A VIDA DA PRIMEIRA IGREJA - Atos 2.42-47
42 – E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.
43 – Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos.
44 – Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.
45 – Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.
46 – Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração,
47 – louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos.
42 Como continua a história após o agitado dia de Pentecostes? É significativo que, como nas últimas palavras de Jesus sobre o serviço testemunhal de seus discípulos, não encontramos aqui frases de exortação e ordens, mas apenas simples frases afirmativas. Na verdade, nós achamos que depois de conversões e conquistas espirituais é preciso imediatamente advertir: “Agora vocês também devem…!” Naquele tempo não havia necessidade disso, pois o Espírito estava presente e concedia com vivacidade o que nós nem mesmo com numerosas exortações alcançamos. “E perseveravam…”. O entusiasmo emocional se desfaz rapidamente, o Espírito Santo cria algo permanente.
Em que perseveravam? Sobretudo “na doutrina dos apóstolos”. Ocorria o que ainda hoje muitas vezes acontece em conversões: o centro da vida foi atingido pela evangelização, a mudança decisiva havia acontecido, pessoas se tornaram propriedade de Jesus – mas como sabiam pouco a respeito de Jesus! Como estavam ávidas para aprender mais, muito mais de Jesus! Não precisavam ser pressionadas para ler a Bíblia, se acotovelavam em torno do NT vivo que estava diante deles nas pessoas dos apóstolos. Temos de imaginar agora o “ensino” dos apóstolos de acordo com o costume judaico, de forma bem escolar e justamente por isso satisfatório e abençoador. Os apóstolos não desenvolviam pensamentos teológicos e dogmáticos, mas relatavam “todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar” (At 1.1), relatavam o que haviam vivenciado com Jesus e transmitiam os ditos, discursos e parábolas do Senhor. E os ouvintes gravavam tudo na memória, aprendendo-o de cor como pessoas acostumadas desde a infância a fixar na memória muita Bíblia. É dessa maneira que os evangelhos estavam vivos no coração e na memória de numerosas pessoas muito tempo antes que algo tenha sido escrito. Esse aprender e decorar, porém, não era “monótono”, mas abençoador. Como a pessoa era enriquecida quando absorvia cada vez mais desse Jesus, a quem ela pertencia com profunda gratidão, por ser o Salvador e Messias!
Desde já o ensinamento dos apóstolos tinha ainda uma segunda incumbência. As pessoas eram israelitas. Até então o ensino dos escribas lhes havia mostrado como aplicar a lei a todas as minúcias da vida. Por essa razão elas gostavam de ir aos escribas com todas as perguntas sobre a organização da vida. Agora a vida pertencia a Jesus; queriam vivê-la para ele, para agradar-lhe. Como ela acontecia? Como se seguiam na prática “os passos de Jesus” (1Pe 2.21)? Era isso que os apóstolos tinham de mostrar agora aos recém-convertidos, ainda que não o pudessem fazer ao modo rabínico e legalista.
Finalmente os apóstolos devem ter realizado por meio de sua “doutrina” mais uma coisa que era imprescindível justamente para israelitas: mostravam o que correspondia às grandes promessas da antiga Aliança na vida, paixão, morte e ressurreição de Jesus. Conseqüentemente, o próprio Jesus havia “exposto a Escritura” aos discípulos, de sorte que “lhes ardia o coração” (Lc 24.27-32). Por isso, tanto Pedro como Paulo traziam em todos os seus discursos a “prova da Escritura”. Em vista disso, os jovens cristãos em Jerusalém, do mesmo modo como mais tarde as pessoas em Beréia, podiam examinar pessoalmente “se as coisas eram, de fato, assim” (At 17.11). Jesus foi evidenciado como o cumprimento do Antigo Testamento, e o Antigo Testamento se abria, a partir de Jesus, sob uma luz completamente nova para todos.
Igualmente, porém, perseveravam “na comunhão”. Pedro havia falado somente da redenção e da conversão do indivíduo. De fato constitui um ato de cada pessoa dar meia-volta e deixar-se salvar, assumindo plena responsabilidade por sua decisão. Não se diz nenhuma palavra de que em seguida Pedro ainda teria falado a respeito de que agora tinham de permanecer juntos e ser bem fiéis comparecendo a todas as programações. Não se fazia campanha para fundar uma igreja nem havia sido deliberada a formação de uma associação dos que crêem em Jesus. Tudo isso era desnecessário, porque “perseveravam na comunhão”. Com muita naturalidade eram atraídos uns pelos outros. Não havia quem quisesse ficar sozinho agora.
Essa comunhão não é apenas espiritual e edificante, mas uma comunhão de vida concreta. Isso se expressa no “partir do pão”. A princípio a palavra refere-se simplesmente à refeição conjunta, que segundo o costume judaico é iniciada com o partir e partilhar do pão (cf. At 20.11; 27.35; Mt 14.19;
15.36; Lc 24.30,35). Tomavam a refeição juntos, obviamente, como diz o v. 46, em grupos nas casas. Nesse contexto a comunhão podia tornar-se concreta na partilha e na doação. Contudo, segundo At 20.7 podemos pressupor que Lucas já via diante de si no “partir do pão” simultaneamente a celebração da ceia do Senhor. Essa celebração resultava da refeição conjunta – exatamente como na instituição pelo próprio Jesus – e acontecia vivamente bem longe de altar, liturgia e sacerdócio, nas casas e refeições caseiras. Era assim que ainda acontecia até mesmo na igreja de gentios de Corinto, como mostra 1Co 11.17-34.
Por fim, são também persistentes “nas orações”. Considerando que todos os aspectos falam da vida comunitária da primeira igreja, precisamos imaginar por “orações” acima de tudo as comunhões de oração. Crer em conjunto impele para orar em conjunto. Afinal, quantas coisas havia diariamente para repassar em oração, mesmo que esse orar ainda se ativesse completamente aos parâmetros de Israel. Todos eram participantes da comunhão de oração, pela gratidão e humildade, súplica e intercessão. Como israelitas, os membros da igreja de Jesus estavam acostumados a orar regularmente. Os salmos e a “oração das dezoito preces” estavam nos lábios de todos. No entanto, apesar de todas essas orações eles haviam sido “a geração perversa”, cuja oração era imprestável. Agora lhes foi concedido que pudessem invocar o Pai em Espírito e em verdade, o grito filial de um coração repleto do Espírito do Filho (Jo 4.24; Rm 8.15; Gl 4.6). Que belas reuniões de oração aconteciam agora! At 4.23,24 nos propiciará uma visão delas.
43 “Cada alma, porém, enchia-se de temor.” Consideramos isso estranho? O “temor de Deus” obviamente se tornou algo desconhecido para nós, porque Deus ficou distante e impreciso, uma mera idéia de nossas cabeças. Acerca dos primeiros cristãos, porém, Bengel escreve com razão ao comentar este trecho: “Habebant enim DEUM praesentum” – “A saber, tinham a DEUS presente”. Para pessoas salvas, portanto, o temor não era aquele medo do castigo, sobre o qual João escreve que é lançado fora pelo amor perfeito (1 Jo 4.18). Pelo contrário, era o respeito sagrado daqueles que agora de fato “habitavam” na presença de Deus pelo Espírito Santo e por isso “com o fogo devorador e com as chamas eternas”, de que falou Isaías 33.14. É o “temor” que Pedro deseja aos fiéis como característica permanente de toda a sua conduta (1Pe 1.17).
Essa proximidade de Deus se tornou palpável nos “prodígios e sinais, que aconteciam por intermédio dos apóstolos”. Deus é por natureza um Deus dos milagres, um Deus que intervém nas realidades da vida, ajudando, libertando e restaurando. Em vista disso, o “temor” sobreveio também àqueles que ainda não pertenciam à igreja. Olhavam com apreensão para esses cristãos, entre os quais Deus se mostrava tão poderoso, e evitavam chegar perto demais deles. Tinham uma sensação de que Deus ainda era algo diferente daquele personagem da tradição antiga, em quem haviam “crido” e que haviam venerado em formas do passado sem um abalo especial do coração. É uma marca de autenticidade daqueles “prodígios e sinais” o fato de não desencadearem entusiasmo e fanatismo, mas “temor”.
44/45 “Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum.” Podemos traduzir também: “Tratavam tudo como propriedade comum, que pertencia a todos do mesmo modo” (como faz G. Stählin). Isso era absolutamente sério. “Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.” A forma verbal grega em que consta a palavra “vendiam” assinala que esse vender acontecia passo a passo, quando necessidades especiais justamente impeliam para essas resoluções. É preciso levar em conta as condições sociais em Jerusalém. A cidade estava densamente povoada, mas por causa de sua localização não servia como cidade comercial e mesmo sob outros aspectos não apresentava fontes especiais de receita. Por isso havia ali muita pobreza. Os apóstolos certamente não foram os únicos que abandonaram sua terra natal da Galiléia e sua base de subsistência. Esses membros da igreja tinham de ser sustentados pelos demais. A isso se acrescenta que nas primeiras semanas de sua existência essa igreja queria dispor de muito tempo para permanecer na doutrina dos apóstolos, na comunhão, nas reuniões de oração. Esse tempo era subtraído da atividade produtiva. A grande coleta que Paulo recolheu com afinco, muitos anos mais tarde, em suas igrejas em favor de Jerusalém confirma o quadro que Lucas descreve. Justamente por não haver em Jerusalém muitos proprietários e abastados, a primeira igreja não conseguia livrar-se das necessidades financeiras, apesar da dedicação de amor em suas fileiras.
Novamente é importante observarmos que não são feitas exigências, não se desenvolvem ideais de como na realidade deveria ser a vida entre cristãos, mas informam-se fatos acontecidos. Foi assim que aconteceu naquele tempo, foi isso que faziam “todos os que creram”. A manifestação de Pedro
em At 5.4 mostra que nisso era preservada fundamentalmente a plena liberdade de cada um. A realidade era simplesmente que o nome de irmão não representava uma mera palavra, mas que todos os que haviam sido salvos tão gloriosamente e estavam ligados pelo Messias Jesus de fato se sentiam como uma grande família, na qual ninguém defendia medrosamente sua propriedade e ninguém desejava ver um irmão em dificuldades. “À medida que alguém tinha necessidade” um terreno ou outro bem era vendido por um membro abastado da igreja, ajudando-se assim o irmão. Para isso era útil a compreensão bíblica do ser humano que os membros da igreja traziam consigo sem dificuldades, como israelitas que eram. Nesse povo não se valorizava apenas a alma da pessoa, mas o ser humano todo era visto como uma unidade em sua existência corporal e psíquica, e a importância da “vida material” era diretamente reconhecida. Isso se espelha no fato de que na Antiga Aliança o grande alvo do futuro não era o “além”, mas a “terra prometida”, na qual “reedificarão as cidades assoladas e nelas habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto” (Am 9.14). Conseqüentemente, também no evento do Pentecostes todo o ser humano havia sido envolvido com alma e corpo, com todas as suas posses, e chamado ao serviço com tudo o que era e possuía. Da mesma maneira, ele não considerava o próximo como uma “alma” a ser cuidada espiritualmente, mas como um irmão, cuja existência e cujo sofrimento existencial lhe diziam respeito diretamente. Desde o princípio a “comunhão” como tal não era uma comunhão apenas “religiosa”, restrita ao “íntimo” das pessoas, mas era concreta e abrangia a vida inteira.
