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IELB - 115 ANOS
CULTO DE 109 ANOS
Fonte: IELB
TEMA IELB 2013
Tema Geral
Enfoque 2013:
A Igreja comunica a Vida! Cristo para todos!
Capacitando (Jesus – o sol nascente)
“O Senhor fará brilhar sobre nós a sua luz.” (Lucas 1.78 – NTLH)
INTRODUÇÃO
Louvado seja Deus, o Pai de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e que sobre todos esteja a ação do seu Espírito Santo, preservando e fortalecendo a fé salvadora.
Para esta terceira edição do quadriênio da IELB, sob o tema geral “A Igreja comunica a Vida”, o enfoque para 2013 é “Capacitando: Jesus – o Sol Nascente”, baseado no versículo de Lucas 1.78: “Ele [o Senhor] fará brilhar sobre nós a sua luz” (NTLH).
O mundo precisa se capacitar. Na vida profissional, especialmente no aspecto tecnológico, a preocupação com a capacitação é constante. Tempos atrás, saber ler e ter conhecimento básico de matemática era o que bastava. Em nossos dias, no entanto, a exigência se dá não somente quanto ao ensino fundamental e médio, mas quanto a graduação e pós-graduação; caso contrário, dificilmente a pessoa crescerá profissional e socialmente.
A Igreja precisa ser capacitada? Como cristãos precisamos ser capacitados. O cristão precisa cada vez mais conhecimento bíblico, ou seja, uma capacidade no lidar com a leitura e o ensino da Palavra de Deus. Lutero se contentou com que seus membros soubessem bem as seis partes principais do Catecismo Menor. Hoje, devido às seitas e às muitas interpretações diferentes da Bíblia, faz-se necessário um aprofundado conhecimento desta para não ser jogado de um lado a outro pelos diferentes ventos doutrinários. Há necessidade de “capacitar” o cristão, em especial, nossos membros.
Mas capacitar como e em quê? Essa questão é que nos leva à reflexão que segue. Para tanto, o enfoque da IELB para 2013 é retirado do belo cântico de louvor de Zacarias.
1 – O Cântico de Zacarias
O pai de João Batista, Zacarias, estava cheio do Espírito Santo. Ele estava alegre por seu filho ter sido destinado para ser o precursor de Cristo, o sol nascente das alturas. Mesmo assim, sua alegria não estava na honra de seu filho, mas por se cumprir o que Deus prometera aos pais, a vinda do Salvador, que então seu filho, João Batista, poderá anunciar: o tempo chegou. Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo, e nos suscitou plena e poderosa salvação na casa de Davi, seu servo… para nos libertar dos nossos inimigos e da mão de todos os que nos odeiam (v. 68-69,71).
Nossos inimigos são: pecado, morte e Satanás. Essas são as trevas que o mundo vive, e quem poderia libertar este mundo? Não há ninguém capaz de tal feito. No entanto, Deus livra o seu povo, pois estabeleceu um Reino da graça, de sua misericórdia. Onde impera a misericórdia, ali há consolo para pecadores arrependidos, ali há libertação da maldição da Lei, do poder da morte e do poder de Satanás.
Tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor, preparando-lhe os caminhos, para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados, graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz. (Lucas1.76-79 RA)
Zacarias termina com um cântico de louvor à entranhável misericórdia de nosso Deus. E, ele afirma que essa misericórdia não é somente para Judá, ou o povo de Israel, mas é para todos os que jazem nas trevas e na sombra da morte. Jesus é o Salvador de toda a humanidade (justificação objetiva), pois todos pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3.23 RA). Todos nós temos que enfrentar a morte. E quando vier o nosso fim mortal, todos os que confiam na graça de Cristo (justificação subjetiva), têm luz neste momento. O Sol da graça, que lhes concede consolo, certifica-os do amor de Deus em Cristo e lhes dá certeza da Vida Eterna. Jesus disse: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá (João 11.25 RA).
Zacarias está bem consciente que seu filho, João Batista, preparará o caminho para Cristo; chamará o povo ao arrependimento e à fé em Cristo: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! (João 1.29 RA).
Deste Cântico de Louvor de Zacarias não aprendemos somente como devemos festejar o aniversário de João Batista, a festa de São João, ou seja, o foco não são as danças, as folias e as bebedeiras, mas, sim, o arrependimento, a humilhação, a súplica por perdão e a proclamação da sua mensagem para preparar o caminho de Cristo a muitos corações. Aprendemos também o que significa pregar a Palavra de Deus para “capacitar”.
2 – Capacitar
Capacitar a quem, com que e para quê? O que significa capacitar?
Voltemos ao cântico de Zacarias em busca de respostas.
2.1 – Capacitar a quem?
