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O MELHOR INVESTIMENTO DA SUA VIDA


O MELHOR INVESTIMENTO DA SUA VIDA[1]


I

DEDIQUE TEMPO A DEUS

O único investimento duradouro



        Deus quer que alcancemos as mais elevadas alturas possíveis de felicidade e utilidade. A base para qualquer felicidade e utilidade permanentes é fé salvadora em Deus e dedicação a seu serviço. A fé crista e o serviço dedicado são obra do Espírito Santo, que move os corações humanos a que procurem sua salvação em Deus e a que o sirvam. O Espírito Santo nos atrai a Deus e nos mantém perto dele.
        A pessoa cujo coração é conquistado pelo Espírito Santo não é atraída apenas a Deus, mas também a outros crentes, como que por um ímã. Ela sabe que um cristão isolado corre o perigo de tornar-se frio e indiferente, à semelhança de um pedaço de carvão que é afastado do fogo. Sente a necessidade da comunhão dos crentes[2] e da força que provem do culto e trabalhar na companhia de outros cristãos. A filiação a uma igreja traz felicidade duradoura às vidas e aos lares e nos ajuda a que nos desincumbamos de nossos deveres para com Deus e com as pessoas enquanto vivemos na Terra. Mas não é só isso – filiando-nos a uma igreja, alimentamos a nossa vida espiritual e somos ajudados a manter-nos no caminho estreito que conduz à vida eterna no céu.[3]
        Não é qualquer filiação eclesiástica que fará isso, mas uma filiação devotada e ativa a uma igreja cristã que engrandece a vida, a obra, a morte e a ressurreição de nosso glorioso Salvador, e que ensina a Palavra de Deus integralmente, sem concessões. Se aceitamos a Palavra de Deus e cremos na obra expiatória de Jesus Cristo, queremos pertencer a uma igreja assim, tanto para recebermos as suas bênçãos, como para sermos ativos em seu trabalho. Vamos querer dedicar tempo a Deus e consagrar a nós mesmos e as nossas posses a favor dele. Este é o único investimento permanente.

Deus Merece o Primeiro Lugar em
Nossa Vida

        Evidentemente, a maior parte das pessoas crêem que há um só Deus. Mas uma coisa é crer num Deus, e outra, bem diferente, crer que ele perdoa pecados e supre qualquer outra necessidade, por causa de Cristo. Também é coisa bem diversa servir a Deus como ele o merece e como espera ser servido, e, de outro lado, considerar-se a si mesmo responsável diante dele em tudo. Num levantamento sobre crenças e praticas religiosas levado a efeito nos Estados Unidos, trinta e nove por cento deles[4] estavam absolutamente certos da existência de Deus, ao passo que os restantes criam com graus diversos de convicção. O mundo seria revolucionado para melhor se todos os que dizem crer em Deus realmente confiassem nele de todo o coração, e se considerassem a si mesmos responsáveis perante o seu Criador e Salvador. O Cristão sincero tem essa confiança e esse senso de responsabilidade. Pela graça de Deus ele tem ao menos o desejo de ser o que deveria ser e fazer o que deveria fazer.
        Como possuidor da fé salvadora em Jesus Cristo, você pode amar a Deus mais do que a qualquer outro ou a qualquer outra coisa; pode confiar nele independentemente de circunstâncias, e pode obedecer-lhe sem considerar as conseqüências. Você pode render-lhe culto no círculo familiar e na companhia mais ampla de outros crentes, os quais chamamos igreja, e te podes manter responsável a Deus a qualquer outro respeito. Como crente, você pode manter-se responsável a Deus por uma vida correta e pelo uso regular da Palavra de Deus, através da qual o Espírito Santo traz para você conforto com doces promessas de perdão dos pecados e falhas diárias, e através dela ele lhe dá a vontade e o poder para viver vida correta.
        Deus, pelo fato de ser Deus, merece o primeiro lugar em nossa vida, e deve ser nossa preocupação diária agradar-lhe e servi-lo. Por isso, dedique tempo a Deus. É o único investimento duradouro da vida. E não permita que Satanás ou pessoas incrédulas façam você mudar de idéia. Você verá que a sua lealdade para com Deus será uma alegria, não um fardo. Verá também que ele lhe dará vigor de fé e alegria no trabalho dia após dia.



 

Há mais Felicidade em Dar do que em Receber


        John Bunyan[5] disse que houve um homem que, apesar de ser considerado louco por alguns, possuía tanto mais, quanto mais jogava fora. Estas palavras constituem uma repetição de um principio bíblico: “Dai, e dar-se-vos-á” (Mateus 7.7). Princípio que a maioria das pessoas não leva em consideração. A maioria não está tão interessada em dar como em conseguir e receber. Procuram investimentos em que se beneficiam a si mesmos, em vez de investimentos que servem a Deus e ao próximo. Assim procedendo, não só se inverte a ordem de Deus, mas realmente se prejudica a si mesmo e a outros, e se rejeita muitas das bênçãos que Deus quer dar.
       
Não há nenhuma área na vida em que o princípio expresso por Bunyan não se verifica como verdadeiro. O lar mais feliz é aquele em que os membros da família mais se aplicam em servirem uns aos outros. O trabalhador mais feliz é aquele que trabalha por amor ao trabalho, ao invés de trabalhar apenas para ganhar salário. O membro mais feliz de igreja é aquele que serve ao seu Deus e a sua igreja puramente por amor à misericórdia de Deus e por gratidão a ele. A pessoa mais feliz em qualquer lugar é aquela que difunde felicidade e entusiasmo onde quer que esteja. Disse H. W. Webb, enfatizando o principio de dar antes de receber: “O que Deus quer é pessoas suficientemente grandes a fim de serem suficientemente pequenas para que delas se possa fazer uso”.
        A maior parte das pessoas está demasiadamente preocupada em adquirir bens materiais, coisas que elas podem ver e apanhar. De vez em quando também cristãos esquecem o seu sentido de valores, e se perdem na busca de coisas terrenas e prazeres mundanos. Dinheiro, herança, propriedade pessoal, estoques, mercadorias retidas, prazer que agrada ao físico – estas são as coisas que ocupam a sua mente e o seu planejamento. A admoestação de que procuremos em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça lhes parece irreal, forçada e artificial.  Investimentos que rendem dinheiro parecem tão mais reais e importantes do que investimento de tempo, talentos e dinheiro para Deus. Mas investimentos materiais vem e vão, e muitos investimentos muito seguros tem trazido desapontamento e perda ao seu possuidor.
        É verdade, claro, que também as coisas materiais são bênçãos de Deus, e por isso não devem ser desprezadas. Delas necessitamos para a vida, a saúde e o bem-estar. É para essas finalidades que Deus no-las dá. Também os cristãos podem trabalhar para adquiri-las, mas não por elas em si. De­vemos lembrar sempre que bens materiais ocupam lugar secundário em relação às necessidades espirituais e que delas sempre se deve fazer uso em harmonia com a Palavra de Deus.    
   O único investimento que é totalmente ouro puro e que produz dividendos agora e para sempre é investir a si mesmo e as posses para Deus. É esse é o investimento que traz os lucros dos quais diz o profeta Malaquias, do Antigo Testamento: “Provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós benção sem medida” (Malaquias 3.10). Aqueles que obedecem à ordem de Deus em matéria de dar e ganhar, nunca saem perdendo. Todo dia vol­tam a experimentar a verdade de que mais bem-aventurada coisa é dar do que receber. É mais bem­-aventurada coisa dar do que receber, porque na grandeza do seu amor Deus nos tem dado tanto.
       