“Diariamente perseveravam unânimes no templo.” Não o faziam por mero costume ou apego a velhos hábitos. Era impactante o fato de que os discípulos de Jesus se sujeitavam aos sacerdotes que haviam sido os que impulsionaram o processo contra Jesus. Para isso não bastavam os laços do costume. Não seria surpreendente se os apóstolos tivessem declarado: não temos mais nada a ver com o templo e com esses sacerdotes. No entanto, isso ignoraria completamente a relação entre Antigo e Novo Testamentos, entre a igreja de Jesus e Israel. Afinal, Jesus não é o fundador de uma nova religião, mas o Messias de Israel. Jesus consuma a história de Deus, que começou com a vocação de Abraão. Quem o reconheceu como Messias não pertence menos a Israel, mas está absolutamente dentro dele. A idéia de se separar de Israel e de seu templo nem sequer poderia surgir na cabeça daqueles primeiros cristãos. Sua permanência diária no templo era expressão óbvia de que pertenciam a Israel, que através de Jesus agora chegara ao alvo de toda a sua história.
46 É verdade, porém, que ao mesmo tempo tinham necessidade de seus próprios encontros: “Partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com regozijo e singeleza de coração.” Essas reuniões nas refeições comunitárias caracterizavam-se pela “regozijo e singeleza de coração”. Com certeza deram pouca atenção ao cardápio! Essa alegria jubilosa não era um contraste para o “temor”, nem sequer era limitada apenas pelo temor, mas, exatamente como o “temor”, constituía o efeito da presença plena de Deus. Sempre deixamos de ver a verdade quando separamos em Deus a justiça e o amor, a seriedade e a bondade. Por isso sempre perdemos a alegria profunda quando perdemos o temor diante de Deus. Pelo Deus vivo revelado em Jesus, em Sua cruz e ressurreição foram-nos dados gratidão efusiva e santo respeito. O Espírito Santo em nossos corações faz-nos regozijar e tremer, temer e amar a Deus. É preciso levar em conta que a palavra “regozijar” sempre possui conotação “escatológica”. “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”, profetizou Isaías (Is 35.10). Ao serem celebradas agora na igreja as refeições cheias de júbilo e louvor a Deus, apesar de toda a pobreza material, essas refeições já eram prefiguração e primeira garantia do banquete nupcial do fim dos tempos, quando Deus estará no meio de seu povo com toda a Sua glória e presença visíveis e o encherá com “alegria indizível e gloriosa” (1Pe 1.8, NVI). A circunstância de que eles, inimigos de Deus e assassinos de Jesus, podiam pertencer a esses “redimidos do Senhor” representava uma razão sempre renovada desse “regozijo” que agora já perpassava os dias da novel igreja com seu brilho. As orações de santa ceia transmitidas no assim chamado “Didaquê” nos permitem perceber algo de como precisamos imaginar esse “tomar as refeições com regozijo e singeleza de coração e com louvor a Deus”.
Conseqüentemente, esses primeiros cristãos estavam em paz com Deus e as pessoas, “louvavam a Deus e contavam com a simpatia de todo o povo”. Foi um grande presente que essa igreja – diferente da de Tessalônica (1Ts 1.6) – pôde organizar-se inicialmente em paz. No momento não havia dificuldades exteriores para chegar à fé em Jesus e lhe render a vida. É óbvio que a superação interior dos corações não é produzida pela simpatia exterior, e nem mesmo pela palavra desafiadora de uma
igreja viva como tal. Somente o próprio Senhor pode nos resgatar da incredulidade e perdição e nos conceder a conversão. Foi assim que Jesus fez naquele tempo. Não se limitou ao avivamento daquele primeiro dia de Pentecostes. Diariamente acontecia a grande alegria por pessoas que se deixavam salvar. “O Senhor, porém, acrescentava os que iam sendo salvos, dia a dia, ao mesmo”.
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ATOS 2.42-47
INTRODUÇÃO A BÍBLIA
INTRODUÇÃO À BÍBLIA
I. Os Livros da Bíblia.
Os livros do Antigo e Novo Testamentos podem ser divididos em três ou cinco grupos, como seguem:
1. História.
(1) Antigo Testamento - Gênesis a Ester (17 livros).
(2) Novo Testamento - Mateus a Atos (5 livros).
2. Doutrina.
(1) Antigo Testamento - Jó a Cantares (5 livros).
(2) Novo Testamento - Romanos a Judas (21 livros).
3. Profecia.
(1) Antigo Testamento - Isaías a Malaquias (17 livros).
(2) Novo Testamento - Apocalipse (1 livro).
1. Antigo Testamento.
(1) Pentateuco - Gênesis a Deuteronômio (5 livros).
(2) Livros históricos - Josué a Ester (12 livros).
(3) Livros poéticos - Jó a Cantares (5 livros).
(4) Profetas maiores - Isaías a Daniel (5 livros).
(5) Profetas menores - Oséias a Malaquias (12 livros).
2. Novo Testamento.
(1) Evangelhos - Mateus a João (4 livros).
(2) Atos - Atos (1 livro).
(3) Epístolas Paulinas - Romanos a Hebreus (?) (14 livros).
(4) Epístolas Gerais - Tiago a Judas (7 livros).
(5) Apocalipse (Revelação) - Apocalipse (1 livro).
ANTIGO TESTAMENTO
II. O Livro de Gênesis.
1. Nome: O nome significa começo, origem, ou criação. Portanto, o pensamento principal é a criação, e temos o registro de: (1) o começo do mundo criado por Deus. (2) O começo do homem como criatura de Deus. (3) O começo do pecado pela desobediência do homem. (4) O começo da redenção, visto nas promessas e tipos do livro, e na família escolhida. (5) O começo da condenação, visto na destruição e punição de indivíduos, cidades e o mundo.
2. O Propósito e a Importância Religiosa: O principal propósito do livro é escrever uma história religiosa, mostrando como, depois que o homem caiu no pecado, Deus começou a dar-lhe uma religião e começou a revelar-lhe um plano de salvação.
3. A Importância Geral: O livro nos fala somente dos eventos que ocorreram antes de Moisés, e sem ele a Bíblia estaria incompleta. Sem ele não poderíamos entender o restante da Bíblia e cada parte da qual refere-se aos fatos dados aqui, que cobrem mais da metade do tempo do AT.
4. As Mensagens: (1) A relação próxima que o homem tem com Deus. (2) A íntima relação entre os homens, com a necessidade da sociedade. (3) O valor fundamental da fé na vida e destino do homem.
5. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-9; 11-35; 37-50.
III. O Livro de Êxodo.
1. Nome: O nome significa saída ou partida.
2. O Assunto: O assunto e palavra-chave do livro é redenção (3.7,8; 12.13; etc.), particularmente aquela meia-redenção demonstrada pela libertação de uma situação angustiante. Essa redenção foi cumprida totalmente através do poder de Deus, por intermédio de um libertador e sob sangue.
3. O Propósito: Aqui o AT muda a sua história contada sobre a família, dada em biografias individuais e registros familiares, para aquela de uma nação, escolhida para os propósitos divinos. A vontade divina não é mais revelada para poucos líderes, mas para todo o povo.
4. As Mensagens: Sobre Deus: Ele é Senhor sobre toda a natureza e sobre o Faraó (e por isso, sobre todos os reis e nações), e teve o direito de escolher a Israel como Seu povo especial e a capacidade de defendê-lo. Sobre o homem: A redenção é necessária para a sua comunhão com Deus e o povo redimido deve adorar e obedecer a Deus; tanto a redenção como a pureza de vida são asseguradas pelo sacrifício e pelo poder de Deus.
5. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-20; 23-25.9; 31-36.7; 39.32-40.
III. O Livro de Levítico.
1. Nome: Tem esse nome porque lida com os serviços do santuário ministrados pelos Levitas.
2. O Assunto: É uma continuação de Êxodo e contém a legislação do Sinai a partir do tempo em que o tabernáculo foi completado. Há breves partes históricas e um sistema legislativo com leis civis, de higiene, cerimoniais, morais e religiosas.
3. O Propósito: Mostrar que Deus é santo e o homem pecador; mostrar como Deus pode manter Sua santidade e revelar a pecaminosidade do homem; mostrar como um povo pecador pode se aproximar de um Deus Santo; fornecer um manual de lei e culto para Israel; fazer de Israel uma nação santa. A palavra-chave é Santidade, que aparece 87 vezes no livro, e o versículo-chave é o 19.2.
4. Os Sacrifícios ou Ofertas: Dividem-se em: (1) Sacrifícios Nacionais, que incluem a Páscoa, o Ciclo de Meses, etc., ofertas para o serviço no Santo Lugar, como óleo, pães, etc.; (2) Sacrifícios Oficiais, que incluem o dos sacerdotes, o dos príncipes e governadores e o das mulheres santas; (3) Sacrifícios Pessoais, incluindo as ofertas de sangue (ofertas de paz, ofertas pelo pecado e pela culpa) e ofertas sem sangue (carne ou manjares).
5. As Mensagens: Há mensagens relacionadas ao pecado, à redenção e à natureza humana decaída.
6. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-3; 8-10; 16; 18-19.4; 23; 26-27.
IV. O Livro de Números.
1. Nome: O nome vem das duas contagens do povo: no Sinai, cap. 1, e em Moabe, cap. 26.
2. O Assunto: Neste livro Israel está experimentando a lição recebida em Lv, e Moisés é a figura central. O pensamento central é serviço, e a frase-chave é “todos capazes de sair à guerra”, que ocorre 14 vezes no 1º capítulo. Havia guerra à frente, e todos que pudessem lutar deviam fazê-lo.