“Os que jazem nas trevas e na sombra da morte.” Quem são esses? São todos os pecadores, a saber, toda a raça humana. Em Romanos 3, lemos que todos pecaram e carecem da glória de Deus (v. 23). Todos estão sob a maldição de Deus e já nascemos como filhos da ira.
Ninguém é capaz de, por sua própria força, reconciliar-se com Deus ou vencer o pecado e a morte. Não temos capacidade para tanto, pois somos espiritualmente cegos, mortos e inimigos do Senhor, herdamos o Pecado Original.
No Catecismo Menor de Lutero, na pergunta 100, fica bastante claro o que significa o Pecado Original: é o pecado que herdamos de Adão, isto é, a completa corrupção de toda a natureza humana, agora privada da justiça original, inclinada para todo o mal e sujeita à condenação. Eu nasci na iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe (Salmo 51.5 RA).
Assim, quando queremos refletir sobre “capacitar” precisamos, inicialmente, saber que não estamos falando de uma ajuda a quem é capaz e que precisa ser aperfeiçoado, ou de um avanço para uma etapa mais evoluída, um estágio mais desenvolvido.
Diante desta realidade, não há uma seleção em que alguns são capazes e outros não; ou que apostemos em uns e em outros não. Todos são incapazes. Por isso, “capacitar” inclui uma ação de habilitar que não provem do ser humano, mas de fora, e que se faz necessário para com todos.
2.2 – Capacitar em Jesus, o Sol Nascente
As trevas cobrem o mundo e a vida espiritual do ser humano desde a queda em pecado. Reinam o Pecado, a Morte e Satanás. Do mundo e do ser humano não há nenhuma possibilidade de surgir um raio de luz revelando o caminho e vida para e com Deus. No entanto, a promessa de Deus logo após a queda em pecado foi de salvação, de resgate. E essa se cumpriu em Cristo.
Zacarias e Isabel não tinham filho. O fato de Deus conceder a gestação à Isabel que, mesmo em idade avançada, dá à luz um menino, já era por si só motivo de gratidão e prova do cuidado e presença de Deus. Contudo, a alegria maior estava em saber que o cumprimento da promessa da salvação estava próximo, conforme o anjo anunciara a Zacarias. Diante da perda de fala de Zacarias quando o seu filho nasceu, todos desejaram colocar o nome do pai no menino. No entanto, Isabel disse que o filho seria chamado João Batista. Ao perguntarem a Zacarias, ele escreveu numa tabuleta o nome João Batista, cumprindo assim o que o anjo havia dito.
Stöckhardt, em seu comentário sobre Histórias Bíblicas, diz que Zacarias saiu fortalecido na fé, fez o que o anjo dissera. Deus guia os seus escolhidos e, mesmo após tropeços, os ajuda a vencer o mal com o bem e a incredulidade com a fé.
Essa fé o dirige em meio a fortes oscilações, mas depois de dominar as dúvidas com a Palavra de Deus, a primeira atitude é o louvor e o agradecimento que vem aos lábios. Assim fez o sacerdote Zacarias.
Esse louvor vê a única e verdadeira luz que aponta o caminho para Deus: Jesus. O Espírito Santo confirma no coração de Zacarias as palavras do anjo de que o seu filho iria preparar a chegada do Messias. O que foi prometido viria das alturas. E assim se fez.
Zacarias tem a sua ansiedade sacerdotal apaziguada pela fidelidade de Deus em enviar o Sol Nascente. Somente este pode lhe fazer andar no caminho de paz, em um novo caminho, em uma relação com Deus que se dá em Cristo. O seu culto agora é adoração em santidade e justiça.
O uso da ideia de uma luz brilhar ou iluminar o povo em meio aos seus pecados é bem próprio no apontar a vinda do Messias. E o povo aguardava por essa luz. No texto de Lucas 1.78, Zacarias segue essa direção para apontar a vinda de Cristo quando diz: graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas. Se o sol nasce no horizonte, surgindo da Terra, ou que procede “debaixo” da Terra, o verdadeiro Sol Nascente virá de cima, seria enviado das alturas. Ele vem do Céu para a Terra. Ele não procede da Terra nem da humanidade, mas vem de Deus e é Deus (Trindade), a isso Zacarias diz que o João Batista será profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor (v. 76).
A doce nova do Evangelho Salvador se mostra confortadora contemplamos a maravilhosa ação de Deus em favor da humanidade. A primeira parte de versículo 78 diz: Pois o nosso Deus é misericordioso e bondoso (NTLH). A tradução de Almeida (RA) traz: graças a entranhável misericórdia de nosso Deus. Lenski, em seu comentário sobre Lucas, diz que os gregos e os judeus localizavam suas emoções nas vísceras nobres: pulmões, coração e fígado; e que o termo entranhas, incluindo vísceras “não nobres”, não seria a melhor tradução . Assim, convêm ser lembrado de que todo esse sentir interno provêm da imensa, profunda, entranhável misericórdia de Deus, ou seja, localizando de forma mais simples, no coração de Deus. Toda ação salvadora se origina única e exclusivamente das alturas, do único e gracioso Deus, de seu coração amoroso e misericordioso. Essa ação foi a de enviar sobre o mundo perdido nas trevas o verdadeiro Sol Nascente, Jesus.