 

Deus é o Grande Doador


        Deus é o maior dos doadores. Tudo o que temos vem dele e a ele pertence, quer o consideremos as­sim, quer não. Todas as coisas visíveis e óbvias que tomamos como sendo naturais, na verdade vem de Deus: nossa família, nosso lar, nosso dinheiro, nossa vestimenta, nossos automóveis, e mesmo o nosso trabalho e a nossa capacidade para trabalhar. Talvez pensemos que suprimos nossas necessidades diárias mediante o nosso próprio diligente esforço. Mas ao pensarmos assim esquecemos o lidar gracioso de Deus com o homem. Em vista do fato de o homem ser tão esquecido no que diz respeito às bênçãos divinas, Deus admoestou a seu povo Israel: "Havendo-te, pois, o Senhor teu Deus introduzido na terra que, sob juramento, prometeu a teus pais, Abraão, Isaque e Jacó, te daria, grandes e boas cidades, que tu não edificaste; e casas cheias de tudo o que é bom, casas que não encheste; e poços abertos, que não abriste; vinhais e olivais, que não plantaste; e quan­do comeres e te fartares, guarda-te, para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão" (Deuteronômio 6.10-12). Essa advertência é para todos, não só para os filhos de Israel. Nós também precisamos dela.
        A maior bênção de Deus é que ele nos deu o seu único Filho. O pecado havia arruinado o homem no corpo e na alma, não apenas os primeiros pecadores, Adão e Eva, mas a humanidade inteira. O homem é culpado diante de Deus, por mais respeitável que possa parecer exteriormente, ou por maior que seja a veemência com que ele nega essa condição de culpado. Ofendeu a Deus e merece a punição de Deus. Tristeza, enfermidade, má consciência, morte física, e todas as tribulações da vida humana são resultantes dos pecados dos homens. A última e pior das conseqüências é a morte eterna no inferno. "O salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23). Diante desse julgamento não há ninguém a quem possamos voltar-nos em busca de perdão e paz, a não ser Deus mesmo.
Deus nos levantou da sarjeta do pecado. Somos criação dele, e ele nos ama imensamente. Ainda que temos sido filhos ingratos e infiéis, assim mesmo Deus nos amou, e seu coração de Pai foi à nossa procura. Não concordou em entregar-nos ao Diabo, e assim providenciou para nós um caminho de salvação. E que caminho assombroso! "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos" (João 15.13). Não morte em favor de seus amigos, mas amor ainda maior - morte em favor de seus inimigos - este é o caminho de salvação que Deus escolheu para nós,  pois enviou seu próprio Filho, Jesus Cristo, ao mun­do, para que se tornasse homem, a fim de que pudesse sofrer e morrer em nosso lugar. E Cristo res­suscitou de entre os mortos, em glória, provando a todo o mundo e a Satanás que ele, verdadeiramente é Deus[6] e que nossa salvação está inteiramente con­sumada.
Cristo obteve a salvação para nós, e ela é gra­tuita. Nós não poderíamos conquistá-la. Se a acei­tamos, não o fazemos em virtude de nossa bondade ou sabedoria, mas porque Deus nos dá a fé que a aceita. A fé é tudo o que é preciso, fé humilde, co­mo de criança, na bondade de Deus e na obra reden­tora consumada por Jesus Cristo. Diz o apóstolo João: “Porque Deus a­mou ao mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (João 3.16,17).
A salvação é o dom que apenas Deus pode dar, e que só o crente pode receber. É dom que torna o crente feliz aqui e agora, e na eternidade. É dom que alcança seu brilho máximo por ocasião da morte do crente, quando todas as demais posses desaparecem. Aqueles que rejeitam o dom gracioso de Deus são os mais miseráveis dentre os homens, pois por sua própria livre vontade rejeitam a salvação e escolhem a condenação. Felizes os que crêem nas palavras e promessas de Deus!


O Crente Serve a Deus e aos Homens de Coração Agradecido


        O crente é agradecido pelo livre dom da salvação, que Deus lhe deu. Sabe que Deus o ama e supre todas as suas necessidades. O crente rejubila nesse conhecimento. Mas a sua gratidão não é uma gratidão preguiçosa, passiva. O amor de Deus a ele e o seu próprio amor a Deus movem o crente a procurar maneiras de servir a Deus e ao homem. Serve a Deus em diário louvor e culto. E serve a Deus servindo às pessoas: a família, os amigos, os vizinhos, a todos, conforme lhe surge a oportunidade. O maior serviço do crente é tornar conhecido o evangelho da salvação. Por isso, a Palavra de Deus deve ocupar o primeiro lugar em nosso pensamento e em nosso agir.
Necessitamos da Palavra de Deus para nós mesmos, e outros necessitam dela tão desesperadamente como nós. Devemos, por isso, estar intensamente interes­sados em ensinar primeiro a nós mesmos, e depois ensinar a crentes[7] e descrentes em toda a parte. Os não-cristãos ao nosso redor e os gentios de outras terras precisam da Palavra de Deus para serem convertidos. Eis aí a razão por que nos lançamos à obra missionária. Os crentes, jovens e velhos, precisam da Palavra para crescerem na graça e no conheci­mento de seu Senhor e Salvador Jesus Cristo. Eis aí a razão para nos dedicarmos às várias formas de educação cristã. Toda essa necessidade é afirmada na Grande Comissão que deu à igreja: "Ide, portanto, fazei discípu­los de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guar­dar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mateus 28.19,20). É nosso dever o pri­vilégio proclamar a Palavra do Deus em toda a par­te. É a obra de Deus. Cada crente tem parte ne­la e quer fazer a sua parte. "Procurai primeiro o reino de Deus"[8] é admoestação que é tomada a sério por todos os que possuem a fé salvadora em Jesus Cristo.


Filiar-se a uma Igreja  -  Qual a Idéia Correta?


Para habilitar-nos a realizar as muitas fases da Grande Comissão de Cristo[9], que não podemos levar a efeito sozinhos e que requer os esforços combinados de muitos cristãos, Jesus Cristo instituiu a igreja. Co­mo cristãos procuramos os que têm a mesma fé que nós temos, e a eles nos unimos para edificar o reino de Cristo na Terra. Nosso chamado para sermos cristãos é também um chamado para sermos membros da igreja.
Há muitas concepções errôneas sobre filiação eclesiástica e trabalho da igreja. Há uma igreja na esquina do quarteirão ou na intersecção de duas estradas. Certas pessoas vão a esses lugares aos do­mingos para instrução e culto, e algumas vezes em dias úteis da semana para reuniões, jantares ou en­contros sociais. As pessoas que vão a esses lugares com regularidade são formalmente organizadas num grupo chamado congregação. Unir-se à igreja é meramente unir-se a semelhante congregação, pagando para sua manutenção e participando daquelas de suas atividades que atraem os membros. Muitíssimas pessoas pensam dessa maneira. Muitas das frustrações e desapontamentos que sobrevêm à congregação e a algumas das pessoas filiadas surgem dessa maneira errônea de pensar. Ela também é responsável por muitos casos de pessoas que abandonam a igreja.
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Filiar-se a uma igreja não é como filiar-se a um clube atlético ou a uma organização social. É infinitamente mais nobre porque se baseia no amor de Deus a nós e em nosso amor a ele. A filiação eclesiástica recompensadora nasce da sincera convicção de que Deus é o Senhor, e que Jesus Cristo é Salvador. Nasce do desejo de render culto a Deus e servi-lo na companhia de ou­tros crentes, e do desejo de tornar conhecidas de todas as pessoas a graça e a misericórdia de Deus. Os seguidores de Cristo têm uma grande finalidade na vida: proclamar aos descrentes o caminho para o céu através da fé salvadora, em Jesus Cristo, e fortalecer os crentes nessa fé. E assim nos unimos a uma con­gregação cristã para sermos pessoalmente fortalecidos e edificados e para ajudar a levar avante a grande obra de Cristo na Terra.
As bênçãos que nos advêm da igreja são semelhantes à interminável corrente de água fresca e pura que flui de uma gigantesca fonte que nasce na montanha. Em gratidão por essas bênçãos nós simplesmente nos quedamos­ junto à corrente com um copo para receber da água e passá-la às pessoas sedentas que vão passando.