3. Tipos e Ilustrações de Jesus: Os mais importantes são os seguintes: (1) O Nazireu. É uma ilustração de Cristo como Santo, inofensivo e separado dos pecadores, como puro e privado da alegria comum. (2) A Fita Azul. Essa era a cor celeste e mostrava que o povo de Deus de todos os tempos deveria ser celestial em seu caráter. (3) A Vara Florescente de Arão. Ilustra a ressurreição de Jesus. (4) A Novilha Vermelha. É o símbolo de Cristo como a base da nossa purificação. (5) As Serpentes Abrasadoras. Mostram como Cristo na cruz salva aquele que confia nele. (6) As Cidades de Refúgio. Ilustram como Cristo nos protege do julgamento divino.
4. Mensagens: Há mensagens sobre obediência, dúvidas e fé, e conforto.
5. Roteiro de Leitura: Capítulos 1, 6; 9-14; 16-18; 20-27; 30; 32-34.
V. O Livro de Deuteronômio.
1. Nome: O nome vem de uma palavra grega que significa “segunda lei” ou “lei repetida”. Não se trata de uma mera repetição da lei, mas antes é uma aplicação dela em vista das novas condições que Israel encontraria em Canaã, e devido à sua desobediência anterior.
2. Propósito e Conteúdo: Levar Israel à obediência e adverti-lo contra a desobediência. Consiste de três discursos de Moisés, proferidos nas planícies de Moabe no final da peregrinação de Israel pelo deserto. Seu estilo é mais inflamado do que os livros anteriores e seu tom é mais espiritual e ético, apelando para o dever de conhecer, amar e obedecer a Deus. Os versículos-chave são 11.28-26.
3. Ocasião e Necessidade do Livro: A vida do povo estava para ser mudada daquela de peregrinar pelo deserto para a de residir em cidades e aldeias, e da dependência do maná do céu para o cultivo dos campos. A paz e a justiça dependeriam de uma estrita observância da lei. Também estavam para ser tentados por uma nova religião em Canaã, contra a qual deveriam precaver-se.
4. Mensagens: A lei de Deus é inflexivel e universal; as leis de Deus são a expressão do Seu amor pelos homens; a obediência do homem é expressão do seu amor a Deus.
5. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-13; 17-18; 27-33.
VI. O Livro de Josué.
1. Nome: Baseado em Josué, o persongem principal, que pode ser descrito como um homem de fé, coragem, entusiasmo, fidelidade ao dever e liderança.
2. O Propósito do Livro: Josué completa a história do livramento iniciada em Êxodo. Sua palavra-chave é “redenção”, enfatizando a possessão. Quer mostrar como Israel estabeleceu-se em Canaã; como, através da destruição dos cananitas, Deus pune um povo pelos seus pecados; e mostrar que o povo de Deus é o herdeiro definitivo da terra e que os perversos serão, no final, deserdados.
3. Tipos e Assuntos Espirituais: o principal é o de Josué como um tipo de Cristo, pois guia os seus seguidores à vitória sobre os inimigos e os defende em tempos de derrota.
4. As Mensagens: (1) Deus está sempre em guerra contra o pecado, seja ele pessoal, social, cívico ou nacional, e o castiga conforme sua sabedoria. (2) Deus usa os seus instrumentos contra o pecado - os homens e a natureza. (3) Na batalha contra os cananeus vê-se que: (a) a vitória de Israel veio através de um líder e não de um legislador, e assim também é com o cristão. (b) Eles entraram em Canaã pelo poder divino e não por guardarem a lei. O cristão recebe todas as suas bênçãos e a salvação não por obras da lei, mas pela graça de Deus. © O cristão, assim como o povo de Israel, deve submeter-se aos padrões de santidade e ao governo de Deus.
5. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-10; 14; 18; 21-24.
VII. O Livro de Juízes.
1. Nome: O nome é extraído dos juízes, cujos feitos são registrados pelo livro. Os eventos registrados são mais locais e tribais do que nacionais. Todavia, são de grande valor para mostrar a condição e o caráter do povo.
2. A Condição da Nação: Israel estava desorganizado e um pouco inseguro. Havia perdido a energia moral e o espírito de obediência a Iahweh, caindo constantemente em idolatria e sofrendo nas mãos das nações pagãs.
3. O Trabalho dos Juízes: Os juízes surgiam quando as ocasiões requeriam e foram homens das tribos sobre os quais Deus colocou o fardo de um Israel apóstata e oprimido. Exerciam funções judiciais e orientavam os exércitos de Israel contra o inimigo. Como libertadores, eram tipos de Cristo.
4. As Mensagens: (1) O homem deve ser governado e também redimido. (2) A decadência nacional é causada pelo desvio religioso e sua maldição resulta na desordem social e política e no caos. (3) Deus governa pela punição, misericórdia e libertação. A libertação vem no tempo certo, com o instrumento certo e com os melhores resultados. (4) Deus nos pune pelo pecado, mas também está sempre pronto a perdoar e nos utilizará embora sejamos instrumentos fracos.
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
VIII. O Livro de Rute.
1. Nome: Este livro, junto com o de Juízes, trata da vida de Israel desde a morte de Josué até o governo de Eli. O nome é extraído de Rute, a personagem principal.
2. O Conteúdo: É propriamente uma continuação de Jz. É especialmente importante porque mostra a linhagem de Davi. Obede, avô de Davi, nasceu de Rute. Daí mostra-se que Rute está ligada à toda a história de Israel e forma um elo na genealogia de Cristo. As palavras-chave são amor e fé.
3. As Mensagens: (1) As circunstâncias não criam nem destróem os crentes. Riqueza ou pobreza não determinam a fé, mas sim o poder de Deus. (2) A fé é o segredo ou teste do discipulado. Vence todos os obstáculos e nos dá decisão e coragem. (3) O valor de uma pessoa que confia. Tal pessoa se tornará um instrumento de Deus.
4. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
IX. O Livro de Primeiro Samuel.
1. Nome dos Dois Livros: O nome provém da história da vida de Samuel registrada na primeira parte deste livro. Significa “nome de Deus”. Samuel não foi somente juiz e sacerdote, mas como profeta desempenhou serviços importantes em várias áreas.
2. O Conteúdo: O livro começa com a história de Eli, o velho sacerdote, juiz e líder do povo. Registra o nascimento e a infância de Samuel, que mais tarde tornou-se sacerdote e profeta do povo. O livro fala da elevação de Saul ao trono e da sua queda final. Juntamente com isso, fala do crescente poder de Davi, que sucedeu Saul no trono.
3. As Mensagens: (1) Deus adapta o seu reino às condições: permite que tenham um rei, e aponta profetas quer eram mais chegados a Ele do que o rei. (2) O homem coopera para o propósito crescente de Deus: Os exemplos de Saul e Davi mostram ao povo que o melhor rei era o escolhido por Deus. (3) Deus obtém suas vitórias tanto através de pessoas obedientes quanto desobedientes: isso é notado nas carreiras de Samuel, Saul e Davi.
4. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
X. O Livro de Segundo Samuel.
1. O Conteúdo: O livro mostra a história do desempenho de Davi enquanto foi rei de Israel. Foi o rei mais forte que Israel teve, sendo um importante executivo, um soldado hábil e com uma profunda disposição religiosa. Teve suas falhas, mas, apesar delas, desenvolveu um grande império. Em resumo, o livro mostra-nos uma vida atribulada e em paz.
2. As Mensagens: (1) A atitude do homem perante Deus dá a oportunidade para Deus usá-lo e abençoá-lo. (2) A atitude de Deus diante do homem cria oportunidades a este para realizar suas mais altas aspirações. (3) O maior triunfo do homem é a vitória de Deus sobre si.
3. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XI. Os Livros de Primeiro e Segundo Reis.
1. Nome: Os dois livros de Reis eram, originalmente, um só livro e formam uma história contínua. O nome é extraído dos reis, cujos feitos eles relatam. Começam onde 2Sm parou e vão até o relato do cativeiro do povo.
2. Propósito: As mudanças políticas de Israel são dadas a fim de mostrar a condição religiosa. Há um grande número de exemplos do conflito entre a fé e a descrença, e a adoração a Javé e a adoração a Baal. Israel torna-se submisso ao mal e, por fim, é cortado; Judá arrepende-se e é restaurado para perpetuar o reino e para ser o meio pelo qual veio Jesus.
3. A Atividade Profética: Durante aqueles tempos os profetas foram muito ativos. Os reis em sua maior parte eram perversos e não queriam submeter-se à vontade divina. Essa atitude e conduta da parte deles exigiu freqüentes denúncias e advertências por parte dos profetas, que também profetizaram a queda da nação e levaram o povo a esperar no Messias a glória da nação.
4. As Mensagens de 1º Reis: Governos humanos: (1) Todos os métodos humanos falham, sejam eles democracia, imperialismo, etc. (2) Todos os métodos nacionais falham se Deus não for levado em consideração. Governo infalível de Deus: Ele desenvolve o seu governo para o seu louvor: (1) Através da expressão da verdade pelos profetas (pregação). (2) Através de interferência direta, pelas forças da natureza, como terremotos, falta de alimentos, etc., e através do levantamento de inimigos e exércitos hostis.
5. As Mensagens de 2º Reis: Governos humanos: (1) Fracassam por abandono a Deus. (2) Manifestam perda de ideais nacionais e pouca preocupação com o pecado. (3) Abandonam as ordenanças religiosas e sua consciência é insensível. (4) Disso resulta que são conquistados, capturados e levados à derrota nacional. Governo divino: Deus tem um propósito, que revelou na sua promessa à Abraão; Ele é persistente, como se vê nas profecias e advertências; Ele é poderoso, nunca permitindo a partida de seu povo, mas o seguindo até lhe dar segurança. Perda de visão de Deus por parte dos homens: Isso conduz à ideais degradados, consciências mortas e propósitos já derrotados.
6. Roteiro de Leitura: Os dois livros inteiros.
XII. Os Livros de Primeiro e Segundo Crônicas.
1. O Nome: Foi dado por Jerônimo. Eram as “palavras dos dias”, originalmente um só livro. Começando com Adão, a história de Israel é re-escrita até o retorno de Judá do cativeiro. Cobrem o mesmo período dos outros. As narrativas têm um propósito religioso.
2. As Mensagens de Primeiro Crônicas: (1) Deus deve ser considerado na vida das nações, pois está agindo, todas as coisas levam ao cumprimento do propósito de Deus e, quando Deus é deixado de lado, não existem padrões morais. (2) O teste dos patriotas: o homem que adora a Deus é o verdadeiro patriota, e o homem que o serve inspira confiança para servir a sua nação.
3. As Mensagens de Segundo Crônicas: (1) Deus condena o ritualismo na vida devocional, pois quer a vida dedicada verdadeiramente a Ele. (2) É uma falha descuidar tanto da forma como do fato da religião. (3) Toda reforma deve começar pela casa de Deus: a igreja, como o povo de Deus, deve estar cheia do Espírito Santo para que possa, assim, mudar o mundo.