Ao conhecermos e sabermos dessa luz que brilha e que ilumina os homens, é que Deus quer e espera dos seus filhos uma ação de resposta na direção do caminho iluminado por Jesus, o Caminho da Paz. Para tanto, ele capacita os seus a realizarem e viverem nessa direção.
2.3 – Incapacitados no capacitando
O enfoque “Capacitando” teria tudo para ser, de primeira, rejeitado. Por quê? Porque o ensinamento bíblico, em nossa teologia especialmente, é enfático em destacar a incapacidade do ser humano de se voltar a Deus por forças próprias, nem tão pouco é capaz de levar alguém à fé por vontade, obra, persuasão ou qualquer tipo de ação.
Por que então continuar esta reflexão? Porque ao mesmo tempo em que a Bíblia nos mostra como incapazes, ela também revela a ação de Deus sobre nós. É Deus que age e quer mudar a nossa situação de perdidos e condenados, de incapazes. Eis a ordem de Jesus: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado (Mateus 28.19 RA).
Jesus dá uma ordem aos que são seus, para sua Igreja. Nisso reconhecemos a única ação capacitadora: a que vem e que é de Deus, o qual inclui os incapacitados a agirem como seus instrumentos no proclamar Jesus como a luz salvadora, como o Sol Nascente.
Por isso, precisamos primeiramente entender esse “Capacitar”.
2.4 – O que significa capacitar e qual o meio para tanto?
“Para dar ao seu povo conhecimento da salvação, no redimi-lo dos seus pecados; graças à entranhável misericórdia de nosso Deus, pela qual nos visitará o sol nascente das alturas, para alumiar os que jazem nas trevas e na sombra da morte, e dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.”
Zacarias louva a Deus, porque o tempo está se cumprindo. Seu filho, João Batista, deve preparar o caminho a Cristo, o Salvador prometido. Arrependei-vos, porque está próximo o Reino de Deus (Mateus 3.1-10 RA).
O Salvador dará ao seu povo o conhecimento da salvação. Durante três anos Jesus ensinou em Israel. Ele redimiu a humanidade pelo cumprir da Lei, pelo sacrificar-se; e, assim reconciliou a humanidade com Deus. A saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação (2 Coríntios 5.19 RA). Não fomos nós que nos reconciliamos com Deus, nós fomos reconciliados com Deus por Cristo.
A salvação está pronta, mas como ela chega a nós? A reconciliação nos é oferecida pelos meios da graça. Por estes meios, Palavra e sacramentos, o Espírito Santo “chama, congrega, ilumina e santifica” conservando na verdadeira fé. A graça nos liberta e concede o privilégio de sermos, pela fé – que é como a mão que aceita a graça – filhos de Deus e herdeiros da Vida Eterna. Quando Deus opera a fé em nós, ele nos faz ser novas criaturas, e é no viver desta fé que Deus nos quer ter vivendo para ele.
A fé que Deus nos dá é o poder capacitador para que conheçamos a Deus em seu amor, em sua graça e em sua ação santificadora sobre nós. Sem fé, não há conhecimento do Deus verdadeiro nem da salvação em Cristo. Somente pela fé, pelo novo homem, como novas criaturas, é que podemos saber, conhecer e confessar a existência de Deus e de todo o seu amor pela humanidade.
2.4.1 – A ação capacitadora, o Espírito Santo
Quando contemplamos a maravilhosa obra salvadora de Deus em Cristo por toda a humanidade, precisamos ainda ser atingidos por esse amor, ou seja, esse amor deve ser revelado em nossos corações, pois, ainda assim, não podemos buscar esse conhecimento nem crer nessa mensagem.
É a poderosa ação do Espírito Santo que, a seu tempo e vontade, opera nos corações a fé salvadora. Ainda que o poder de Deus não esteja limitado aos meios, Deus nos deixou a sua Palavra e os seus sacramentos como meios para que a fé seja operada em nossos corações, para o consolo e a alegria dos que creem. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado (Marcos 16.16 RA).
Quando nos lembramos das palavras de Jesus a Nicodemos “se alguém não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus” (João 3.3 RA), confessamos que em nossa natureza não podemos ver a Deus, precisamos renascer. Esse renascer não está em nós, mas, sim, na ação de Deus Espírito Santo, que em seu poder age através de sua Palavra e do seu Batismo.