 

Crentes Imperfeitos se Filiam a uma Igreja para Realizar a Obra Perfeita de Deus


       É causa de grande admiração que Deus haja a­tribuído a realização de sua obra perfeita a pessoas imperfeitas. É verdade que os crentes em Cristo são ­santos. Isso está claro à base da Escritura. O apóstolo Paulo se dirige aos crentes de Roma como amados de Deus, chamados para serem santos. Os pecados deles es­tão perdoados, e assim são santos aos olhos de Deus. É por isso que são santos. Mas esses santos ainda são pecadores enquanto permanecem na carne. Isso é demasiadamente evidente. Não é preciso provar. Basta que observemos os que professam ser cristãos, que constituem as congregações cristãs e denominações eclesiásticas que vemos ao nosso redor. Basta que olhemos para nós mesmos. Não é difícil encontrar imperfeições em cristãos professos individuais nem nas congregações por eles formadas. Por mais contraditório que possa pa­recer, o pecado perseguirá os santos de Deus até à morte deles.
   Mas o fato de que crentes individuais e congregações cristãs inteiras são imperfeitos jamais deve permitir que se obscureça a verdade de que a con­gregação cristã está levando avante a obra de Deus na Terra.[10] Esse fato jamais deverá levar-nos ao ponto de não nos filiarmos a semelhante congregação, porque nos privaremos de seus benefícios e nem ajudaremos na grande obra de Deus na Terra. Da mesma forma, o fato de haver imperfeições na igreja e nos seus membros jamais deverá tornar-nos azedos com respeito à igreja nem levar-nos ao relaxamento, no que diz respeito a ouvir a Palavra de Deus e participar da Santa Ceia. Também não deve amortecer nossa alegria em ajudar a sus­tentar e manter a igreja. Deus nos escolheu a nós e a outros crentes imperfeitos para que participemos na realização de sua obra perfeita, e nisso devemos rejubilar-nos com humildade e gratidão.
Os membros de uma congregação cristã profes­saram a fé cristã quando se uniram a esta congregação. Aceitaram ideais elevados. Os outros membros da igreja e os que não pertencem a nenhuma igreja esperam grandes coisas deles. Grandes coisas devem ser esperadas dos santos de Deus, dos que professaram fé em Jesus Cristo e que fizeram o voto de segui-lo. Os ideais não são demasiadamente elevados, pois são os ideais que Deus nos propôs, e Deus jamais come­te erros. Os membros de uma congregação cristã são capazes de grandes coisas quando estão prontos para receber as bênçãos que Deus lhes oferece através de sua filiação à igreja e se estão dispostos a assu­mir as responsabilidades pertinentes a essa filiação.
A maneira em que recebemos nossas bênçãos e nos desincumbimos de nossas responsabilidades in­dica a profundidade da nossa fé e da nossa gratidão ao Pai celeste.


II


O QUE A IGREJA DÁ AOS SEUS MEMBROS

A Igreja Dá Mais do que Pede



A filiação a uma congregação ou igreja cristã nos traz benefícios imensos, e ao mesmo tempo nos dá obrigações. Privilégios sempre trazem cor­respondentes responsabilidades. Isto é verdade na igreja, como o é na família, na escola, na comunidade civil, ou em qualquer grupo social.
Ouve-se muitas vezes que pessoas criticam a i­greja por causa disso. Dizem que a igreja sempre quer alguma coisa. Se não é uma coisa, é outra. A igreja quer trabalho, dinheiro, e as pessoas fazem objeções a isso. Mas a igreja dá muito mais do que pede, e dá com abundância, pois engrandece a mi­sericórdia de Deus em Cristo Jésus. Enquanto esti­ver viva, a igreja dará e pedirá. Essa é a natureza de ser livre. Apenas os mortos nada dão e nada pe­dem.
O que a igreja dá? O que ela pode fazer por nós?

 

A Igreja Ensina a Palavra da Salvação



A igreja que entende sua missão cumpre a Grande Comissão dada por Jesus: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guar­dar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século" (Mateus 28.19,20). A essa passagem es­criturística devemos voltar sempre de novo ao falar­mos da igreja. A igreja prega aos não-cristãos pa­ra que possam crer e ser salvos. Ela ensina os crentes para que sejam fortalecidos em sua fé e aprendam sempre a conhecer, amar e servir melhor a Deus e a melhor obedecer-Ihe. A pregação e o ensino da Igreja é questão de dar: dar para a salvação dos ho­mens em todos os lugares e em todas as fases da vida. A igreja prega e ensina para que sejamos sal­vos. Este é o principal e maior presente que ela nos dá.
A igreja proclama a maior história de todos os tempos, o fato de que Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16). Deus deu o seu próprio Filho para que redimisse a nós criaturas perdidas. Agora estamos livres da culpa e da punição do pecado, bem como do medo da condenação eterna. A igreja nos traz essa mensagem confortadora e dela nos lembra sempre de novo, e isso é o melhor que alguém pode fazer por nós.
        Tão grande é o presente da mensagem salvadora, que devemos recebê-lo com gratidão e por nossa vez ajudar a proclamá-la abertamente, ou dos telhados, como disse Jesus em Mateus 10.27.


A Igreja Providencia o Culto Cristão


O cristão necessita render culto ao seu Senhor e Salvador. Isso faz parte de sua natureza de filho de Deus. Deus espera que os cristãos se unam para render-lhe culto. Se apreciamos suficientemente o amor de Deus, teremos a respeito do culto o mesmo sentimento do Salmista, que disse: "Vinde, cantemos ao, Senhor com júbilo, celebremos o Rochedo da nossa salvação. Saiamos ao seu encontro, com ações de graça, vitoriemo-lo com salmos. Porque o Senhor é o Deus supremo, e o grande rei acima de todas os deuses" (Salmo 95.1-3). "Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome; trazei oferendas, e entrai nos seus átrios. Adorai ao Senhor na beleza da sua santidade" (Salmo 96.8,9).

A igreja oferece oportunidade e lugar para a adoração em seus cultos dominicais e em outros dias. É claro que os cristãos podem render culto a Deus em qualquer lugar e tempo, conforme Cristo deixou claro ao falar com a samaritana na fonte de Sicar (João 4). A mulher estava confusa, porque os judeus entendiam que o templo de Jerusalém era o lugar certo para adoração, ao passo que os samaritanos insistiam em determinado monte. Disse-lhe Jesus: "Mulher, podes crer-me, que a hora vem, quan­do nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. Vós adorais o que não conheceis, nós adora­mos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus. Mas vem a hora, e já chegou, quando os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade" (João 4.21-24).
   A igreja não está presa a casas ou lugares. Encontra-se onde há crentes, e onde quer que haja crentes pelos quais Deus está sendo adorado. Mas é igual­mente verdadeiro que a igreja reúne os cristãos para a adoração, e a igreja sempre o fez, mesmo quando, em virtude de perseguição, teve que reunir-se em porões e catacumbas.[11] Como cristãos individuais deve­mos agradecer a Deus e rejubilar-nos por ser assim. Devemos reconhecer as providências para o culto co­mo serviço distinto que a igreja nos presta, e deve­mos participar, como o fazem todos os cristãos verdadeiros, a menos que não possam por incapacidade física. Experimente você encarar as oportunidades de culto da igreja como serviço que a igreja presta cumprindo a ordem de Deus, e como presente de Deus e da igre­ja para você. Procure apreciar a intimidade da comunhão cristã que se realiza no culto comunitário. E observe então como se modificará a sua atitude em relação a estes serviços e para com a própria pregação da Palavra de Deus.



A Igreja Nos Traz as Bênçãos dos Sacramentos

O santo batismo e a Ceia do Senhor trazem ao crente as mesmas bênçãos que ele recebe através da palavra de Deus - perdão dos pecados, vida e salvação. Servem para fortalecer e sustentar-nos espiritualmente. Jesus Cristo instituiu esses dois sacramentos para o beneficio da igreja, e confiou a administração dos sacramentos à igreja. Levamos os nossos filhos ao batismo na igreja, e recebemos a Ceia do Senhor na igreja, a menos que haja circunstâncias excepcionais. Quando necessário, a igre­ja também virá ao nosso lar através do ministério pastoral para trazer-nos os sacramentos e as bênçãos que eles conferem. Mas ainda assim as bênçãos nos vêm através da agência da igreja, conforme Cristo ordenou. Cristo não nos salvou apenas de nós mesmos, do mundo, e do Diabo; também ordenou à igreja que ela nos alimente e fortaleça através de Pa­lavra de Deus e dos sacramentos. Como crentes agradecidos, apreciaremos o que Deus nos proveu, e receberemos alegremente as ministrações da igreja.