4. Roteiro de Leitura: 1Cr: capítulos 10-22; 28-29. 2Cr: capítulos 1-9; 29-32; 34-36.
XIII. Os Livros de Esdras e Neemias.
1. Nome: Esdras e Neemias eram, originalmente, considerados como um livro e contêm o relato da restauração dos exiladosde volta a Jerusalém e o restabelecimento da sua adoração. Os nomes atuais apareceram pela primeira vez na Bíblia de Genebra (1560). Esdras é assim chamado por causa do autor e personagem principal; o nme significa “ajuda”. Neemias é assim chamado por causa do personagem principal, cujo nome significa “Javé consola”. São livros simples e diretos, sendo Neemias uma seqüência natural de Esdras.
2. Outros Livros: Três livros devem ser lidos em conexão com este estudo. (1) Ester, que fala daquela época e deve ser lido entre os capítulos 6 e 7 de Esdras. (2) Ageu e Zacarias, que estiveram associados com a primeira volta de Zorobabel e as suas palavras fizeram os judeus completarem o templo apesar de toda a oposição.
3. O Retorno do Cativeiro: O retorno consistiu de três expedições lideradas, respectivamente, por Zorobabel, Esdras e Neemias. O período coberto por essas expedições está entre 90 e 110 anos.
4. As Mensagens de Esdras: (1) Deus usa em Sua obra pessoas que não pertencem ao Seu povo, Israel, como Ciro e Artaxerxes, e outras que pertencem, como Neemias, Esdras e Zorobabel. (2) Deus usa Seu poder num sentido construtivo (edificar, reunir Seu povo, etc.) e num sentido destrutivo, sobrepujando toda a oposição.
5. As Mensagens de Neemias: (1) Neemias se preocupava com a causa de Deus, confiava na causa de Deus e cooperava com ela. (2) Neemias era cauteloso, corajoso e não tinha compromissos que pudessem prejudicar seu trabalho. (3) Neemias confiava totalmente em Deus, estava bem consciente da Sua presença e ajuda, e desempenhou toda a sua obra por interesse pela causa de Deus.
6. Roteiro de Leitura: Os dois livros inteiros.
XIV. O Livro de Ester.
1. Nome: Provém de sua personagem principal, uma serva judia que tornou-se rainha de um rei persa. Relata um episódio da história judaica que ameçou destruir toda a nação.
2. A Época: Pensa-se que os eventos narrados ocorreram cerca de 56 anos após o primeiro retorno de Zorobabel em 536 a.C. A história ocorre entre os capítulos 6 e 7 de Esdras, mas não menciona outros fatos da história judaica exceto o cativeiro sob Nabucodonosor e a dispersão dos judeus através do império persa.
3. O Nome de Deus: O livro em nenhum lugar menciona o nome de Deus ou faz qualquer referência a Ele. Isso pode ser devido ao fato de Seu nome manter-se em segredo e ser sagrada naquela época. Contudo, o poder de Deus e o Seu cuidado pelo Seu povo estão subentendidos em todo o livro.
4. As Mensagens de Ester: (1) Há um Deus, que age em providência e toca as vidas em todos os pontos. (2) Devemos prestar contas a Deus, confiar nEle e agir em favor e em harmonia com Ele. (3) A providência de Deus é oculta, porém inclui tudo; demonstra perfeita justiça, conhecimento e poder; resulta em confiança e coragem para os crentes, em temor e punição aos desobedientes, e em progresso e benção em toda a história.
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XV. O Livro de Jó.
1. O Nome: Extraído de seu personagem principal, que significa Perseguido. É um livro de sabedoria e não tem nenhuma conexão com outros livros bíblicos.
2. A Data: Nem data nem autor podem ser determinados com certeza. Fala de eventos está relacionado às pessoas e costumes que pertencem à era patriarcal - a era de Abraão ou mesmo antes. Os capítulos 1 e 2 e partes do 42 estão em prosa, e o restante é poesia. Há muito pouca dúvida de que a história é fundamentada em fatos históricos.
3. O Propósito: O propósito do livro é justificar a sabedoria e a bondade de Deus em assuntos de sofrimento humano, e especialmente mostrar que nem todo sofrimento é punitivo.
4. As Mensagens de Jó: (1) Há um clamor por um mediador humano entre nós e Deus. (2) Há um anseio por luz sobre o futuro - “Morrendo o homem, porventura tornará a viver?” (3) Havia a necessidade de alguém para defender a sua causa. Deus tem que agir - a provisão está em Cristo. (4) Há a necessidade de um redentor ou vindicador. “Porque eu sei que o meu Redentor vive.” (5) Devemos ter um juiz, alguém diante de quem nosso vindicador possa ir e defender a nossa causa. (6) Devemos ter um livro de acusações para mostrar a culpa que está em nós. A Bíblia é o livro que Deus escreveu - 31.35. (7) Há necessidade de uma visão de Deus que nos dê um senso de justiça de Deus e do valor humano, levando-nos ao arrependimento.
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XVI. O Livro de Salmos.
1. O Nome: Significa louvores ou hinos, e a palavra grega significa salmos. Prevalece a nota de louvor, embora alguns trechos sejam de tristeza e queixas, enquanto que outros são filosóficos.
2. Os Autores: Há 50 salmos sem autoria definida, e os outros autores são: Davi, Asafe, os filhos de Coré, Hemã, Etã, Moisés e Salomão. 73 são de Davi.
3. A Relação Com Outros Livros do AT: É uma relação íntima. A história é interpretada à luz de uma paixão pela verdade e justiça na proximidade de nossa relação com Deus.
4. Os Assuntos dos Salmos: É difícil fazer uma classificação dos Salmos, mas podem ser de ajuda os seguintes exemplos: (1) Hinos de louvor: 8, 18, 19, 104, 145, 147, etc. (2) Hinos nacionais: 105, 106, 114, etc. (3) Hinos para o culto público: 15, 24, 87, etc. (4) Hinos relativos a testes e calamidades: 9, 22, 55, 56, 109, etc. (5) Salmos messiânicos: 2, 16, 22, 40, 72, 110, etc. (6) Hinos de caráter religioso em geral: 89, 90, 91, 121, 127, etc. Essa variedade por um lado, e unidade por outro, deu ao livro um lugar único na vida religiosa do indivíduo cristão e das igrejas. Encaixa-se em todos os nossos sentimentos, sejam eles de ambição, tristeza, confissão, alegria ou ações de graças.
5. As Mensagens dos Salmos: Relacionadas com a atitude humana na adoração: (1) O homem deve ser submisso. (2) O homem deve confiar em Deus. (3) O homem deve ser alegre. Relacionadas com as pessoas envolvidas na adoração: (1) Deus, o qual solicita a adoração do homem e envolve revelação. (2) O homem, o qual se aproxima de Deus, derrama a sua alma e recebe as dádivas de Deus, oferecendo em troca o louvor.
6. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XVII. O Livro de Provérbios.
1. O Valor Prático do Livro de Provérbios: Os provérbios enfatizam a vida religiosa externa. Ensinam a praticar a religião e a vencer as tentações do dia-a-dia. Por trás de todos os ensinos está a firme crença na existência de Deus e no seu domínio sobre o mundo.
2. A Natureza dos Provérbios: Há uma voz da sabedoria que profere palavras de sabedoria, entendimento, conhecimento, prudência, sutileza, instrução, discreção e o temor de Deus, dando bons conselhos para a condição diária de vida. Há uma voz de insensatez, que profere palavras de estultícia, simplicidade, estupidez, ignorância, brutalidade e baixeza, levantando a sua voz onde quer que fale a sabedoria. As duas são contrastadas. A sabedoria é personificada como se fosse Deus falando sobre os deveres práticos, morais, intelectuais e religiosos do homem. Se colocamos Cristo como o substituto para a sabedoria, onde ela é encontrada, um novo e maravilhoso poder será notado no livro.
3. As Mensagens de Provérbios: O livro é fundamentalmente didático (voltado para o ensino). Entre as lições de destaque, podemos encontrar: (1) Deus é Todo-Sábio. (2) A maior sabedoria do homem está em temer a Deus. (3) A juventude não deve se isolar das pessoas e da vida de ocupações, mas também não deve se esquecer de Deus. (4) O valor das pessoas jovens que recebem o conselho dos seus pais. (5) O grande perigo das más companhias.
4. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XVIII. O Livro de Eclesiastes.
1. O Nome: O nome hebraico significa pregador e refere-se àquele que reúne ou discursa às assembléias.
2. O Elemento Humano: Expressões como “disse comigo”, “eu vi”, etc., indicam que não está sendo desenvolvida a vontade de Deus, mas um homem está falando das suas próprias experiências e do seu fracasso final. Trata-se daquilo que foi visto e experimentado.
3. A Frase-Chave: É “debaixo do sol”, com a triste ressalva, “vaidade de vaidades, tudo é vaidade”, mostrando como um homem, sob as melhores condições possíveis, buscou alegria e paz empregando os melhores recursos humanos e teve o melhor que o mundo poderia oferecer, tudo para concluir que as coisas são vaidade e canseira de espírito.
4. O Propósito do Livro: É mostrar que se alguém consegue atingir todos os seus objetivos, esperanças e aspirações na vida, isso não lhe trará satisfação ao coração. É-nos mostrado que o homem não foi feito somente para esse mundo ou para realizações egoístas, mas para cumprir um grande plano de Deus para ele através da consagração e do serviço divino.
5. As Mensagens: Sobre a convicção e a conduta: (1) As convicções afetam o caráter através da conduta. (2) A conduta sem convicção destrói tanto o caráter quanto a consciência. (3) A conduta orientada pela convicção forma e completa o caráter. (4) A convicção deve ser justa e a conduta deve estar em harmonia com ela. Sobre Deus em nossa vida: Deixar Deus de fora em nossa vida é o mesmo que perder a chave para o sucesso da vida. Entronizar a Deus em nossa vida é fazer da vida uma vitória.
6. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XIX. O Livro de Cantares (Cântico dos Cânticos).
1. O Nome: O nome é Cântico dos Cânticos de Salomão. Também recebe o nome de Cânticos e é assim chamado, talvez, por causa da sua grande beleza.
2. O Assunto: É o amor fiel visto numa mulher que, apesar de sujeita às tentações de uma corte oriental, permanece fiel ao seu primeiro amor.
