo explica o propósito de sua carta a Timóteo: “Escrevo-te estas coisas ... para que ... fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus ...”. O contexto desta passagem é aquele da igreja em culto.
Ainda assim restam duas alternativas: 1) mulheres estão proibidas completamente de qualquer forma de ensino ou discurso público; ou 2) as mulheres estão proibidas de certos tipos de ensino e discurso público, especialmente daquele executado pelo “ofício do ensino”, isto é, o ofício pastoral.
O ensino que Paulo proíbe às mulheres realizarem é o segundo mencionado acima, isto é, a proclamação pública, formal da fé cristã. A palavra empregada para ensinar (didaskein) é usada de forma uniforme desta maneira em 1 Timóteo. Este termo é utilizado na epístola para se referir aos falsos mestres (1.3,7); aos “bispos” (=pastores), que sejam aptos para ensinar (3.2); ao pastor Timóteo, que deve “ensinar” (4.11); que deve aplicar-se “à leitura, à exortação, ao ensino” (4.13); a cuidar “da doutrina” (4.16); e a “ensinar e recomendar estas coisas” (6.2); aos “presbíteros ... que se afadigam na palavra e no ensino” (5.17); e especialmente o próprio apóstolo Paulo, que é “mestre dos gentios” (2.7).
Assim, Paulo não está afirmando que mulheres cristãs devem evitar qualquer forma de ensino. Em outras partes o Novo Testamento indica que as mulheres ensinavam em um contexto diferente daquele do culto público da congregação (por exemplo, Priscila, At 18.26). A restrição apostólica de 1 Timóteo 2 pertence àquele ensino da Palavra de Deus que envolve uma função essencial do ofício pastoral. A palavra didaskein é empregada de forma inapropriada quando aplicada ao(à) professor(a) da Escola Dominical ou ao(à) professor(a) de Religião na Escola, ou à pessoa que conduz um estudo bíblico em casa. Como o bispo Bo Giertz, da Suécia, sugere: “Quando em 1 Tm 2.12 a palavra didaskein é empregada, ela é antes uma expressão de rico conteúdo (a palavra significa: ser um mestre na igreja e ser incumbido por Deus com a proclamação da Palavra).” Um ensino que não “coincide com aquela comissão à qual o Novo Testamento se refere quando emprega as palavras didaskalos ou didaskein” não está em vista aqui.[18]
3. Autoridade.
[1] Este material é tirado do parecer da Comissão de Teologia e Relações Eclesiais da LC-MS, Women in the Church - Scriptural Principles and Ecclesial Practice, Setembro de 1985.
[2] No texto de Lc 8, onde mulheres são apresentadas como servindo a Cristo, o texto distingue “Jesus”, “os doze com ele” e “algumas mulheres.”
[3] Vale lembrar que na igreja primitiva, havia um controle da profecia, para que não houvesse excessos e o ensino fosse examinado quanto ao seu conteúdo (1 Co 14.26ss).
[4] Emil Brunner, The Divine Imperative, traduzido por Olive Wyan (Philadelkphia: Westminster Press, 1947), pp. 208-33.
[5] Ver, por exemplo, Luther’s Works, American edition, vol. 13, p. 358 e vol. 41, p. 177.
[6] Edição em inglês: vol. 1, p. 526.
[7] Morphologie des Luthertums, 2: 37-49; Das Christliche Ethos. P. 37.
[8] David Tracy, “Christian Faith and Radical Equality,” Theology Today (janeiro 1978), pp. 370-377.
[9] (St. Louis: Concordia, 1971). Posição similar é advogada por George M. Knight, em The New Testament Teaching on the Role Relationship of Male and Female (Grand Rapids: Baker Book House, 1977).
[10] Luther’s Works, 30, p. 63.
[11] A Fórmula de Concórdia, Artigo II, observa que o relacionamento entre homem e mulher foi criado antes da queda. Os pecados associados a este relacionamento precisam ser redimidos, mas o relacionamento em si, visto ter sido criado por Deus, não precisa de redenção.
[12] Emprego a palavra “autoridade” na tentativa de encontrar um equivalente semântico para “Headship”.
[13] Brunner, p. 25.
[14] Fritz Zerbst, The Office of Women in the Church (St. Louis: Concordia, 1955): p. 32.
[15] “Backdrop.”
[16] Leon Morris, The First Epistle of Paul to the Corinthians (grand Rapids: Eerdmans, 1958), p. 156. Ver CA XXVIII, 53-56.
[17] Note-se que aqui o documento emprega a palavra “authority”, diferenciando-a de “headship.”
[18] Bo Giertz, “Twenty-Three Theses on The Holy Scriptures, The Woman, and the Office os the Ministry,” The Springfielder (Março 1970), p. 14. Priscila, juntamente com Áquila, tomou Apolo e lhe expôs (exethento) o caminho de Deus de forma mais acurada. Nem didaskein, nem qualquer outra palavra relacionada a esta é empregada (At 18.26).