A Igreja Auxilia na Edificação de Lares Cristãos

A igreja pode ser de grande valia na tarefa de preservação de lares cristãos e na tarefa da educação cristã dos filhos. Lares cristãos são mantidos por pessoas cristãs, que se mantêm perto de Deus e de sua Palavra. A educação cristã dos filhos é levada a e­feito por pais cristãos que vivem de acordo com a Palavra de Deus e que a ensinam a seus filhos. As comunidades cristãs aconselham e ajudam aos pais na difícil tarefa com que eles se defrontam.
A igreja está pronta para ensinar nossos filhos diretamente, e ansiosa por fazê-lo, de acordo com as exigências da Grande Comissão de Cristo.[12] Escola Dominical, escola bíblica de férias, e outros dias de instrução para crianças são comuns. Mais e mais igrejas tam­bém oferecem educação de escola paroquial aos nos­sos filhos. Na Igreja Luterana, instrução para confirmandos é coisa considerada essencial, e alguns ou­tros protestantes também seguem a prática de instrução especial antes que as crianças e adolescentes que crescem no seio da igreja se tornem comungantes. Através de ensino e educação, as igrejas cristãs abençoam as crianças tão certamente como Cristo às abençoou durante sua vida terrena quando as colocava sobre seus joelhos e as tomava em seus braços e as abençoava. Em nossos dias os pais cris­tãos estariam em situação realmente difícil se não fizessem uso das oportunidades de educação para seus filhos oferecidas pela igreja.
As congregações oferecem classes bíblicas e participação continuada em organizações juvenis para os jovens para que possam crescer e ser fortalecidos na fé e em boas obras agradáveis a Deus. Oportunidades similares existem para os adultos, para que jovens e velhos possam crescer juntos.
Além de ensino formal e direto, igrejas ativas providenciam serviço de aconselhamento através de seus pastores, a fim de ajudar os pais e outras pessoas na edificação de vidas cristãs e lares cristãos. Se necessitamos de auxilio, cabe a nos conseguir esse auxílio em classes destinadas a esse propósito, ou em consulta particular com o pastor ou professor da igreja, que estão aí para nos servirem da melhor maneira que lhes seja possível. .



A Igreja Conforta nas Horas Sombrias da Vida



Deus não prometeu que o cristão estará isento de tribulações e angústias. Alguns cristãos realmen­te sofrem maiores tribulações terrenas do que alguns incrédulos. "O Senhor corrige a quem ama" (He­breus 12.6). "Através de muitas tribulações nos im­porta entrar no reino de Deus" (Atos 14.22). E no fim devemos passar pelo tenebroso vale da sombra da morte.
Nossa maior tribulação é o pecado, e "o salário do pecado é a morte" (Romanos 6.23). Ninguém precisa dizer-nos isto. Nós o sabemos por nós mesmos. Até mesmo o não-cristão tem suficiente conhecimento natural de Deus para sabê-lo. Nós cristãos não temos apenas o conhecimento natural sobre Deus; temos ainda a revelação de Deus[13], que continuamente nos lembra disso.
Tanto nas tribulações ordinárias da vida, como nas tribulações' causadas pelo pecado e pela culpa, olhamos por conforto. Somos consolados Por irmãos na fé, todos os quais têm as mesmas tribulações e que conhecem seu sentido. Obtemos consolo no culto divino, da Palavra de Deus e da nossa adoração em prece e canto. O pastor está a nosso serviço pa­ra guiar, dirigir, aconselhar e confortar-nos quando maiores são as nossas necessidades. E quando final­mente chegar a hora da nossa morte, ou quando os nossos amados partem para o além antes de nós, a igreja oferece um dignificado funeral cristão e leva conforto aos sobreviventes. A igreja está ao nosso lado em todas as necessidades, desde a infância até à velhice, e suas ministrações confortadoras sempre estão à nossa disposição. Finalmente, quando todas as nossas angústias terminaram, quando estamos em pé diante do grande trono branco e unimos nossa voz a outros para cantar e louvar a salvação promovida pelo nosso Deus, que está assentado no trono, relembraremos, agradecidos, que a alegria do céu é o objetivo para o qual todas as ministrações da igreja se dirigiram.

A Igreja Admoesta os que Erram


Nenhum cristão está acima do pecado, ou livre de vergonha e desgraça em virtude dos seus peca­dos. Louvado seja Deus pelo fato de a maioria dos cristãos obterem êxito em sua luta contra o pecado pelo menos em medida tal, que raras vezes se tornam culpados de violações extremas da lei de Deus. Tudo isso o devem à graça de Deus. Mas mesmo o melhor cristão pode cair em grave pecado e por isso Deus adverte: "Aquele, pois, que pensa estar em pé, veja que não caia" (1 Coríntios 10.12). Aconteceu a Ló, a Davi, ao apóstolo Pedro, e a inúmeros outros. Pode ter acontecido a nós ou a cristãos nossos conhecidos.    
Não é da vontade de Deus que o cristão vergonhosamente caído permaneça em seu pecado e em sua desgraça. Cristo morreu pe1os mais vis pecado­res, por ladrões e salteadores, por adúlteros, assassinos, e por todos os demais. Mas o cristão que caiu vergonhosamente nem sempre encontra com facilidade o caminho de volta à graça de Deus. Sente-se demasiadamente vil, desgraçado demais, e em conseqüência talvez evite os irmãos na fé, talvez abandone a pregação da Palavra, ou talvez negue atrevidamente a sua culpa. Tal cristão necessita de ajuda, ajuda segura e imediata. Os outros cristãos devem falar com ele, e devem confortá-lo se é penitente. Se continuar impenitente, devem admoestá-lo. E se nós cristãos individuais somos mal sucedidos em levar o irmão ou a irmã caídos ao arrependimento, a igreja está pronta ,para ajudar.
Deus até estabeleceu um procedimento pormenorizado para se tratar com o irmão ou a irmã que erram. Mateus 18.15-20 torna claro o modo de pro­ceder: "Se teu irmão pecar contra ti, vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu ir­mão. Se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça. E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano”.
De acordo com esse texto, a igreja ajuda de duas maneiras no caso de cristãos que erram. Os mem­bros individuais da igreja apóiam-se uns aos outros na tarefa de admoestar seus irmãos e irmãs no Senhor, e a igreja admoesta esses irmãos e irmãs é se for necessário levar o caso à igreja reunida antes que  se alcance o arrependimento.
O cristão individual e a igreja têm um único propósito em suas admoestações: "Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o, com o espírito de brandura" (Gálatas 6.1). Quando Davi, depois de seus pecados de adultério e assassinato, confessou que havia pecado contra o Senhor, o profeta Natã lhe disse que o Senhor lhe havia perdoado os seus pecados (2 Samuel 12, 13). Eis a finalidade da admoestação: remover o pecado e dar ao pecador penitente a certeza do per­dão através de Cristo, para fazer com que ele volte a alegrar-se no Senhor.
Admoestar no caso de pecado, conceder perdão a pecadores penitentes, como também a excluir da igreja de pessoas que vivem na impenitência e na incredulidade, são serviços que a igreja pres­ta. Sem estes serviços muitas pessoas se afastariam permanente e desastrosamente do caminho da salvação. São serviços de amor à disposição de todos os crentes quando mais precisam deles.


 

A Igreja Proporciona uma Oportunidade para a Comunhão Cristã


Pode ser banal dizer que somos conhecidos pe­la companhia em que estamos, mas é verdade. Tam­bém é verdade que a companhia em que estamos de­terminará em larga medida nossos pensamentos e ações. Muitas pessoas boas foram arruinadas por más companhias. Há, por exemplo, pessoas que praguejam e usam o nome de Deus em vão porque entram em companhia errada, companhias que não contribuem para uma vida e maneira cristãs de ser, mas rebaixam e corrompem. Os ladrões aprendem seu negócio vergonhoso uns dos outros.
Mas também é verdade que muitas pessoas fo­ram salvas ou fortalecidas por companhias boas. Por isso é importante para os cristãos que passem a maior parte possível de sua vida social na companhia de outros cristãos. Desta maneira serão fortalecidos em vez de enfraquecidos, crescerão na graça e no conhecimento de Cristo, ao invés de perderem sua preciosa herança cristã. Os cultos divinos e a Ceia do Senhor unem mais intimamente os crentes numa comunhão cristã rica, espiritual. As organizações eclesiásticas para adultos e jovens, homens e mulheres, e algumas vezes, para crianças, também procuram fortalecer a comunhão espiritual. Proporcionam ao mesmo tempo recreação estimulante para o corpo e o espírito, e proporcionam um ambiente social cristão, que é importante para todos os cristãos. Entre seus amigos cristãos as pessoas solteiras freqüentemente também encontram esposo ou esposa cristãos.
Tudo isso pressupõe que as organizações das igrejas são feitas para servir a propósitos cristãos, que são parte do plano da congregação de realizar a obra de Deus na comunidade eclesiástica a que servem. Também pressupõe como certo que os cristãos trabalham unidos para alcançar objetivos cristãos, assim como trabalham pelo sustento em seu emprego. Assim como o operário preguiçoso e inativo não recebe salário, da mesma forma o paroquiano inativo não recebe as bênçãos da comunhão cristã.