3. O Significado da História: (1) Para os judeus daquela época era um apelo à pureza de vida, um retorno àqueles relacionamentos que Deus ordenou entre o homem e a mulher. (2) Para os cristãos é apresentada como uma alegoria de Cristo e Sua Igreja, o Noivo e a Noiva, a plenitude do amor que une o crente e o seu Salvador. O cristão não deve submeter-se às tentações do mundo e ser infiel a Jesus. (3) Fornece um ideal de amor que, se atingido da maneira própria, expulsaria da sociedade humana todas as práticas monstruosas que procedem de ideais indignos.
4. O Estilo: É em parte monólogo e em parte diálogo. A maior parte dos indícios leva a crer que foi escrito para comemorar as núpcias de Salomão e a filha de Faraó.
5. As Mensagens: Sobre o amor humano: O amor é a mais nobre expressão do coração humano: (1) Sua base é a satisfação mútua. (2) Sua força é indestrutível e é fogo inextinguível. (3) Sua bênção é ser uma fonte de alegria, descanso, paz e coragem. (4) Sua grandeza: é a maior coisa no relacionamento humano e também a maior na religião. Sobre a religião: (1) A nossa religião é primeiramente uma religião de amor. (2) O amor humano é santificado pela religião que o encara fora do círculo da luxúria. (3) A vida religiosa tem a sua melhor expressão nos termos do amor humano, tais como afeto, auto-renúncia, fidelidade, etc.
6. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XX. Os Livros Proféticos.
1. Profeta: Proclamador, embaixador, mensageiro que anuncia, alguém enviado com uma mensagem a ser proclamada. O profeta era alguém que trazia uma mensagem divina, que agia como porta-voz de Deus, mediador da vontade de Deus. Cf. Dt 18.18-19. Tinham um chamado direto e pessoal do próprio Deus e por isso falavam com autoridade: “Assim diz Iahweh (o SENHOR)!” No sentido estrito, profeta era aquele que tinha o chamado específico para o exercício do ministério profético, era o “profissional” da profecia (Elias, Natã, Isaías, etc.).
2. Proclamação: Com palavras (Jl 1.1) ou com atos simbólicos (Ez 4.1ss.). A linguagem usada é digna, sublime, poética, forte, impressionante. Com freqüência a verdade “nua e crua”. Proclamavam LEI (exortações, ameaças, anúncio de catástrofes e castigos) e EVANGELHO (consolo, anúncio da misericórdia, referências ao Messias).
3. Profecia: Não é primordialmente predição do futuro. Pode incluir o futuro, mas esta não é sua característica principal. No sentido bíblico, profecia é a proclamação do conselho de Deus aos homens. Existiu desde o Gênesis (Gn 3.15) e até Cristo é chamado de profeta (Mt 16.14).
4. Divisão dos Livros: Subdividem-se em Profetas Maiores (Is, Jr e Ez) e Profetas Menores (“Os Doze”). Os termos “maior” e “menor” referem-se ao tamanho dos livros. Os profetas cujos documentos estão registrados no AT são chamados de profetas escritores ou canônicos. Os que não deixaram escritos (Elias, Eliseu, etc.) não deixam de ser considerados verdadeiros profetas.
5. Período na História da Profecia: A data que serve de referência é 587 a.C., quando Jerusalém caiu diante de Nabucodonosor e o reino do sul (Judá) foi levado cativo para a Babilônia):
a. Profetas pré-exílicos: Ob, Jl, Jn, Am, Os, Is, Mq, Na, Hc, Sf, Jr.
b. Profetas exílicos: Ez, Dn, Jr (em parte).
c. Profetas pós-exílicos: Ag, Zc, Ml.
XXI. O Livro do Profeta Isaías.
1. O Profeta: O nome significa “Iahweh é salvação”. Era da tribo de Judá, morava em Jerusalém e lá exerceu seu ministério. Casou-se com a “profetiza” e os dois filhos receberam nomes simbólicos (8.1-4). Foi chamado por Deus em 742 a.C. e profetizou até cerca de 700 a.C. (ou mais), durante uns 50 anos. A tradição judaica diz que morreu serrado ao meio (cf. Hb 11.37).
2. Esboço: Capítulos:
a. 1-12: Oráculos contra Judá e Jerusalém.
b. 13-23: Oráculos de julgamento contra as nações.
c. 24-27: Julgamento cósmico e libertação final de Israel.
d. 28-35: Advertências proféticas.
e. 36-39: Narrativa histórica (Isaías, Ezequias, Senaqueribe).
f. 40-66: Textos messiânicos/escatológicos.
A grosso modo, na primeira parte do livro (1-39) predominam oráculos condenatórios, enquanto que na outra metade destaca-se a proclamação de consolo (particularmente a pregação messiânica). Ou seja, Lei e Evangelho. É interessante que a divisão de 39 capítulos para Lei e 27 para Evangelho coincide com a divisão da Bíblia: O AT tem 39 livros e o NT tem 27.
3. Mensagens (teologia): Isaías é chamado de “o evangelista do AT”. Algumas mensagens são:
a. Santidade de Deus: Deus é absolutamente santo e transcendente. Ele é o Santo de Israel (Is 6). Porém ele revela, torna conhecida a sua glória e misericórdia, especialmente nos oráculos messiânicos.
b. Fé: É a única resposta correta do homem para com Deus. Não há outra forma de relacionar-se com Deus (Is 30.15).
c. O Dia do Senhor: É o dia final, dia da vingança do Senhor contra os seus inimigos e da salvação dos fiéis (Is 2.6-22).
d. Sião e o Messias: São os oráculos messiânicos que apontam para Cristo e a salvação final na eternidade. Sião por um lado é a Jerusalém terrena, por outro lado é figura da Jerusalém celeste. O Messia é o Filho de Davi que é rei em Sião (aponta para a eternidade).
e. Servo do Senhor: É figura proeminente na 2ª parte do livro e aponta para Cristo. No AT, “servo” é título de grande honra e status. Isto aplica-se à função toda importante a ser cumprida por Jesus. Passagem clássica é Is 52.13-53.12.
4. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-2; 4-9.7; 11-12; 25-27; 29.9-24; 30.18-26; 31-32; 36-43; 45; 48-53; 55-56; 59-61; 65-66.
XXII. O Livro do Profeta Jeremias.
1. O Profeta: O nome significa “Iahweh estabelece/exalta/derruba/arremessa”. Era da terra de Benjamim, perto de Jerusalém. Foi chamado por Deus em 627 a.C. (1.2; 25.3), quando tinha apenas cerca de 20 anos (1.6-7). Foi levado para o Egito após a queda de Jerusalém e seu ministério durou pelo menos 40 anos. Profetizou principalmente em Jerusalém e por anunciar o cativeiro e exortar o povo a submeter-se a este (ou arrepender-se), foi considerado por muitos um traidor. Era pessoa extremamente sensível, tinha natureza mansa e simpática, porém era firme nas convicções. Por ordem divina, não casou (16.1-2). Amou seu povo mas foi rejeitado por ele. Foi contemporâneo de Sofonias (Sf 1.1), da profetiza Hulda (2Rs 22.14), de Ezequiel e Daniel, e também de Habacuque e Naum. A tradição judaica diz que ele foi apedrejado no ano 580 a.C., vítima do ódio de seu próprio povo.
2. Esboço: Capítulos:
a. 1: O chamado do profeta.
b. 2-45: Profecias contra Judá e Jerusalém.
c. 46-51: Profecia contra as nações.
d. 52: Apêndice histórico.
É preciso lembrar que os oráculos não estão dispostos em ordem cronológica. Além disso, o livro contém um grande número de notas auto-biográficas. Estamos melhor informados sobre a vida de Jeremias do que a de qualquer outro profeta.
3. As Mensagens: De juízo: O julgamento contra Judá é o tema que perpassa todo o livro. Exortação ao abandono da iniquidade, condenação da decadência moral e da apostasia. Apenas uma conversão verdadeira poderia salvar a nação do juízo iminente. Seus oráculos são necessariamente severos e destruidores (Lei). De consolo: Contra este fundo negro, algumas das mais gloriosas profecias messiânicas do AT estão registradas em Jeremias (3.16-18; 23.5-8; 31.31-34; 33.14-16; etc.). O cativeiro teria fim, duraria 70 anos (25.11-12; 29.10).
4. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-3; 6-7; 12-13.14; 15.10-17.11; 18-20; 23; 25-26; 28-29; 31-33; 36-43; 52.
XXIII. O Livro de Lamentações de Jeremias.
1. O Título: Na tradição do AT, o título tem sua origem na primeira palavra do livro (também primeiro termo dos capítulos 2 e 4) que significa “Como...!” Provavelmente esta era a forma padrão de iniciar uma lamentação sobre uma cidade caída.
2. Propósito: Lamento pelos males que sobrevieram a Judá e pela destruição de Jerusalém e do templo de Iahweh. Era costume da época prantear a morte de entes queridos bem como a destruição de cidades - uma espécie de “luto”.
3. Características: É um escrito poético composto por cinco unidades (ou canções) numa estrutura típica da poesia hebraica, o acróstico, em que cada verso começa com uma letra do alfabeto. Cada capítulo é um poema, uma unidade.
4. As Mensagens (teologia): “Como pode Deus permitir que a manifestação visível de sua aliança e promessa eterna, a cidade santa e o templo, caísse nas mãos de infiéis? Deus é impotente diante dos acontecimentos do momento? Não se interessa mais? ...?”
Apesar da amargura do momento, Lamentações não põe em dúvida a justiça ou amor de Deus. Assume a responsabilidade do seu pecado.
O colapso da cidade santa é exemplo magnífico da pedagogia divina que visa levar seu povo ao arrependimento verdadeiro e fé genuína. É o aspecto da Lei, que mais adiante será acompanhado pelo Evangelho (reconstrução da cidade). Lamentações enfatiza a ira justa de Deus. Sem esta, o Evangelho perde a sua doçura.
No contexto bíblico maior, a “morte e ressurreição” de Jerusalém nos leva até a Sexta-Feira Santa e Domingo de Páscoa (Cristo)! Em última análise, “as misericórdias de Iahweh são a causa de não sermos consumidos!” (3.22).
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXIV. O Livro do Profeta Ezequiel.
1. O Profeta: O nome significa “Deus é forte”, “Deus fortifica”. Foi contemporâneo de Jeremias e de Daniel. Recebeu o chamado de Deus em 593 a.C. (1.2). Seu ministério foi de pelo menos 22 anos e aconteceu no exílio, na Babilônia. Era casado (24.16,18), tinha sua própria casa (8.1), era consultado pelos anciãos (8.1; 14.1; 20.1) e às vezes até ouvido por grandes multidões. Sua vida se tornou uma verdadeira encarnação de sua mensagem. Era talentoso, tinha boa educação e caráter firme, orador eloqüente e com grande imaginação.
