PECADO
A Bíblia define o pecado como algo contra a lei. (1Jo 3.4).
“Pecado significa o rompimento de um relacionamento pessoal com Deus, a traição da confiança que ele tem em nós”.
O pecado é uma palavra que assusta muitas pessoas. Muitos preferem chamar os seus pecados de “falhas, erros, desvios ou apenas uma resbaladinha”.
Pecado é coisa muito séria. Mas parece que o mundo não acha isto. Muitos dizem que o pecado é uma coisa antiquada. Hoje as coisas mudaram e não devemos mais chamar de pecado. Muitos não acreditam em pecado.
Quando falamos em pecado a primeira coisa que vem em nossa mente é que: é coisa de religião.
O dicionário define: Transgressão consciente e voluntária da lei divina.
Exemplos: Gn 2.17: Comer da árvore nos parece uma coisa inocente, mas uma vez que Deus havia ordenado (proibido) para que daquele fruto não se comessem o ato de Adão e Eva tornou-se pecado.
1 Samuel 15: Quando o Rei Saul poupou a vida do Rei Agague, e o melhor das ovelhas e dos bois para sacrifício, parecia ser humano e piedoso a ação de Saul. Mas Deus lhe ordenara que destruísse Amaleque e assim foi pecado poupar a vida e os animais. Pois Deus ordenou que destruísse.
Pecado não é determinado pelo que pensamos ou sentimos a respeito, mas apenas pelo seguinte: concorda ou não com a palavra de Deus? PECADO é tudo o que é contra a vontade de Deus. Pecado é fazer o que Deus proíbe (Gn 2.17), ou deixar de fazer o que ele ordena (Tiago 4.17), ou não ser como ele quer que sejamos (Lv 19.2).
Pecado com respeito à lei: é um desvio de sua norma.
Pecado com respeito a Deus: é desobediência à sua vontade.
Todo desvio da lei é pecado, seja grande ou pequeno, conhecido ou desconhecido, intencional ou acidental. Pecado não depende da nossa opinião pessoal, conhecimento, intenção ou vontade. “A questão está se é ou não da vontade de Deus.
Para muitos mentir, roubar e fazer sexo a qualquer hora com qualquer pessoa não é pecado. Todo mundo faz, por que eu não posso fazer também? Claro que pode. Se quiser ir para o inferno como os outros então siga em frente e siga os conselhos e as atitudes dos outros.
Exemplos:
Obedecer aos superiores, obedecer aos nossos governantes. Tudo isto é da vontade de Deus. O que não é da vontade de Deus é obedecer aos nossos governantes naquilo que seja contrário a vontade de Deus. “Antes importa obedecer a Deus do que aos homens” At 5.29.
Há certas coisas que Deus nem ordena e nem proíbe. Estas coisas são chamadas adiáforos, e não é pecado faze-lo ou deixar de faze-lo. Exemplos: Comer carne, cortar cabelo, não dançar.
“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” 1Co 10.31.
CAUSA DO PECADO
Deus de maneira nenhuma é o criador do pecado. (Gn 1.31). Deus não aprovou o pecado quando este entrou no mundo. “Deus não pode ser tentado pelo mal, e ele mesmo a ninguém tenta” Tg 1.13. É arrogância perguntar por que Deus permitiu e permite o pecado se ele o odeia. Não nos compete julgar e criticar os caminhos de Deus. O mal não é da vontade de Deus.
Causa externa do pecado: Diabo. Ele foi criado perfeito. O diabo não foi seduzido por alguém, o primeiro pensamento de pecado e rebelião contra Deus originou-se nele mesmo. Foi ele que conduziu os nossos primeiros pais a pecarem. Não temos respostas como foi possível que um anjo criado perfeito e santo concebesse a idéia do pecado.
O coração do homem é a causa interna do pecado. AS tentações que se aproximam de fora, tocam e excitam o coração, e é aqui que começam os nossos pecados.