 

A Igreja Estende Mão Benevolente


A esperança de um mundo desesperado está em Deus, mas também na igreja que executa a obra de Deus na Terra. Se você for a um país gentílico, não encontrará hospitais, orfanatos, lares para velhinhos e as muitas outras instituições de misericórdia que se encontram nos assim chamados países cristãos.
Mesmo as instituições de caridade mantidas por não-cristãos no mundo civilizado, foram inspiradas pelos cristãos que as tiveram antes.
Mas a igreja não está ativa apenas em caridade institucionalizada; também pratica a caridade particular, que poucas pessoas vêem. As congregações cristãs ajudam a muitas pessoas atribuladas quando mais necessitam de ajuda, e lhes dão novamente esperança. As congregações têm comitês e fundos que são usados para auxiliar os necessitados. Têm comitês que visitam os enfermos e desamparados para levar-lhes ajuda e ânimo. Mas acima de tudo, as congregações cristãs inspiram seus membros individuais a que se dediquem a obras de caridade em sua vizinhança, onde quer que encontrem necessidade. Assim foi desde o cristianismo primitivo, e assim será enquanto houver cristãos. Nesse trabalho os cristãos se inspiram em seu Senhor e Salvador Jesus Cristo, que ia indo e fazendo o bem, conforme o apóstolo Pedro testificou a Cornélio,[14] e conforme as próprias obras de Cristo mostram abundantemente.
        É possível que se faça a seguinte objeção: há muitas coisas que a igreja deveria fazer e não faz, e que há inúmeras oportunidades para serviço cris­tão que igrejas e cristãos individuais passam por al­to. Isto é muito verdade, e o é porque também os cristãos são pecadores. São imperfeitos e tem constante necessidade de pedir a Deus: “Perdoa-nos, Se­nhor, por perdermos tantas oportunidades de fazer o bem e ser luzes para o mundo!”. Mas também é verdade que este mundo seria muito mais escuro, e a miséria física, econômica e social seria muito maior se não fossem as congregações cristãs e os cristãos que a elas pertencem, os quais, em sua maneira im­perfeita, procuram ajudar aos órfãos, confortar as viúvas, auxiliar os aflitos, a1imentar os famintos, visitar os enfermos, e servir a outros que estão em necessidade. Talvez você tenha experimentado esses ser­viços confortadores, ou talvez conhecidos seus os hajam experimentado. Na verdade, algumas pessoas primeiro aprenderam a ver a beleza da religião cristã, nos atos de misericórdia praticados com desprendimento por cristãos. Até incrédulos não gostariam de viver num mundo do qual estivessem removidas todas as influências cristãs. Tal mundo seria lugar cruel, sem coração.



A Igreja Promove Trabalho Missionário em Toda a Parte

        Em Marcos 16.15,16 a Grande Comissão de Cristo à igreja está assim declarada: "Ide por todo o mundo é pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; quem, porém, não crer será condenado”.  É da vontade de Deus a ida de missionários a todo o mundo. É de sua vontade que esperança de salvação seja dada a corações em desespero. É de sua vontade que crentes partilhem com incrédulos, em toda à parte, sua alegria de perdão, sua paz em Cristo, e sua esperança do céu. A obra de enviar esses missionários ­é dever dos cristãos porque os cristãos são as únicas pessoas que se preocupam com a salva­ção dos homens, os únicos dispostos a pagar o preço do envio de missionários. Além disso, Deus tornou essa obra diretamente o dever deles. Ele disse a cada cristão individualmente e a todos os cristãos coletivamente: Ide e ensinai todas as nações. E os cristãos o fizeram desde o tempo dos apóstolos até o dia de hoje. Como resultado, a Palavra de Deus é pregada em todo o mundo.
        Sustento do reino de Deus nos lugares remotos da Terra, projetos que requerem mais do que a sabedoria, a coragem, o tempo e a capacidade financeira de uma pessoa, uma família, ou mesmo de uma congregação inteira, são coisas patrocinadas e ad­ministradas pela igreja. Dessa maneira o cristão individual pode cumprir com os seus deveres unindo-se a outros cristãos na realização das grandes e dispendiosas coisas que requerem esforço combina­do. De sorte que esses deveres mais amplos são cumpridos quando os cristãos se agrupam formando congregações locais e denominações eclesiásticas, e quando realizam a obra de Deus juntos, em paz e harmonia, e com toda a energia de que dispõem.
As pessoas que afirmam serem bons cristãos sem pertencerem a nenhuma igreja, fatalmente negligenciam seus deveres de pregar o evangelho nos lugares distantes da Terra. É a igreja que ajuda o individuo no cumprimento daqueles dos seus deveres que são grandes demais para ele sozinho.
Não se requer grande imaginação para ver que a igreja realiza serviços sem os quais o indivíduo acharia difícil, se não impossível, cumprir seus deveres cristãos, ou mesmo continuar cristão. A pessoa que critica a igreja, ou que a ridiculariza e evita, não faz idéia dos serviços da igreja. Dando a mão à igreja e, aceitando agradecida suas ministrações, essa pessoa encontra bênçãos que a deixam perplexa. Também encontra sempre mais coisas que ela pode fazer, e torna-se cada vez mais disposta a prestar alegre serviço.













III

O QUE OS MEMBROS DA IGREJA PODEM FAZER


A Fé Cristã se Expressa em Serviço Cristão


O cristão quer ser um congregado ativo. É da natureza da fé cristã querer expressar-se em ser­viço cristão. O desejo pode ser forte ou fraco, de­pendendo do vigor da fé. O conhecimento do trabalho da igreja pode ser falho por ausência de instrução prévia, mas onde existe a fé, aí existe o desejo de servir a Deus e ao homem. A natureza de um candeeiro é iluminar, e a natureza do cristão é servir.
Por outro lado, onde não há fé, também não há desejo de servir a Deus. É verdade que o não-cristão pode empenhar-se em trabalhos que parecem bons aos olhos dos homens, mas não são boas obras aos olhos de Deus, porque falta a motivação verdadeira: não são inspiradas pela fé no amor de Deus, pela gratidão ou amor a ele. "Sem fé é impossível agradar a Deus" (Hebreus 11. 6).

Interesse pelo Bem-estar Espiritual
                  Vem em Primeiro Lugar        .
    

        Como congregados fiéis devemos preocupar-nos com o nosso próprio bem estar espiritual. Cristãos podem cair em pecado, e caem. Cristãos também podem perder a fé. O Diabo sempre está presente para assediar-nos com muitas e variadas tentações. Não respeita a ninguém, nem ao crente mais forte ou de maior proeminência. Tentou ao próprio Jesus, e se não respeitou o Mestre, não respeitará os discípulos. O Diabo tentou a Jesus a que se tornas­se materialista e secular, isto e, a que desse importância primacial a coisas terrenas, a comida e bem-estar pessoal. Tentações semelhantes nos vêm to­dos os dias, e muitos cristãos caem nelas. O Diabo tentou a Jesus ao orgulho e à demonstração de poder. Até mesmo o coração do crente é extremamente vulnerável a essas mesmas tentações. Finalmente o Diabo tentou a Jesus à franca idolatria ­- à adoração do Diabo e de tudo o que ele representa. E idolatria no sentido mais amplo é qualquer coisa que se põe entre nós e Deus. Não estamos imunes a ela.
É fato glorioso o de que Jesus resistiu a todas as tentações do Diabo. Se ele não tivesse superado as tentações que o assaltaram, nossa possibilidade de salvação teria sido arruinada. Glória seja dada a Deus: a vitória de Cristo é nossa vitória. Ele não só venceu o Diabo resistindo às tentações dele, mas também sofreu e morreu para que nós pudéssemos viver pe­la fé nele. E Poe intermédio de seu Santo Espírito acende a fé em nossos corações. Devemos cuidar no sentido de manter essa fé pelos meios que Deus proveu para esse fim.