2. Esboço: Capítulos:
a. 1-24: Oráculos contra os israelitas.
b. 25-32: Oráculos contra os gentios.
c. 33-39: Oráculos da restauração de Israel.
d. 40-48: Visão da nova era.
3. Propósito: 1. Deus foi justo em permitir o cativeiro. O povo foi exilado por causa do seu pecado. 2. Deus restaurará o seu povo (válido para o momento presente e para a eternidade).
4. As Mensagens (teologia): A proclamação de Ezequiel determinou de forma muito especial o futuro do povo. Sua pregação enfoca a santidade e a glória do Deus justo. Porém, ao mesmo tempo, esta santidade de Deus está “como que materializada” no templo. A destruição deste, no entanto, não significa que Deus abandonou suas intenções primeiras. O povo voltará. Ezequiel também aponta para o Novo Israel que surgirá no final dos tempos.
Ezequiel foi o verdadeiro sustentáculo do povo exilado. Na Babilônia, os exilados estavam cercados por um povo de cultura e religião pagãs. Estavam longe de casa e com sua casa de culto destruída. O desânimo era a grande tentação. Havia o perigo fatal de perderem a fé. Era necessário mantê-los firmes e não deixá-los perder a esperança da restauração. Não fosse a iterpretação teológica proclamada pelo profeta com relação ao castigo merecido pelo povo, talvez os exilados tivessem desaparecido na história. Mas não era este o interesse de Deus.
Ezequiel também prega sobre: (1) A natureza terrível do pecado. Ele abate e destrói tanto homens como nações. (2) A responsabilidade individual. Os homens não sofrem por causa dos pecados dos outros, mas pelos seus próprios pecados (18.1-4; 33.10ss.). (3) O poder e a majestade de Deus. Isto é visto através de vários animais como o leão, o boi, a águia, e em Seu controle sobre todas as circunstâncias.
5. Roteiro de Leitura: Capítulos 1-5; 11-12; 17-19; 23-24; 33-34; 36-37; 40-43; 47-48.
XXV. O Livro do Profeta Daniel.
1. O Profeta: Daniel significa “Deus é (meu) juiz”. Era filho de família nobre, talvez até de linhagem real (1.3,6). Foi levado cativo ainda novo para a Babilônia em 605 a.C..Serviu em alto cargo da corte de duas potências mundiais: Império Babilônico e Medo-Persa. Sua fidelidade e piedade eram exemplares, mesmo correndo risco de vida. Viveu na Babilônia mais de 70 anos, chegando à idade ao redor dos 90 anos. Os profetas Ezequiel e Jeremias foram seus contemporâneos.
No livro original, o trecho compreendido entre 2.4b e 7.28 está redigido em língua aramaica (não hebraico). Foram feitas algumas adições apócrifas ao texto (ver na Bíblia Católica Romana).
2. Esboço: Capítulos:
a. 1-6: Narrativas.
b. 7-12: Visões de Daniel.
3. Propósito: 1. Confortar os que se encontravam no exílio babilônico. 2. Mostrar que as atuais tribulações e libertações são “amostragens” e prefigurações de eventos do final dos tempos históricos.
O exílio não é permanente, nem os reinos deste mundo. Mas o reino eterno de Deus será estabelecido.
4. Destaques:
1. Os capítulos 2 (a grande estátua) e 7 (os quatro animais) referem-se aos mesmos quatro impérios mundiais em sucessão.
2. A expressão “um como o Filho do homem” é cunhada por Daniel e mais tarde assumida por Cristo (é título messiânico por excelência) - Dn 7.13.
3. A oração de Daniel (9.1-20) é uma verdadeira jóia do AT e da literatura bíblica, expressão do que de melhor existe em termos de piedade cristã autêntica. O versículo 19 às vezes é chamado de kyrie eleison do AT.
4. As profecias que seguem ao capítulo 9 não são de fácil interpretação visto que complexos episódios históricos que estavam por vir aí são usados como protótipos de outras realidades relacionadas com a vida da igreja e seus fiéis.
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXVII. O Livro do Profeta Oséias.
1. O Profeta: Oséias significa “salvação, auxílio”. A mando de Deus (1.2), Oséias casou-se com uma prostituta e gerou três filhos, que receberam nomes simbólicos. Era do Reino do Norete e foi o único profeta nativo e ativo do Norte (Jonas também nasceu em Israel mas profetizou em Nínive). Teve um ministério de pelo menos 25 anos e foi contemporâneo de Amós, no Norte, bem como de Isaías e Miquéias, no Sul. Talvez tenha sido agricultor ou padeiro (cf. 7.4ss.). Foi o último profeta enviado ao Reino do Norte. É o “profeta do leito de morte de Israel”.
2. Esboço: O livro tem duas partes principais: os capítulos 1-3 apresentam a vida familiar do profeta, e o restante são pregações proféticas. Podes-se dividi-lo nos seguintes capítulos:
a. 1-3: Oráculos variados. b. 4-8: Pecado de Israel.
c. 9-11: Punição de Israel. d. 12-13: Pecado e punição de Israel.
e. 14: Promessa e esperança.
3. O Casamento de Oséias: O maior debate sobre a interpretação do texto concentra-se em torno do casamento do profeta. A discussão resume-se numa pergunta: o profeta realmente casou com a prostituta ou trata-se de um texto simbólico? Três respostas são oferecidas (são as três posições básicas assumidas pelos diferentes intérpretes do texto):
1. Compreensão alegórica, parabólica ou “espiritual”: Um Deus justo jamais ordenaria um tal casamento a um de seus mensageiros, ainda mais à luz das leis do Pentateuco que condenam os adúlteros (Lv 19.29, 20.10). Portanto, este casamento foi simbólico, parabólico, não real.
2. Casamento real: O Deus que dá tais ordens é livre para suspendê-las em ocasiões excepcionais visando seus próprios objetivos. Assim sendo, o profeta realmente casou-se com a prostituta.
3. Posição intermediária: Oséias não conhecia a real personalidade de Gômer quando se casou.
4. As Mensagens (teologia): 1. No momento decisivo, o profeta pronunciou o julgamento final de Israel e entoou seu canto fúnebre. Mas ao mesmo tempo sua voz clamou insistentemente pela volta do povo a Deus. Ao lado da Lei, Oséias enfatizou de forma veemente o amor de Deus (alguns o chamam de São João do AT). Que o povo lembrasse de Deus e voltasse a conhecê-lo e amá-lo. Porém o povo não lembrou a antiga aliança e foi atrás de outros amantes. O resultado foi a destruição sem retorno.
2. O casamento de Oséias foi uma pregação viva, uma “encarnação” de sua mensagem. É evidente o que Deus intencionava anunciar: Gômer, a prostituta, representava o povo de Israel e era a “materialização” da sua infidelidade para com Deus. O profeta representava Deus e “encarnava” seu amor e fidelidade para com Israel, sua “esposa”. Seus filhos receberam nomes simbólicos e proféticos. Assim sendo, a vida familiar do profeta tornou-se uma proclamação ambulante do conselho nde Deus ao seu povo.
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXVIII. O Livro do Profeta Joel.
1. O Profeta: Joel significa “Iahweh é Deus”. Toda informação que existe sobre ele é que é “filho de Petuel” (1.1). Pelas citações geográficas do livro, conclui-se que profetizou em Judá. Seus oráculos estão centralizados numa praga de gafanhotos e numa seca que afetou Jerusalém e o templo. Dirige-se aos sacerdotes como se vivesse entre eles (1.13-14) e também fala do templo e das ofertas (1.9-13). Viveu por volta de 800 a.C. ou 400 a.C - não há como saber ao certo.
2. Propósito: 1. Exortação à humildade e arrependimento em vista da certeza da vinda do julgamento. 2. Vinda certa da salvação.
3. Esboço: Capítulos:
a. 1.1-2.27: Praga de gafanhotos.
b. 2.28-3.21: Bênção e julgamento de Deus.
4. Conteúdo:
1. A questão real em Joel é a relação entre o presente e o futuro, entre o histórico e o escatológico. O ponto de partida do livro é uma grande destruição por pragas de insetos e secas. Esta catástrofe é apresentada como uma antecipação do Dia do Senhor, o grande dia final que está prestes a irromper sobre toda a humanidade. O fato histórico, segundo Joel, lança o nosso olhar para o fato escatológico. Em certo sentido, existe uma interpenetração entre a história e a eternidade, entre as coisas do aquém e as do além.
2. Contra o fundo do Dia do Senhor, Joel anuncia o derramamento do Espírito (2.28-32). Este fato ocorreu no Dia de Pentecoste e foi confirmado pelo apóstolo Pedro (At 2.14-21).
3. É preciso atentar para o caráter apocalíptico e escatológico do livro, apesar do seu reduzido tamanho. O profeta Joel enfatiza as coisas do fim.
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXIX. O Livro do Profeta Amós.
1. O Profeta: Amós era pecuarista e agricultor (1.1, 7.14) seu nome significa “fardo, carga”. Era de Tecoa (20 Km ao sul de Jerusalém), mas seu ministério profético se passou no Reino do Norte, provavelmente entre 760-750 a.C. Assim, trabalhou logo depois de Jonas e pouco antes de Oséias.
2. A Situação Histórica e Religiosa: Os dois reinos (Judá e Israel) estavam fortalecidos e haviam recuperado territórios. Internamente, o tempo era de prosperidade, especialmente no Norte, onde construía-se palacetes e os abastados viviam em luxo e festa. Mas, por trás das aparências, havia um abismo entre ricos e pobres, injustiça social, suborno às autoridades e opressão.
Tudo isto o profeta percebeu. Ironicamente, o culto “florescia”, as igrejas viviam cheias, o povão estava lá! Qual era então o problema? Amós descobriu e foi à sua raiz. A prosperidade econômica era entendida como manifestação da aprovação divina e cultuava-se Iahweh com a intenção de garantir o seu favor. Na vida diária, porém, o culto era esquecido e os ricos roubavam, subornavam e oprimiam. O “amor” a Deus não se refletia no amor ao próximo! Esta era a situação: por fora tudo bonito e perfeito, mas por dentro tudo feio e podre. Nesta situação Deus levanta Amós, que diz: “... o SENHOR rugiu de Sião, e de Jerusalém fez ouvir a sua voz!” (1.2).