O apóstolo Paulo, falando sobre a benignidade de Deus e o seu amor pela humanidade, escreve a Tito: não por obras de justiça praticadas por nós, mas segundo sua misericórdia, ele nos salvou mediante o lavar regenerador e renovador do Espírito Santo, que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo nosso Salvador, a fim de que, justificados por graça, nos tornemos seus herdeiros, segundo a esperança da Vida Eterna (Tito 3.5-7).
De incapazes a recriados. Agora sim, com força, com propósito, com objetivo e com direção. Esse renascer, essa nova vida, é a capacidade de querer, de fazer e de andar pelo caminho da paz de Deus.
No Batismo e no poder da Palavra, nascemos para viver com Deus porque ele assim nos recriou. Robert Kolb escreve: “Com a sua Palavra recriadora, o Espírito Santo vem para reprisar o Éden, para renovar a criatura humana
caída, para que possamos viver novamente em relacionamentos justos e herdar a vida que Deus nos deu no Éden” (Comunicando o Evangelho Hoje, pág. 172).
Uma vez recriados, Deus nos quer vivendo para ele, em comunhão com a sua Palavra e no testemunho de seu amor ao próximo. Ou seja, o Espírito Santo nos capacita a vivermos uma vida de culto a Deus. É ele que nos capacita nesta fé a andarmos com Deus e de servirmos a ele. A imagem divina é rudimentarmente renovada nos crentes (Catecismo Menor, pergunta 125). É importante lembrar aqui que tanto a justificação quanto a santificação são obras totalmente do Espírito Santo em nós.
Não podemos esquecer que temos essa fé, essa vida nova, em nosso corpo pecaminoso. Vivemos num mundo em trevas, e em meio a irmãos na fé igualmente fracos e pecadores, daí a luta diária e as admoestações de Deus: Portanto, tomai toda a armadura de Deus (Efésios 6.13-20); andai no Espírito… (Gálatas 5.16-26).
Agora somos cooperadores de Deus, capacitados por ele; não andando por nós mesmos nem sozinhos, mas sob a ação, o poder e a direção do Espírito Santo que atua em nós por Palavra e sacramentos.
3 – Nossa tarefa
Uma vez que Jesus é o Sol Nascente, que ilumina a luz gloriosa da salvação e que é o caminho para uma nova vida com Deus e em sua paz, Deus quer que sejamos luzeiros a brilhar essa luz ao mundo. Eis a nossa tarefa no capacitando, sabendo que é ele que nos amou primeiro.
3.1 – Capacitados em Cristo, brilhamos o Sol Nascente sobre os outros
Como nos sentir capacitados uma vez que somos ainda frágeis? O apóstolo Paulo escreve palavras de ânimo, força e incentivo: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós (2 Coríntios 4.7). Quem nos capacita é Deus. Quem tem o poder é ele. E é ele quem nos concede o Espírito Santo que agora habita em nós. Aqui poderíamos dizer como Paulo: Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2.20). Assim, o cumprir a tarefa de “fazer” Jesus brilhar sobre as pessoas se inicia no buscar, pela fé, a Deus em sua Palavra, e então, proclamá-la.
Deus sempre chamou pessoas pecadoras, despreparadas, incapazes para levar a sua Palavra ao povo e ao mundo. E, ao chamá-las, era-lhes dado não somente o conteúdo, ou seja, a própria Palavra a ser anunciada, mas também a certeza de que Deus estaria com elas, capacitando-as a desempenhar a missão.
Deus colocou João Batista como precursor de Jesus, a fim de preparar o caminho para Cristo, a luz do mundo que iria brilhar sobre todos como o Sol Nascente. Assim, Deus quer que nós, conhecendo essa mensagem, a preguemos ao mundo, primeiramente vivendo a alegria da salvação e, então como seus instrumentos, fazendo essa luz brilhar sobre outros.
3.1.1 – Unidos a Cristo na Palavra
Para essa tarefa, é fundamental permanecermos unidos a sua Palavra como chamados por Deus das trevas para o conhecimento da maravilhosa luz, Jesus. Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós (João 15.7) é a ênfase de Jesus para que vivamos como ramos, e como tal produzamos frutos. A Palavra de Deus é fonte de poder que nos capacita para uma vida de união, luta e santificação.
Philip Yancey, em seu livro “Maravilhosa Graça”, cita um pensamento muito interessante de Moody: “De 100 homens, um lerá a Bíblia, e 99 lerão o cristão” . Diante desse pensamento, somos convidados a refletir sobre a maneira como estamos vivendo a nossa fé, a nossa confissão de fé e a nossa certeza da Vida Eterna, ou seja, a espera da volta de Cristo. O viver do cristão deve refletir sua união com Cristo, deve refletir a Palavra de Deus em sua vontade, sua direção, sua Lei e seu Evangelho.