Não vamos culpar o diabo pelos pecados que cometemos. Deus não aceitou essa desculpa no paraíso (Gn 3.13, 16), nem aceitará agora. A responsabilidade e a culpa são nossas.
CONSEQÜÊNCIAS DO PECADO
O homem não consegue cumprir a lei de Deus. Pois ele é imperfeito. Se ele tropeçar em só mandamento ele será culpado de todos.
A pena pelo pecado é a morte, o inferno. A lei de Deus mostra nos a nossa incapacidade de chegarmos a Deus e crermos em Jesus Cristo. Os nossos esforços não nos salvarão. Por nós mesmos seremos condenados ao inferno.
Calma. A lei de Deus mostra o nosso pecado e a nossa culpa. A lei nos machuca e nos aterroriza. A lei nos mostra o quanto nós somos maus e o quanto nós precisamos de Deus.
E o amor de Deus é revelado no Evangelho: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna. Deus mandou o seu Filho para salvar o mundo e não para julgá-lo. (Jo 3.16; Rm 3.21-26.)
Cristo pagou a nossa dívida com Deus. Mas, para que não sejamos condenados nós precisamos nos arrepender dos pecados que cometemos. “Sem arrependimento não há perdão de pecados”.
PECADO IMPERDOÁVEL PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO
A blasfêmia contra o Espírito Santo é a oposição consciente e maliciosa à revelação de Deus. Ela se torna imperdoável, porque elimina qualquer possibilidade de arrependimento. Mt 12.32 “Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir”.
Todo pecado será perdoado, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada. O pecado contra o Espírito Santo dirige-se contra a obra que o Espírito Santo está realizando no coração da pessoa que comete o pecado.
Vejamos o exemplo de Pedro: Marcos 14.66-72. Parece que Pedro cometeu tal pecado. Mas o que Pedro fez foi motivado pelo medo dos homens. Tanto que depois Pedro se arrependeu amargamente do que havia feito.
Quando a pessoa fecha a porta para a ação do Espírito Santo ela está cometendo este pecado. A pessoa só comete este pecado de sã consciência. Ela bloqueia as possibilidades do Espírito Santo agir e criar a fé no coração dela.
A ninguém podemos culpar desse pecado, já que não sabemos se uma pessoa realmente esta convencida da verdade que blasfema. Alguém que se intitula ateu. Ela nega a existência de Deus. Para eles é apenas uma invenção humana para aliviar os sofrimentos da vida e para muitos ganharem dinheiro.
Não podemos ver o coração da pessoa. Não podemos saber se ela cometeu ou não este pecado. Mas no caso de uma pessoa que é ateísta nós vemos externamente que ela não quer que o Espírito Santo aja em sua vida. Ela não crê. Ele não tem fé.
Aqueles que estão perturbados e aflitos com a idéia de que talvez tenham cometido este pecado, estes definitivamente não o cometeram, porque o temor deles prova que não há rancor em seus corações.
Aqueles que cometeram este pecado não sentem a menor perturbação a respeito disto. A fé é morta e os resultados desta vida sem fé é a passividade em relação a Deus. Não se importam com Deus e com os meios que ele usa para salvar e criar fé.
A razão por que esse pecado não pode ser perdoado não é que seja demasiadamente grande – ainda que é grande – mas é o fato de ele tornar impossível o arrependimento, visto dirigir-se contra cada esforço do Espírito Santo no sentido de converter o homem. Pois é através da obra do Espírito Santo que a fé é criada no homem e é através desta fé em Jesus Cristo que nós somos salvos. Se fecharmos esta porta, como o Espírito Santo poderá agir no coração da pessoa?
Deus nos dá meios para que a fé seja criada e mantida. No Batismo a fé é criada e através da palavra e da Santa Ceia nós recebemos o perdão de Deus e o fortalecimento da nossa fé. O Espírito Santo usa estes meios. Outros meios não foram nos dado através da Bíblia.