3. A Gravidade da Situação e sua Solução: Amós foi chamado para pregar que a heresia corrente em Israel, acrescida à longa lista de heresias anteriores, estava finalmente enchendo o cálice da ira de Deus ao ponto deste se derramar. Esta situação de extrema gravidade e perigo para o povo, Amós a colocou de várias maneiras:
a. Em 1º lugar, Amós mostra enfaticamente qual Deus o está chamando ao arrependimento. Não era um deus qualquer que pudesse ser comprado por cultos e sacrifícios, mas o Deus verdadeiro, único e universal (2.4-16, 4.13, 5.8, 9.1-4).
b. O perigo em que se encontrava Israel é enfatizado por Amós ao relatar as repetidas vezes em que o povo rejeitou as advertências concretas de Iahweh pela natureza, não se convertendo a ele (4.6-11). Por isso Amós conclui: “prepara-te, ó Israel, para te encontrares com o teu Deus”, o Deus todo-poderoso, criador, onisciente e onipresente (4.12-13).
c. Finalmente, Amós caracteriza o perigo extremo em que Israel se encontrava ao apontar para o “dia do SENHOR” (5.18-20). Com a prosperidade, o povo achava que o “dia do SENHOR” estava perto, como o dia da vitória final de Deus sobre os inimigos e o estabelecimento de uma era de prosperidade plena. Amós então mostra-lhes que esse dia “é dia de trevas e não de luz” (5.18). O “dia do SENHOR” seria um dia de juízo para Israel, por terem transformado o culto em mero formalismo e viverem na corrupção total contra a lei de Deus. Seria o dia em que seriam consumidos pela ira de Deus!
O que poderia mudar o destino de Israel? Amós não deixa o povo sem esperança e o convida: “Buscai ao SENHOR, e vivei” (5.6). Ou seja, deveriam retornar ao culto autêntico a Iahweh, voltar-se arrependidos e humildes ao Deus que, em seu amor, os escolheu e os resgatou com mão poderosa (3.2). Amós não estava condenando os ritos, mas pregando um culto centralizado no Deus da promessa (9.11-15) e cheio da prática da vontade de Iahweh através de atos de justiça para com o próximo necessitado. O “buscai ao SENHOR” está ligado ao “buscai o bem e não o mal” (5.14), isto é, a fé se mostra em obras, como ensina Tiago.
Este culto centralizado em Deus resultaria em vida (5.4,6,14). Não só vida terrena e sobrevivência às catástrofes anunciadas, mas também vida eterna! Pois este SENHOR de Amós é o mesmo que disse no NT: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida” - Jesus.
4. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXX. O Livro do Profeta Obadias.
1. O Profeta: O nome significa “servo de Iahweh”. Seu nome é tudo que se sabe a respeito do profeta. Nada mais é dito. Com um total de 21 versículos, Ob é o menor livro do AT.
2. O Propósito: O livro consiste numa denúncia das maldades de Edom, sua destruição, e a salvação de Judá no Dia de Iahweh. Seu propósito básico, portanto, é:
1. Proclamar que as ações de Edom contra Judá serão punidas.
2. Anunciar que Judá será exaltado.
3. Data e Esboço: Há três possibilidades básicas para a data do livro: Período ao redor de 850 a.C.; data ao redor de 450 a.C.; época da queda de Jerusalém em 587 a.C. Este é o esboço:
a. 1-14: Oráculo contra Edom.
b. 15-21: O Dia de Iahweh.
4. O Conteúdo: Não há em Ob profecia messiânica no sentido estrito do termo. No entanto, é impossível deixar de ver correlação entre Sião (tema mencionado em Ob) e o Messias de Judá. Assim como, numa amplitude maior, Judá é a figura que representa o povo de Deus em todas as épocas, de forma semelhante Edom se torna o representante dos inimigos (em todos os tempos) do povo de Deus. Consequentemente, quem é inimigo do povo de Deus também é inimigo de Iahweh!
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXXI. O Livro do Profeta Jonas.
1. O Profeta: O nome Jonas significa “pomba”. A única menção de Jn no At, além do próprio livro, se acha em 2Rs 14.25. O profeta era um israelita, filho de Amitai, procedente do norte da Galiléia. Foi expressamente enviado por Deus para pregar em Nínive, capital da impiedosa e sanguinária superpotência de então. Aparentemente, Jonas era um nacionalista ferrenho. Dái se entende sua recusa ao chamado e tentativa de fuga à ordem de Deus.
2. Data: 2Rs 14.23-25 vincula o ministério de Jonas a Jeroboão II, rei de Israel (Norte) no período aproximado de 786-746 a.C. Assim sendo, muitos localizam o trabalho de Jonas no período de 775 a 750 a.C. Com isso Jonas vem antes de Amós (Norte) e talvez seja contemporâneo de Isaías e Miquéias (Sul). Conforme a tradição judaica, Jonas era discípulo de Eliseu.
3. A Interpretação do Texto: O livro é um verdadeiro ponto de referência entre os teólogos liberais e conservadores. É onde se percebe, também, qual a postura hermenêutica (princípios de interpretação) do intérprete. O texto de Jonas é visto a partir de dois ângulos:
1. Posição Liberal: Entende o livro como uma ficção literária onde os episódios e personagens ali mencionados não são reais nem históricos. O livro é tido como lenda, alegoria, parábola, novela, ..., seja lá o que for, mas, não relato de episódios dignos de confiança histórica. Entre outros, o episódio do “grande peixe” (1.17) é particularmente intragável!
2. Posição Conservadora: Compreende o livro como relato histórico de fatos reais. Entre outros argumentos, o testemunho de Cristo (e do NT) tem um peso todo especial e convincente (Mt 12.39-41; Lc 11.29-32). Para Cristo, Jonas é personagem histórico! Além disto, Jonas é o único profeta com quem Cristo compara-se diretamente!
Não se pode negar, é verdade, que existe uma abundância do fato sobrenatural (milagres) num texto tão curto. No entanto, o que aí está acontecendo é a atuação de Deus tendo a sua onipotência como pano de fundo. Negar a veracidade dos episódios de Jonas é negar o próprio Deus a sua onipotência.
4. Propósito e Esboço: 1. Demonstração da onipotência de Deus. 2. Jonas é apresentado como tipo do Messias. 3. Manifestação do interesse de Deus por todos os seres humanos. Esboço:
a. 1-2: Primeiro chamado e desobediência do profeta.
b. 3-4: Segundo chamado e atuação do profeta.
5. O Conteúdo:
1. Não podemos deixar de ver no : “sinal de Jonas” (Mt 12.29; Lc 11.30) o profeta como um tipo, uma antecipação de Cristo, como o próprio Mestre o interpreta.
2. Por outro lado, está presente o direcionamento evangelístico universal. Em virtude de sua fama de invasor cruel, Nínive certamente seria o último lugar onde Jonas iria “pregar o Evangelho”! Mas Deus o envia exatamente para lá. Quase podemos chamar Jonas de “o primeiro apóstolo dos gentios”, cuja missão tem continuidade em Atos dos Apóstolos.
3. O livro de Jonas também apresenta a contingência da profecia divina. Jonas pregou destruição. Porém o povo se arrependeu. Deus, então, “mudou” de idéia e não destruíu Nínive!
6. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXXII. O Livro do Profeta Miquéias.
1. O Profeta: Miquéias significa “Quem é como Iahweh?”, e o versículo contido em 7.18 talvez seja um jogo de palavras com o seu nome. Era de Moresete-Gate (1.14), a cerca de 32 km ao sudoeste de Jerusalém, uma cidade pequena, “do interior”. É tudo que sabemos sobre ele.
2. O Momento Histórico: Miquéias atuou no Reino do Sul (Judá) nos anos 700 .C. Viveu assim nas últimas décadas do Reino do Norte e foi contemporâneo de Os e Is. Seus escritos têm semelhança com os textos de Is, especialmente as profecias messiânicas (p. ex., Mq 4.1-5 e Is 2.2-5). De forma geral, este é um período de declínio no Sul e principalmente no Norte. A Assíria, por fim, derrotou o Norte e ameçou muito Judá.
3. A Mensagem: Miquéias talvez tenha exercido seu ministério longe da corte real e da vida política do país. Ocupou-se dos problemas morais e sociais do povo, não se envolvendo nos problemas políticos. Toda a sociedade estava comprometida com o caos social e com a queda moral (2.2,8,9,11; 3.1-5,9,11). Miquéias anunciou o castigo de Deus com vigor e coragem. Predisse a queda de Samaria (1.6), bem como a destruição de Jerusalém (3.12) e do templo. Anuncia que o verdadeiro culto a Deus consiste em praticar a justiça, amar a misericórdia e andar humildemente com Deus (6.8). As profecias messiânicas e escatológicas têm um lugar de destaque no livro, especialmente a predição (700 anos antes de acontecer!) a respeito de Belém como a vila onde estaria o berço do Messias (5.2-5). Ainda nos dias de Jeremias sua proclamação inflamada era lembrada (Jr 26.18-19).
4. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXXIII. O Livro do Profeta Naum.
1. O Profeta: Naum significa “consolador, confortador”. Pouco se sabe a respeito dele. Era “elcosita” (1.1), de Elcós. Há 4 localizações possíveis para este lugar. Uma tradição afirma que foi sepultado em Nínive, sendo testemunha ocular do cumprimento das suas profecias.
2. Data e Momento Histórico: O conteúdo interno do livro força uma data dentro de um período de 50 anos. Em 3.8, Naum menciona a destruição de No-Amon (Tebas), a antiga capital do Alto Egito. Sabe-se, pela história, que isso ocorreu em 663 a.C. Por outro lado, Naum prevê a destruição de Nínive, que pela história sabemos que foi em 612 .C. Assim, os limites para a redação do livro são 663 a.C. e 612 a.C., um período de 50 anos. Isso coincide em Judá com os reinados de Manassés, Amon e Josias. Ou seja, talvez Naum tenha profetizado depois de Is e Mq e, quem sabe, no início do ministério de Jr.
3. Propósito e Esboço: O livro apresenta um único oráculo gentílico contra Nínive. Seu propósito é anunciar a queda de Nínive como julgamento divino. Em qualidade estílistica do AT, só Is o supera. O esboço do livro é este:
a. 1.1-2.2: Salmo da majestade de Deus.
b. 2.3-3.19: Profecia da queda de Nínive.
4. O Conteúdo: Jonas pregou arrependimento em Nínive cerca de 150 anos antes de Naum. A cidade arrependeu-se , mas isto foi passageiro. Deus então, através de Naum, sela de uma vez o destina da grande cidade. A vingança de Deus se manifesta não apenas na vida de indivíduos, mas também na vida das nações. Deus interfere no curso dos acontecimentos e, na verdade, as grandes potências mundiais estão nas mãos de Iahweh.