A vida em Cristo é uma vida capacitada pelo Espírito Santo. Revelar a Luz, que é Cristo, é também sua vontade: vós sois a luz do mundo. O propósito de Deus para conosco é de que em nós brilhe a luz salvadora para que outros também possam vir a andar pelo caminho da paz.
Esse caminho é aquele que resgata o conceito do termo shalom: a verdadeira Paz, plena e íntegra. Essa paz é a nova relação com Deus que Cristo alcança em nosso lugar. É a justiça de Cristo, declarada por Deus ao ressuscitá-lo da morte, aceitando a sua obra salvadora por nós. E é pelo Espírito Santo que agora podemos andar em novidade de vida, andar num novo caminho, o caminho da paz, o caminho com Deus.
3.1.2 – Unidos a Cristo lutamos
Nessa tarefa, travamos diariamente uma grande luta. Deus nos tirou das trevas, mas essas ainda estão ao nosso derredor, temos o velho homem que está em nós, temos o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar (1 Pedro 5.8 RA).
Somente em Deus somos capacitados a lutar contra as trevas e contra aquele que as domina, o diabo: o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus (2 Coríntios 4.4). Paulo fala sobre o dever de revelarmos o Evangelho em nossas pregações, pois, para os que se perdem, o mesmo ainda não foi revelado, visto a ação do deus deste século, o inimigo da luz, o inimigo de Jesus.
Nessa luta, Paulo nos convida a Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do Diabo (Efésios 6.11 RA). Essa couraça nos capacita a enfrentar os inimigos da cruz de Cristo, assegu-rando-nos resistência e proteção. A imagem é bonita, pois a resistência e a proteção estão na armadura que não faz parte da pessoa, mas que envolve a pessoa, assim como Deus nos envolve da justiça alcançada por Cristo.
Essa luta não é somente contra o diabo, mas contra o mal que habita em nós, querendo nos desviar do caminho que Deus quer que vivamos: uma vida santificada. Por isso, somente unidos a Cristo, a sua Palavra e sacramentos, é que somos capacitados a ter uma vida santificada de vitória sobre o pecado e o mal.
3.2.3 – Capacitar: obedecer e ensinar sobre Cristo
A ordem de Jesus: Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado (Mateus 28.19 RA) nos faz refletir sobre o capacitando como tarefa primordial: batizar em nome do Deus Triúno e ensinar todos a guardarem o que está na Palavra de Deus. Se Lutero, como dito no início, se contentou que os seus congregados soubessem as seis partes do Catecismo Menor, pergunto: Quantos de nós hoje, crianças, jovens, adultos, velhos, sabemos essas seis partes e as guardamos em nossos corações? Daí, avançamos para a pergunta: Quantos de nós, pastores e congregados, podemos dizer que conhecemos a fundo a Palavra de Deus e estamos prontos a responder a quem nos questionar sobre as verdades bíblicas e as armadilhas do diabo? Como estamos vivendo essas verdades no propósito de obedecer e ensinar as mesmas?
Precisamos diariamente nos voltar à fonte da Verdade que salva, a Palavra de Deus, e tê-la como fonte capacitadora de Deus em nosso viver. Assim como Deus orientou o seu povo a construir o Templo voltado ao oriente (leste), permitindo o primeiro brilho do sol nascente sobre o altar do Senhor, entrando pela porta, assim também voltemos nossos corações e vidas a Cristo, o Sol Nascente, que como Porta nos abre o caminho da justiça e da paz com Deus.
Esse crescer no conhecimento da palavra se faz por meio de leituras e estudos bíblicos, culto e oração. Diante das tantas dificuldades apresentadas pelos compromissos no mundo, não estaríamos colocando essas oportunidades em segundo plano? Temos muito a crescer. Enquanto encontramos dificuldades como igreja e congregações nesta direção, vemos muitas outras denominações e religiões enfatizando e oportunizando seus seguidores a uma vida intensa na participação aos cultos, estudos e grupos de oração e de missão. Buscam com isso capacitá-los na obediência e no ensino.
3.2.4 – Capacitar: testemunhar a Cristo
E sereis minhas testemunhas (Atos 1.8). Testemunhar que Cristo o Salvador, o sol nascente das alturas é a obra maior do Espírito Santo. Nesse testemunho, quer manter na luz os que nela estão e iluminar outros a andarem no caminho da paz.