Cristianismo ativo não é possível sem uma sa­lutar preocupação de permanecer firme. Mas essa preocupação não deve assumir a forma de aflição. Não devemos angustiar-nos com nossa salvação; devemos crer que estamos salvos. Acaso Cristo não viveu, sofreu e morreu por nós? Não ressuscitou e subiu ao céu por nós? Nossa salvação está consumada, e podemos estar tão seguros como Paulo de que não a perderemos. Disse Paulo confiantemente, e nós podemos dizê-lo com ele: "Porque eu estou bem certo de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem principados, nem coisas do presente, nem do porvir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar­nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus  nosso Senhor" (Romanos 8.38,39).
Nós também podemos ter a certeza da salva­ção que Paulo teve, se continuamos a fazer uso dos meios da graça que Deus deu para manter-nos firmes. Disse Jesus: "Se vós permanecerdes na minha palavra, sais verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará" (João 8.31-32). Quanto mais ouvirmos e lermos a Palavra de Deus, e quanto mais pedirmos ao Santo Espírito de Deus que nos ajude a entender, crer e segui-la, tanto mais fortes nos tornaremos em nos­sa fé. É assim que Deus o ordenou. Ler e estudar a Palavra de Deus em particular, ouvi-la nos cultos públicos, estudá-la nas classes de es­tudo bíblico, e a participação na Ceia do Senhor são meios providenciados por Deus para termos uma fé cristã mais vigorosa e para maior atividade nossa como membros da igreja. São de fato a base disso. Nossa preocupação em permanecer junto à Palavra é a preocupação por nosso bem-estar espiritual, a que Deus freqüentemente nos admoesta. É grande conforto saber que com Deus ao nosso lado somos mais fortes que o Diabo.


Devemos Ser Bom Exemplo


        Assim que nos tivermos tornados cristãos, temos a responsabilidade de tornar a religião cristã respeitada, tanto entre crentes como entre incrédulos. Ela não será respeitada se os cristãos não inspirarem respeito por ela através de uma vida exemplar. Já se disse que a vida do cristão é a única bíblia que a maioria dos incrédulos conhece. Muito depende do que o incrédulo lê na vida dos cristãos.
        É claro que os cristãos continuarão sendo pecadores, mas pecam por fraqueza, não intencionalmente. Os cristãos estão sujeitos a qualquer pecado. Podem perder o controle e praguejar, mas a linguagem deles não é uma corrente continua de maldições e abuso do nome de Deus. Os cristãos podem enfurecer-se, mas não continuam na fúria e no ódio. Os cristãos por vezes caem nos mais infames pecados, mas não continuam neles. Pelo contrário, arrepende-se, pelo contrario, e pedem perdão a Deus, como fizeram o rei Davi e o apóstolo Pedro. E depois disso tornam-se mais vigilantes e intensificam as orações. É difícil para os cristãos serem para o mundo tipo de exemplo que deveriam ser, e isso porque são pecadores. ­
Mas não há dúvidas quanto aos padrões estabelecidos por Deus: "Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para coloca-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos que se encontram na casa.  Assim bri­lhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mateus 5.13-16). Este é o padrão divino para os cristãos. É elevado, mas pode ser alcançado.
Todas as nossas belas palavras sobre o cristianismo serão perdidas se não vierem acompanhadas de uma vida que apóia as palavras. O incrédulo não da­rá ouvidos ao nosso convite no sentido de que acei­te a Cristo se não vê evidência de que o cristianismo fez algo de valioso por nós. Nossos filhos não serão levados ao seu Senhor e Salvador através de nossa instrução, se não damos evidência de uma fé confiante ou se não mostramos o desejo de servir ao Senhor e Salva­dor Jesus. A pessoa no escritório, ou na loja, ou na rua pode desprezar o cristianismo se sabe que somos cristãos, mas não vivemos como cristãos. Nossa profissão cristã de fé deve ir além de palavras. Deve estar radicada no coração e deve demonstrar-se em nossas palavras e obras diárias. É isto o que nosso Senhor e Salvador espera, e é exatamente isso que todo co­ração crente deseja e pelo que luta, com a ajuda de Deus.


Devemos Servir a Deus e ao Próximo

Cristianismo ativo se expressa em serviço a Deus. Devemos servir a Deus não por obrigação, mas de coração alegre. Mas como é que serviremos a um Deus que de nada precisa? Ele que não carece de ajuda de espécie nenhuma, um Deus ao qual nem sequer podemos ver, e que é dono de tudo, e nos deu tudo o que temos? Sim, como o serviremos? Deus deixa claro que não só o servimos quando lhe rendemos culto, mas também quando prestamos serviço ao próximo. Por ocasião do Juízo Final, Cristo citará as obras pelas quais os crentes tiverem ajudado às pessoas: dar comida ao faminto, dar água ao sedento, demonstrar bondade ao estrangeiro, vestir o pobre, visitar os enfermos e presos.
        Os serviços a serem prestados às pessoas dividem-se em duas categorias: ajuda espiritual e ajuda física. A primeira é a mais importante, mas essa última não deve ser negligenciada.
        O auxílio espiritual busca o fortalecimento dos crentes e a conversão dos incrédulos. A ordem de fazer ambas coisas está contida na Grande Comissão, conforme você viu anteriormente. E assim o crente começa em casa, ensinando a si mesmo e a sua família. Fortalece aos outros cristãos. E vai mais longe para falar aos incrédulos do grande amor de Deus. Alcança pessoalmente aos que pode alcançar, e junto com os outros crentes procura levar a Palavra de Deus ao mundo inteiro.
Também leva ajuda física aos que estão em necessidade, e não nega tempo nem despesa onde quer que possa ajudar. Começa pelos vizinhos e irmãos na fé, mas não para por aí. Onde houver necessidade que possa ser aliviada, está pronto para ajudar, mesmo pelo mundo afora. O próprio Salvador é seu exemplo.
Nem todos os cristãos podem prestar o mesmo tipo de serviço. Mas isso não é necessário nem desejável, mas todos devem servir. O cristão preso a uma cadeira de rodas não pode ajudar na pintura da igre­ja, mas pode orar pelos cristãos, pela congregação e pela igreja em geral, e pelo cumprimento dos propósitos de Deus em todo o mundo. Muitas pessoas em tais situações usaram a mente, o coração e as mãos para Deus, porque amavam a Deus de todo o coração e encontraram maneiras de servi-lo.
Pais que têm filhos pequenos podem não estar em condições de participar de todas as atividades da igreja. O maior serviço deles é educar os filhos para que sejam te­mentes a Deus e úteis, os quais serão uma alegria para Deus e para muita gente. Maior participação nas ativida­des da igreja pode vir quando as crianças estiverem suficientemente crescidas.
O cristão financeiramente pobre não pode dar ofertas que impressionem, mas o que vale é o coração. A história da viúva pobre, registrada em Marcos 12.41-44, indica que a qualidade da oferta não é determinada por sua quantidade, mas pelo espírito que motiva a contribuição. Também o cristão pobre pode ser rico em boas obras, em ora­ção, em testemunhar do amor de Deus, e em coisas semelhantes. Pode ser que o rico não tenha o dom de falar com eloqüência por Cristo, mas as suas contribuições em dinheiro podem ser grandes. E assim poderíamos continuar. A questão é que todo cren­te tem seus talentos, os quais ele deve usar e desenvolver a serviço de Deus e das pessoas. Mau uso ou desuso de talentos é ofensa a Deus, ofensa que ele pune com severidade. Leia Mateus 25.14-30, e você verá que é assim mesmo.


 

 

O Que Podemos Fazer Como Membros da Igreja?