O julgamento de Nínive aponta para o julgamento dos inimigos de Deus de todos os tempos, inclusive os modernos. Os julgamentos atuais são como que “antecipação” do julgamento final e decisivo. Em Cristo, os povos já estão julgados (ou salvos). No entanto os seus efeitos universais e cósmicos ainda estão por ser consumados definitivamente. Ou seja, já temos a vida eterna, mas ainda não estamos na vida eterna (o mesmo com relação à condenação).
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXXIV. O Livro de Habacuque.
1. O Profeta: Habacuque significa “abraço (ardente)”, “um que abraça”, ou “quem ama afetuosamente”. Ele era cidadão de Judá e ali mesmo atuou. Sua missão era consolar e encorajar o seu povo nos dias difíceis que atravessavam. A observação musical existente no final do livro (3.19), junto com o acréscimo (não canônico) num trecho apócrifo de Dn na versão da Septuaginta, fazem estudiosos suspeitarem que o profeta era um levita, talvez também cantor do coral do templo.
2. Data e Momento Histórico: O texto menciona que Deus “suscita os caldeus (= babilônicos)” (1.6). Isto se refere ao início do poderio babilônico, que aconteceu a partir de 612 a.C. Portanto, foi por volta do ano 600 a.C. que Habacuque exerceu seu ministério. A condição em que vivia o povo é retratada em 1.2-4. Estes eram tempos conturbados, tanto no plano internacional quanto no plano nacional. Habacuque foi contemporâneo de Jr, com quem compartilhou as convulsões da época.
3. Particularidades e Esboço: O livro é caracterizado por duas particularidades:
1. Boa parte do texto está estruturada em forma de um diálogo que se passa entre o profeta e Deus. É como se o profeta estivesse conversando com Deus.
2. O terceiro capítulo é um salmo, trecho poético da mais pura qualidade estilística. O conteúdo desta oração é belíssimo!
O esboço é o seguinte:
a. 1-2: Questionamento do profeta.
b. 3: Salmo do profeta.
4. Teologia: O conteúdo é de certa forma paralelo ao de Jó e Lm. Habacuque enfoca o problema do mal existente na história mundial, na igreja e no coração humano. “Por que prosperam os ímpios, enquantos os filhos de Deus passam pelas maiores privações? Por quê..., sim, por quê”? (É comum ouvirmos, “se Deus é amor, então por que há tanta desgraça e sofrimento no mundo!?”) Esta é uma pergunta verdadeiramente existencial e profundamente angustiante. A solução humana, na verdade, é a semente da sua dissolução. Em última instância, o ser humano não tem como responder. A solução tem que ser divina. O profeta aponta para a única resposta: fé no Deus que se manifesta Pai, mesmo quando as aparências o contradizem! “O justo por fé, este viverá!” Não há outra resposta ao problema do mal senão a resposta de Deus. E esta exige fé no Deus que responde a seu modo, mas que se revela Pai e Salvador no Cristo que morre e ressuscita por homens que de forma alguma merecem! Mesmo por aqueles que não percebem o porque do seu sofrimento.
5. Roteiro de Leitura: Todo o livro.
XXXV. O Livro de Sofonias.
1. O Profeta: Sofonias significa “Iahweh esconde (protege)”. Sua genealogia retrocede 4 gerações (fato incomum) e para em Ezequias. Será este o rei Ezequias? Muitos estudiosos acham que sim. Aparentemente vivia em Jerusalém, pois fala de Jerusalém como “deste lugar” (1.4) e descreve sua topografia como alguém que conhece bem a cidade.
2. Data e Esboço: Segundo 1.1, Sofonias recebeu a palavra do SENHOR nos dias de Josias. Este reinou entre 640-609 a.C. A data do livro fica por volta de 625 a.C. Este foi um período muito tumultuado da história de Judá. Sofonias teve Na, Hc e Jr como colegas de pregação neste mesmo tempo. O esboço é este:
a. 1: Julgamento contra Judá.
b. 2.1-3.7: Oráculos gentílicos (contra os gentios).
c. 3.8-20: Promessa escatológica ao remanescente.
3. Propósito e Conteúdo: A intenção básica de Sf é exortar a nação quanto ao castigo iminente que paira sobre a nação. Nesta exortação o profeta inclui a promessa de restauração (3.8-20). Sobre o conteúdo, temos o seguinte:
1. Sofonias desenvolve com maestria o tema do Dia do SENHOR. Em certo sentido o versículo 1.7 é quase um resumo de sua pregação. Ele proclama palavras ameaçadoras acerca do juízo divino que está prestes a irromper. Chama o povo ao arrependimento. Está presente também a proclamação escatológica ao final do livro - é o evangelho pregado depois da lei.
2. O que é o Dia do SENHOR? É o dia terrível em que o furor de Deus castigará os que se voltaram contra ele (1.7-13), e haverá angústia, escuridão e desolação (1.14-18). Apenas os que buscam o SENHOR serão poupados (2.3). E no “dia final” que segue ao Dia do SENHOR, o Rei de Israel, Iahweh estará no meio do seu povo para todo sempre (3.15,17). Portanto, para os que temem Iahweh este será um dia de regozijo.
XXXVI. O Livro do Profeta Ageu.
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EF 5.22-33
EF 5.8-14
EF 6.10-20
ÉFESO
ELBERTO MANSKE
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ESTAGIÁRIOS
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FP 2.5-11
FP 3
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FRANCIS HOFIMANN
FRASES
FREDERICK KEMPER
FREUD
FRUTOS DO ES
GÁLATAS
GALILEU GALILEI
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GLAYDSON SOUZA FREIRE
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GN 32
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MC 13.33-37
MC 4
MC 4.1-9
MC 6.14-29
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MT 11.25-30
MT 17.1-9
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MT 21.1-11
MT 28.1-10
MT 3
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MT 5
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MÚSICAS
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NAMORO
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NOIVADO
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PRIMITIVA
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PROFECIAS
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PROGRAMAÇÃO
PROJETO
PROMESSA
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PROVAÇÃO
PROVÉRBIOS
PRÓXIMO
PSICOLOGIA
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PV 23.22
PV 25
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QUARESMA
QUESTIONAMENTOS
QUESTIONÁRIO
QUESTIONÁRIO PLANILHA
QUESTIONÁRIO TEXTO
QUINTA-FEIRA SANTA
QUIZ
RÁDIO
RADIOCPT
RAFAEL E. ZIMMERMANN
RAUL BLUM
RAYMOND F. SURBURG
RECEITA
RECENSÃO
RECEPÇÃO
REDENÇÃO
REENCARNAÇÃO
REFLEXÃO
REFORMA
REGIMENTO
REGINALDO VELOSO JACOB
REI
REINALDO LÜDKE
RELACIONAMENTO
RELIGIÃO
RENATO L. REGAUER
RESSURREIÇÃO
RESTAURAR
RETIRO
RETÓRICA
REUNIÃO
RICARDO RIETH
RIOS
RITO DE CONFIRMAÇÃO
RITUAIS LITURGICOS
RM 12.1-18
RM 12.1-2
RM 12.12
RM 14.1-12
RM 3.19-28
RM 4
RM 4.1-8
RM 4.13-17
RM 5
RM 5.1-8
RM 5.12-21
RM 5.8
RM 6.1-11
RM 7.1-13
RM 7.14-25a
RM 8.1-11
RM 8.14-17
ROBERTO SCHULTZ
RODRIGO BENDER
ROGÉRIO T. BEHLING
ROMANOS
ROMEU MULLER
ROMEU WRASSE
ROMUALDO H. WRASSE
Rômulo
ROMULO SANTOS SOUZA
RONDÔNIA
ROSEMARIE K. LANGE
ROY STEMMAN
RT 1.1-19a
RUDI ZIMMER
SABATISMO
SABEDORIA
SACERDÓCIO UNIVERSAL
SACERDOTE
SACOLINHAS
SACRAMENTOS
SADUCEUS
SALMO
SALMO 72
SALMO 80
SALMO 85
SALOMÃO
SALVAÇÃO
SAMARIA
Samuel F
SAMUEL VERDIN
SANTA CEIA
SANTIFICAÇÃO
SANTÍSSIMA TRINDADE
SÃO LUIS
SARDES
SATANÁS
SAUDADE
SAYMON GONÇALVES
SEITAS
SEMANA SANTA
SEMINÁRIO
SENHOR
SEPULTAMENTO
SERMÃO
SERPENTE
SERVAS
SEXTA FEIRA SANTA
SIDNEY SAIBEL
SILVAIR LITZKOW
SILVIO F. S. FILHO
SIMBOLISMO
SÍMBOLOS
SINGULARES
SISTEMÁTICA
SL 101
SL 103.1-12
SL 107.1-9
SL 116.12-19
SL 118
SL 118.19-29
SL 119.153-160
SL 121
SL 128
SL 142
SL 145.1-14
SL 146
SL 15
SL 16
SL 19
SL 2.6-12
SL 22.1-24
SL 23
SL 30
SL 30.1-12
SL 34.1-8
SL 50
SL 80
SL 85
SL 90.9-12
SL 91
SL 95.1-9
SL11.1-9
SONHOS
SOPRANO
Sorriso
STAATAS
STILLE NACHT
SUMO SACERDOTE
SUPERTIÇÕES
T6
TEATRO
TEMA
TEMPLO
TEMPLO TEATRO E MERCADO
TEMPO
TENOR
TENTAÇÃO
TEOLOGIA
TERCEIRA IDADE
TESES
TESSALÔNICA
TESTE BÍBLICO
TESTE DE EFICIÊNCIA
TESTEMUNHAS DE JEOVÁ
Texto Bíblico
TG 1.12
TG 2.1-17
TG 3.1-12
TG 3.16-4.6
TIAGO
TIATIRA
TIMÓTEO
TODAS POSTAGENS
TRABALHO
TRABALHO RURAL
TRANSFERENCIA
TRANSFIGURAÇÃO
TRICOTOMIA
TRIENAL
TRINDADE
TRÍPLICE
TRISTEZA
TRIUNFAL
Truco
Turma
ÚLTIMO DOMINGO DA IGREJA
UNIÃO
UNIÃO ESTÁVEL
UNIDADE
UNIDOS PELO AMOR DE DEUS
VALDIR L. JUNIOR
VALFREDO REINHOLZ
VANDER C. MENDOÇA
VANDERLEI DISCHER
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VERSÍCULOS
VIA DOLOROSA
VICEDOM
VÍCIO
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VIDA CRISTÃ
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WALTER O. STEYER
WALTER T. R. JUNIOR
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WYLMAR KLIPPEL
ZC
ZC 11.10-14
ZC 9.9-12