Visto vivermos num país cristão, cercados por muitas igrejas e por muitos que se dizem cristãos, mas vivem em erros como os judeus no tempo de Jesus, faz-se necessário capacitar os que ouvem a Palavra de Deus no verdadeiro, correto e único conhecimento de Jesus, como o Sol Nascente, o Salvador do mundo. Ainda hoje acontece o mesmo que nos tempos de Jesus: os líderes religiosos, que ao ouvirem sobre a vinda do Salvador, o filho de Davi, interpretaram mal as profecias; pensaram mais numa libertação material, em bênçãos e glórias materiais, focaram a libertação da opressão romana, esquecendo-se da verdadeira e principal salvação da alma, a salvação dos pecados.
Precisamos testemunhar aos outros o que cremos sobre Jesus. Precisamos agir como João Batista, que foi encarregado de preparar o caminho, de capacitá-los a reconhecerem sua real necessidade, chamando-os ao arrependimento e a reconhecerem o Salvador na humildade e na sua verdadeira bênção: perdão, paz e esperança da Vida Eterna. No testemunho, iluminamos sendo luzes de Deus neste mundo.
3.2.5 – Capacitar: uma vida de arrependimento e de diálogo
Mesmo como filhos de Deus capacitados a vivermos no caminho da paz, pecamos contra nosso Pai e estamos inclinados a seguir por outro caminho. Sob a ação do Espírito Santo, somos levados a uma vida de reconhecimento dos pecados. Por isso, o capacitando acontece em diário arrependimento e no humilhar-se à poderosa mão de Deus, confiando no seu perdão e alegrando-se na sua graça.
A vida de arrependimento provém de uma compreensão bíblica sobre o viver na fé e sobre o ainda ser pecador. Essa verdade é, talvez, a que mais se diferencie ou faça falta entre tantas pregações e manifestações religiosas, evangélicas e pentecostais a nossa volta. A ênfase ao clamor pelo Espírito Santo, pela decisão por uma vida voltada a Deus, destaca uma vida santa e, quando acometida por pecados, significa a queda da fé, resultando no desespero.
Confessar em nosso contexto plurirreligioso, no qual a fé em Cristo se faz presente, que somos simultaneamente santos e pecadores é uma oportunidade de buscar o diálogo com os cristãos para que, guiados pelo Espírito Santo, sejam capacitados a uma correta compreensão das Escrituras e da fé que salva, perdoa, consola e dá Vida Eterna.
Para esse diálogo, precisamos ser capacitados. Isso significa, em primeiro lugar, conhecer mais e mais a Palavra de Deus. Em segundo, confiar em Deus, pedindo orientação, sabedoria e até oportunidades. Então, significa buscar meios, recursos, métodos ou programas que capacitem a pessoa nessa ação de olhar, dialogar e aproveitar as situações para um testemunho e uma conversa sobre a fé.
Importa que aprendamos a dialogar respeitosamente com o próximo. E mesmo em meio aos seus erros e fraquezas, como cristãos, queremos revelar a ele a mensagem do Reino de Deus.
Talvez muitos estivessem interessados em encontrar aqui uma lista de ações para o capacitar outros à fé, inclusive a si mesmos, quem sabe. Na falta dessa lista, sugiro que seja lido o que Lutero, em seu Catecismo Menor, nos leva a refletir nessa direção quando apresenta a Tábua dos deveres; baseado em passagens bíblicas, destaca alguns versículos da Escritura Sagrada para as várias situações e estados da vida do cristão pelos quais o mesmo deve ser admoestado a respeito dos seus deveres. Uma vez que é Deus quem nos capacita a uma vida santificada, trazendo-nos das trevas ao conhecimento da maravilhosa Luz que é Jesus, o Sol Nascente, Lutero leva o cristão a refletir diante de Deus e do mundo sendo pastor, ouvinte da pregação, governo, cidadão, marido, esposa, pai e mãe, filho, empregado, patrão, jovem, viúvo, concluindo com “Todos em Geral”.
Para tanto, que Deus capacite a sua Igreja, o seu Povo, os seus filhos a andarem nesse caminho da paz, uma vez que o Evangelho é poder de Deus para a salvação de todo o que crê (Romanos 1.16)
CONCLUSÃO
O crescimento, o progresso, a capacitação, vem pela ação de Deus sobre os seus filhos, sobre sua Igreja. Por isso, o capacitando na fé acontece no buscar a Cristo, a cada dia, em sua Palavra. O capacitar a outros para uma vida fiel e amorosa ao único Deus e Pai pertence à ação de Deus Espírito Santo, o qual nos convida a sermos instrumentos na pregação, no testemunho e no viver da fé. Nisso, contemplemos o exemplo dos primeiros cristãos, que foram capacitados por Deus a viverem a sua fé em Jesus, mesmo em meio a perseguições, sofrimentos e provações, de forma a testemunharem e capacitarem outros: “Assim, a Palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém” (Atos 6.7). E ainda, “Os que haviam sido dispersos pregavam a Palavra por onde quer que fossem” (Atos 8.4).
