O CONFRONTO DA MORTE COM A VIDA
Há duas multidões tão diferentes
Chegando à entrada da cidade,
Uma seguindo a Cristo está entrando,
Outra, atrás da morte sai chorando.
O enterro é do filho da viúva,
Que está completamente desolada,
E está em seu semblante estampada,
A dor que a deixa desesperançada.
As duas multidões se encontrarão,
De um lado vem a vida, do outro a morte;
Como é que as duas se encararão?
Das duas, quem será que é mais forte?
Jesus vê a mulher com compaixão,
Não fica indiferente ao sofrimento.
Não chore! É o que lhe diz; e sua mão
No esquife toca sem constrangimento.
E dá uma ordem clara e segura:
Ó jovem erga-te deste caixão!
Vencida foi ali a morte dura,
Foi o milagre da ressurreição.
A mãe teve o filho restituído,
As multidões ficaram temerosas,
E com o coração embevecido
Louvavam a Deus por obra tão gloriosa.
Oh! Quantas mães por seus filhos chorando.
Oh! Quantos lares desestruturados.
Que Cristo, com nossos olhos olhando,
Faça com que sejamos bem usados,
Pra demonstrar amor e compaixão,
E para transmitir palavras vivas,
Trazendo a muitos a restauração,
E que por nós, Senhor, a tantos sirvas.
Que seja, pois de todos conhecido
O Grande, Santo e Justo Salvador,
Que por seu sangue lá na cruz vertido,
Liberta da morte o pecador.
Oh! Faz de nós aroma para a vida,
E multidões se unam no louvor.
Pois foi por Cristo a morte já vencida.
Em Cristo, prova Deus, Seu grande amor!
Gilberto Celeti