É crescente a busca pela capacitação de profissionais nos diferentes segmentos da sociedade. Ao mesmo tempo em que hoje crianças praticamente já nascem sabendo como usar um celular, um iPad, um DVD, um computador, a falta de capacitação para os diferentes desafios no mercado e na vida ainda é imenso. Da mesma forma, apesar de a sociedade estar repleta de igrejas e de pessoas que falem em Jesus, de Deus e da Bíblia, o verdadeiro conhecimento de Cristo como o Sol Nascente ainda lhes está obscurecido.
Que Deus seja em tudo buscado, louvado e adorado. A ele toda a honra, glória, poder e majestade.
Pastor Klaus Kuchenbecker
CULTO DE 108 ANOS–IELB
Mais de cinco mil pessoas lotaram o Centro de Eventos Werner Wanderer na manhã do último domingo (24) para o culto de louvor em comemoração aos 108 anos da Igreja Evangélica Luterana do Brasil. Esta foi a primeira vez que o culto de aniversário da igreja foi realizado fora do Rio Grande do Sul. Organizado pelo Distrito Lago Itaipu, o Culto dos 108 Anos da IELB reuniu em Marechal Cândido Rondon mais de 50 pastores da igreja, bem como membros oriundos de várias regiões do Brasil, do Paraguai e da Argentina. Só de ônibus, vindos de caravanas distantes, foram mais de 1.600 participantes, sem contar os milhares de membros da região que vieram de carro próprio para prestigiar o evento.
Arquibancadas foram montadas dentro do Centro de Eventos, possibilitando que um grande número de pessoas pudesse ficar confortavelmente acomodado para acompanhar o cultor de gratidão. Mesmo assim, muita gente ficou em pé no mesanino no Centro de Eventos, uma vez que o público superou a expectativa dos organizadores. Antes do culto foi realizado um ato cívico, que contou com a participação de várias autoridades civis, militares e da igreja. Entre elas, destaca-se o prefeito de Marechal Cândido Rondon, Moacir Froehlich, o presidente nacional da IELB pastor Egon Kopereck, o vereador Ito Rannov, o Conselheiro Distrital, pastor Cleydes Kloss, entre outros.
O pregador do culto foi o presidente da IELB, pastor Egon Kopereck, que na mensagem enfatizou o lema de 2012, baseado no Salmo 62.7 "O Senhor é minha rocha poderosa e o meu abrigo". Um dos momentos mais emocionantes foi a homenagem prestada pela Diretoria Nacional da IELB ao pastor emérito Guilherme Lüdke, que completará 103 anos no próximo dia 30. Lüdke reside em Marechal Cândido Rondon e é o pastor mais antigo da igreja ainda vivo. Para agradecer pelos anos de dedicação ao ministério e testemunho de fé no Salvador Jesus, uma placa comemorativa foi fixada em uma telha retirada das casas centenárias que servem de residência aos pastores da Diretoria Nacional. A moldura também foi feita com madeiras originais das casas. O pastor Guilherme Lüdke foi aplaudido em pé pela multidão presente.
IELB NOTÍCIAS - EDIÇÃO EXTRA - REUNIÃO DEPARTAMENTOS DO CD - 19 E 20/05
HISTÓRIA DA IELB
IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL
Paróquia Evangélica Luterana Cristo Rei
Dionísio Cerqueira – SC
Pequeno Resumo Histórico, Doutrinário e Prático
I. História e Atividades da Igreja Evangélica Luterana do Brasil.
A Igreja Luterana tem sua origem no movimento da Reforma iniciado em 1517 com Martinho Lutero, monge alemão que desejava promover uma reforma na Igreja Cristã da época, através de uma volta à Bíblia e de debates teológicos públicos, para se corrigirem os rumos da Igreja. Não foi ouvido em suas propostas, mas ganhou muitos seguidores, que foram chamados de protestantes e mais tarde de luteranos. Neste dia 31 de outubro próximo, comemoramos os 485 anos da Reforma, lembrando especialmente as três grandes doutrinas defendidas por Lutero: Sola Gratia, Sola Fide, Sola Scriptura.
A Igreja Luterana, com esta mensagem do Evangelho, espalhou-se com a Reforma por toda a Europa e também veio para os Estados Unidos com os imigrantes alemães no século XIX.
No início do século XX, a pedido do pastor Johann F. Brutschin, de Novo Hamburgo, RS, a Igreja Luterana-Sínodo de Missúri dos Estados Unidos enviou ao Brasil o pastor Christian J. Broders. Este fundou, no dia 1º de junho de 1900, com 17 famílias, a Comunidade Evangélica Luterana São João, em São Pedro, a 40 km de Pelotas, RS.
Em 1904, no dia 24 de junho, foi fundada, em São Pedro do Sul, perto de Santa Maria, RS, com a presença de 14 pastores, um professor e 10 leigos, representando 10 comunidades com aproximadamente três mil membros, a Igreja Evangélica Luterana do Brasil.
Hoje a IELB está presente em todo o Brasil e conta com cerca de 722 pastores e aproximadamente 220 mil membros. Tem pastores missionários também na Europa, Américas e África. No trabalho missionário conta com o apoio de Cristo Para Todas as Nações (antiga Hora Luterana - A Voz da Cruz), que produz programas de rádio, material de aconselhamento e cursos bíblicos.
A IELB tem dois seminários para formação de pastores - um em São Paulo, SP e outro em São Leopoldo, RS, além de cursos por extensão. Também ligada à IELB está a Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), com sede em Canoas, RS, e extensões em vários estados brasileiros.
Para a sua administração, a IELB é liderada por um pastor-presidente, eleito por 4 anos em convenções nacionais da igreja, que coordena uma equipe de trabalho. Além disso, há o Conselho Diretor, com representantes de todos os 58 distritos em que se divide a igreja.
Dentro da IELB existem ainda a Juventude Evangélica Luterana do Brasil, a Liga de Servas Luteranas do Brasil e a Liga de Leigos Luteranos do Brasil, além da Associação Nacional de Universitários Luteranos e a Associação Nacional de Educação Luterana. Aliás, a IELB possui mais de 100 escolas ligadas às suas congregações, além da Concórdia Editora, que produz literatura e material evangelístico para a igreja.
A IELB também atua na área social, com instituições que trabalham especialmente com crianças, doentes, idosos e deficientes auditivos.
II. Doutrina e Prática da IELB.
Toda a doutrina luterana está reunida no Livro de Concórdia, de 1580. Este livro contém os escritos teológicos dos primeiros teólogos luteranos, inclusive Lutero, tirados da Bíblia Sagrada, e que procuram interpretar os ensinamentos bíblicos conforme a própria Bíblia os revela a nós. Eis alguns ensinos da Igreja Luterana:
A. Igreja Cristã: A IELB busca a verdadeira união da Igreja Cristã, que consiste na preservação da unidade que o Espírito criou e opera, mantendo encontros e diálogos teológicos com outras igrejas. Cremos que a verdadeira unidade deve ser baseada na verdade bíblica e não em unidade organizacional, mas mesmo assim cooperamos com outras igrejas em projetos que visam o bem-estar da sociedade e acreditamos que onde a Palavra de Deus está em uso, o Espírito Santo opera a fé.
B. Palavra de Deus: Cremos que a Sagrada Escritura é a Palavra verdadeira e infalível de Deus, onde ele revelou tudo o que queria que os homens soubessem para sua salvação. Por isso, a Escritura é a única fonte e norma de fé, vida e ensinos da Igreja Cristã.
C. Homem e Pecado: Cremos que o homem foi criado à imagem de Deus, isto é, perfeito, santo e justo como Deus. Com a queda em pecado, todos os homens nascem agora mortos espiritualmente e vivem pecando, isto é, desobedecendo a santa vontade de Deus. Enquanto vive no pecado, o homem está condenado à morte eterna de sua alma, pois está separado de Deus.
D. Cristo e o Evangelho: Cremos que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem e foi enviado ao mundo para substituir o homem, cumprindo a lei de Deus e morrendo na cruz para dar salvação a todos que nele crerem. O evangelho é a boa notícia da salvação conquistada por Jesus, que é oferecida de graça a todos os homens e que garante vida eterna ao que crê.
Os luteranos procuram servir a Deus na Igreja através de 5 áreas de atuação: Ensino, Serviço, Testemunho, Comunhão e Adoração. Todas essas áreas têm como objetivo final apenas um: levar o nome de Cristo para todas as pessoas que ainda não o conhecem como Salvador. Este é o objetivo maior da IELB.
Em todo o Brasil a IELB tem um padrão de culto e hinos, que estão no Hinário Luterano. Nosso culto segue sempre uma ordem ou liturgia, que pode ser a liturgia padrão ou liturgias adaptadas a cada região e realidade onde a Igreja está.
III. Conclusão.
Este foi um pequeno resumo da história, doutrina e prática da IELB. Nosso trabalho, tanto em Dionísio Cerqueira como em todo o país e no exterior, tem como principal objetivo tirar as pessoas da ignorância religiosa e da sua condição de perdidos e condenados e levar a elas a salvação gratuita de Jesus Cristo, juntamente com todas as bênçãos que ele promete aos que nele crêem. Muitos buscam salvação e paz em poças de águas sujas e contaminadas pelo diabo e a nossa tarefa é levar a esses a Água da Vida, Jesus Cristo, para que nunca mais tenham sede.
Rev. Leandro Daniel Hübner - 2002
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