De vez em quando os cristãos falham no devido uso de seus talentos porque não aprenderam co­mo fazer uso deles. Ninguém lhes disse como. De vez em quando as igrejas deixaram de dar ensino apropriado a seus membros. Algumas igrejas en­sinam melhor a esse respeito do que outras. Uma grande denominação eclesiástica explicou a seus membros que o primeiro dever deles é nutrir sua própria vida espiritual pelo uso regular da Palavra de Deus, pelo culto regular com a congregação a que pertencem, e pela freqüente participação na ceia do Senhor. Oração por si mesmo e pelos outros, partilhação dos ganhos com Deus e outras funções foram apresentadas como serviços cristãos fundamentais. Alem disso, deu-se aos membros uma comprida lista de serviços que cristãos podem fazer. São os seguintes:

  1. Serviços da igreja
v  Cumprimentar visitantes
v  Levar pessoas idosas à igreja
v  Servir como organista/tecladista
v  Cantar no coro
v  Servir de indicador de lugar
v  Toma conta da estante de folhetos
v  Preparar o quadro de anúncio
v  Cuidar das toalhas do altar e dos apetrechos da santa ceia
v  Providenciar flores para o altar


  1. Agências educacionais

v  Ser professor(a) de escola dominical
v  Dirigir estudo bíblico
v  Ajudar à escola bíblica de férias.
v  Servir como professor substituto
v  Prestar auxilio áudio-visual
v  Servir como pianista
v  Auxiliar os dirigentes da escola dominical
v  Visitar ausentes e enfermos
v  Auxiliar o jardim da infância


  1. Servir os irmãos (cura d'almas  -  pastoral)

v  Visitar os inválidos, os velhos
v  Visitar membros inativos
v  Conseguir assinantes/leitores para os periódicos/revistas da igreja
v  Ser bibliotecário da biblioteca da igreja
v  Auxiliar enfermos no trabalho doméstico
v  Arranjar emprego para membros da comunidade
v  Responsabilizar-se por um novo congregado  -  apadrinhamento


  1. Trabalho missionário (ganhar pessoas para Jesus)

v  Investigar a vizinhança à procura de pessoas sem igreja
v  Trazer ao culto divino, à escola dominical e à classe de estudos bíblicos Uma pessoa ainda não filhada a igreja. ­
v  Visitar prospectos, fazer chamadas missionárias
v  Distribuir folhetos e livrinhos devocionais
v  Enviar folhetos pelo correio
v  Arranjar fundos para folhetos
v  Visitar pessoas recém entradas na congregação
v  Falar a pessoas sobre os programas que a igreja tem na rádio ou televisão
v  Fazer palestras missionárias
v  Colocar tabuletas da igreja e cuidar dela  -  marketing
v  Colocar em lugares públicos convites para os cultos divinos     .
v  Comprar livros ou revistas cristãs para bibliotecas públicas
v  Ser repórter das notícias da igreja
v  Auxiliar missões institucionais


  1. Trabalho entre os jovens

v  Servir como conselheiro de grupos juvenis
v  Ajudar no sentido de que todos os jovens se inscrevam no programa juvenil da igreja
v  Cantar
v  Cantar no coro dos jovens
v  Auxiliar o clube das moças
v  Auxiliar o clube dos moços
v  Ser diretor(a) de teatro

  1. Trabalho entre os adultos

v  Ajudar nas seguintes atividades educacionais, missionárias e de beneficência:
v  Clube dos casados
v  Círculo das mães
v  Organização de pais e mestres
v  Grupo de estudos missionários
v  Clube dos homens
v  Liga das Servas
v  Sociedade Auxiliadora Feminina


  1. Educação avançada para o trabalho cristão

v  Classe Bíblica
v  Foros Congregacionais
v  Classes de treinamento de professores de escola dominical
v  Instituto bíblico
v  Conferencias de lideres da juventude
v  Seminários de leigos



  1. Comunhão cristã

v  Dirigir atividades teatrais
v  Ajudar em reuniões de comunhão (noite familiar etc.)
v  Visitar famílias novas da congregação
v  Auxiliar em conferencias, reuniões, piqueniques, etc.


9.   Escritório da igreja

v  Ajudar a imprimir material de estudos bíblicos, etc.
v  Ajudar no registro
v  Ajudar no despacho de correspondências
v  imprimir boletins/informativos
v  Tomar conta do telefone


  1. Cuidar da propriedade da igreja

v  Limpeza da igreja
v  Consertos e arrumações
v  Terrenos da igreja
v  Cuidar das vestimentas de coralistas, comissão de altar, etc.


Nem mesmo a comprida lista acima exaure as possibilidades, especialmente nos serviços que se nos deparam em nosso contato diário com os crentes e os não-convertidos. Mas apresenta uma res­posta útil à velha pergunta do crente: "Que farei, Senhor?" (Atos 22.10). Com certeza numa lista co­mo a que acabamos de citar, quase todo cristão encontrará algo que ele pode fazer. E se não pode fazer essas coisas, em todo caso pode falar por seu Senhor e orar pelos demais crentes e pelos incrédulos que o cercam. "A seara na verdade é grande, mas os trabalhadores são poucos.  Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara" (Mateus 9.37,38). Cada cristão pode di­zer com seriedade: “Eis-me aqui, envia-me a mim" (Isaías 6.8). 

Podemos Encorajar os Pastores e

Professores da Nossa Igreja


 O relacionamento entre os membros da igreja e seus pastores e professores deve ser estreito e congenial. Pastores e professores da Comunidade não constituem uma casta dominante separada na igreja, mas formam uma parte da congregação. Todavia, eles foram chama­dos para trabalho espiritual de tempo integral e pa­ra a realização de certas funções oficiais e públicas da igreja. Seu trabalho é difícil, porque o Diabo se opõe à obra cristã e a obstaculiza onde quer que pode. Ele odeia os pastores e professores cristãos quase tanto como ao próprio Deus.
           As congregações cristãs e os membros individuais das congregações devem estar prontos a qual­quer tempo a auxiliarem seus servos chamados no trabalho deles. Participação ativa no trabalho da igreja é uma das maneiras em que tal ajuda pode ser dada. Mas, além disso, orações freqüentes e fervorosas devem subir ao trono de Deus pelos pasto­res e professores. Quando são criticados injusta­mente ou caluniados, os paroquianos devem levantar-se como um só homem para defendê-los.Tam­bem o espírito deles deve ser erguido com uma pa­lavra encorajadora de tempos em tempos. Uma pa­lavra bondosa falada no momento acertado é um tônico, e desse tônico os pastores e professores da igreja necessitam como todos nós. Nossos pastores e professores fazem mais por nós e nossas famílias do que nossos advogados e agentes de seguro ou ou­tros profissionais.  Cabe-nos, então, mostrar que os servi­ços deles, feitos com desprendimento, são aprecia­dos.
  Também é preciso que se dê a devida atenção às necessidades físicas dos servos de tempo integral da igreja. Congregações e indivíduos um dia terão que responder a Deus sobre o que fizeram nesse respeito. Essas necessidades serão suprimidas se houver verdadeiro amor aos pastores e professores, se os considerarmos como servos de Deus que trazem a nós e a nossos filhos a palavra da Vida, e se orarmos por eles.
  Nossos deveres para com os pastores e professores são claramente enunciados na Escritura:
"Mas aquele que está sendo instruído na palavra faça participante de toda as coisas boas aquele que instruiu. Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará”. (Gálatas 6. 6,7).
"Devem ser considerados merecedores de do­brada honra os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o grão. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário" (1 Timóteo 5.17,18).
"Agora vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós, e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros”. (I Tessalonicenses 5.1,13).
"Obedecei aos vossos guias, e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros" (Hebreus 13. 17).
Quanto mais ajudamos a aliviar os fardos de nossos pastores e professores, tanto mais eficiente­mente poderão eles trabalhar, e com tanto mais eficiência edificaremos o reino de Deus. Trabalho de equipe é tão importante na igreja como em outras atividades.                                   ­


Coloque as Coisas Mais Importantes em Primeiro Lugar


Há diversas espécies de trabalho no reino de Deus. De­vemos fazer a nossa parte com energia e entusias­mo. O próprio Jesus Cristo é nosso exemplo do tra­balhador sério do reino. Ele disse: "É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, en­quanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo" (João 9.4,5). Esse é o espírito que os se­guidores de Cristo devem cultivar.
Jesus também nos serve de exemplo na escolha do trabalho no reino. Sabia o que era importante, o que contava. Seguindo-o, veremos que nossos de­veres e atividades se tornarão mais claros com o passar do tempo. Não alcançaremos a perfeição na Terra, mas trabalharemos rumo a perfeição, saben­do que no céu todas as imperfeições desaparecerão e que lá estará corrigido tudo quanto aqui está er­rado. Como cristãos estaremos determinados a rea­lizar particularmente os seguintes trabalhos funda­mentais:

1. Viveremos pacificamente com irmãos e irmãs no Senhor. Brigas e divisões que ocorrem na igreja não são parte da obra de Deus, mas antes parte da destruição causada pelo Diabo. Os cristãos sempre devem procurar a paz, como o apóstolo Paulo admoesta os cristãos de Corinto: "Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor. Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo pa­recer. Pois a vosso respeito, meus irmãos fui infor­mado, pelos da casa de Cloe, de que há contendas en­tre vós. Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Acaso Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós, ou fostes porventura, batizados em nome de Paulo?" (1 Coríntios 1.9-13). Aqui Paulo adverte contra dissensões e divisões, es­pecialmente divisões por causa das diferentes pessoas e personalidades empenhadas na obra do Senhor. O Senhor não está dividido, e por essa razão todos os cristãos devem unir-se em servi-lo, mantendo em plano recuado considerações humanas. E assim o apóstolo Paulo conclui sua exortação no mesmo capítulo, versí­culos 30 e 31: "Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Se­nhor" .        '       .
Quanto mais nos gloriarmos no Senhor, e quan­to mais procurarmos a sua glória, tanto mais pací­ficos seremos como indivíduos, e tanto mais pacíficos serão nossos lares e igrejas.
2. Admoestar-nos-emos e nos fortaleceremos uns aos outros. Uma das tarefas mais duras do cristão é admoestar o irmão que necessita ser admoestado.
        Nem sempre é o caso de sermos relaxados no cumprimento do dever. Sentimo-nos humildes com respeito aos nossos próprios pecados e em vista disso é provável pensarmos da seguinte maneira: “Quem sou eu para admoestar o irmão? Também sou pecador, e talvez pior do que ele” Ou tememos que com a admoestação venhamos a perder a amizade do irmão. E assim negligenciamos o nosso dever e perdemos uma oportunidade de ajudar a manter o irmão no caminho da vida. É claro que a admoestação sempre deve proceder do amor, jamais de orgulho, ou daquela atitude do “eu sou melhor do que você”. Se amamos o irmão no Senhor suficientemente, se estamos suficientemente em sua salvação, também seremos capazes de vencer a dificuldade da admoestação, quando esta se torna necessária. “E, tu quando te convertestes, confirma os teus irmãos”, disse Cristo. (Lucas 22.32).
O profeta Ezequiel formula as necessidades de admoestação da seguinte maneira: “Quando eu disser ao perverso: Certamente morrerás; e tu não o avisares, e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrera na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei. Mas, se avisares o perverso, e ele não se converter da sua maldade e do seu caminho perverso, ele morrera na sua iniqüidade, mas tu salvaste a tua alma. Também quando o justo desviar da justiça, e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrera; visto que não o avisaste, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não serão lembradas, mas o seu sangue da tua mão o requererei. No entanto se tu avisares o justo, para que não peque, e ele  não pecar, certa­mente viverá  porque foi avisado e tu salvaste a tua alma" (Ezequiel 3.18-21).
Assim está c1aro que temos, como cristãos, uma responsabilidade definida pela salvação dos outros, tanto dos crentes como dos incrédulos. Cabe-nos ad­moestar os incrédulos, e devemos admoestar os cren­tes que se desviam. Esse é um dos deveres principais como cristãos, e como tal o aceitamos quando chegamos à fé em nosso Salvador.
3. Testemunharemos de Cristo em toda à parte. Não existe ilustração mais bela da necessidade de teste­munhar do que a história do apóstolo Pedro e João em Atos 3 e 4. Pedro e João haviam ido ao templo para orar. Lá encontraram um paralítico ao qual Pedro curou em no­me de Cristo. Em conexão com a cura, Pedro e João testemunharam de Jésus, e em conseqüência disso fo­ram presos. Na manhã seguinte foram postos diante das autoridades de Israel para prestarem contas de si, e aqui mais uma vez testemunharam de Cristo. Disseram a seus acusadores autojustos: "E não há salvação em nenhum outro (senão em Cristo); porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que seja­mos salvos" (Atos 4.12).
As autoridades não sabiam o que fazer. Muitas pessoas creram em Cristo, e as autoridades queriam impedir que a nova doutrina continuasse a ser di­fundida. Mas temiam fazer violência a Pedro e João. Confabularam, e finalmente ordenaram que Pedro e João se calassem e não mais falassem sobre Je­sus. Pedro e João disseram corajosamente: "Nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos" (Atos 4.20). Estavam tão plenos de gratidão a Deus, e seu amor ao Salvador era tão forte, que nem mesmo a ameaça de prisão ou morte podia fazê-los parar. Se a nossa fé é o que deve ser, tam­bém testemunharemos do grande amor de Deus aos pecadores em casa, na igreja, na escola, na lavoura, no escritório ou na loja, entre nossos parentes e amigos, onde quer que haja pessoas. Testemunhar é imperioso para o cris­tão - ele não pode evitá-lo. Quanto maior a fé, tanto maior a imperiosidade.
4. Daremos ofertas generosas para o reino de Deus. Ofertar para o reino de Deus é parte essencial da obra cristã, mas não pode manter-se por si mesma. Para que nossas ofertas sejam aceitáveis, elas devem nascer do nosso amor a Deus. Deus não está satisfeito com qualquer ofertante, mas com aquele que dá (oferta) com alegria, de acordo com 2 Coríntios 9.7. Dar com alegria pressupõe forte amor a Deus, fé vigorosa. Dádivas que são realmen­te sacrifícios vêm de corações que apreciam inteira­mente o sacrifício de Cristo pelos homens pecadores. Mesmo as nossas melhores ofertas devem proceder do espírito expresso em Lucas 17.10: "Somos ser­vos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer".
   Se temos o verdadeiro espírito, não teremos grande dificuldade em dar (ofertar) regularmente e na medi­da em que Deus nos faz prosperar. Ver 1 Coríntios 16.2; Deuteronômio 16.17; Mateus 10.8. Daremos sem exibicionismo, isto é, sem essa de querer aparecer. Será de acordo com Mateus 6.3: "Ignore a tua esquerda o que faz a tua direita." E também colheremos as bênçãos que Deus prometeu em Malaquias 3.8-12, não porque as tenhamos merecido, mas porque Deus é bom acima de toda medida em abençoar-nos.
O trabalho cristão é parte da fé cristã tão certo como o calor faz parte do sol. Decorre do a­mor de Deus por nós,  e é possível apenas em virtude deste amor. Se nos lembramos disso, nossas boas obras procederão dos motivos corretos, e se dirigirão a finalidades certas.
Quão glorioso é o nosso Deus, e como deve amar-nos a ponto de nos permitir que servimos a ele e ao próximo!


IV


DESCULPAS QUE DEUS NÃO ACEITA

Muitas pessoas apresentam surpreendente habilidade para encontrar escusas que expliquem o fato de não se filiarem a uma igreja. Ou, se pertencem a uma igreja, surpreendente habilidade para explicar porque se esquivam de seus deveres, e destruindo suas bênçãos. É fácil encontrar escusas, mas acontece que elas não resolvem o problema, nem aliviam a consciência. Muitas das escusas para evitar a igreja são de tal maneira trivais, que nem sequer merecem ser mencionadas. Mas algumas delas devem ser examinadas mais detidamente.
 
É possível que os elevados ideais da igreja assustem você

Podemos esperar que qualquer pessoa humilde fique assombrada com os elevados ideais que Deus propõe ao cristão. "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento... Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mateus 22.37,39). Você sabe que não pode cumprir isso. Acaso deve, por isso, evitar o cristianismo?
Da mesma forma qualquer pessoa humilde se assustará com os elevados ideais da igreja cristã. Estes ideais foram descritos com certa extensão nes­se livrinho. São breve e claramente sumariados da seguinte maneira em "O Peregrino", publicado pe­la Pilgrim Lutheran Church, St. Louis, Missúri:
1. "A igreja proclama a maior história de todos os tempos - que Deus amou o mundo de tal ma­neira, que deu o seu Filho para redimir a nós cria­turas perdidas e condenadas; que na cruz o Salvador libertou toda a humanidade do pecado, da culpa e do medo do julgamento perante Deus.
2. "A igreja providencia um lugar de adoração di­vina - um lar espiritual para as nossas almas imor­tais; lugar para o desenvolvimento do caráter da família que você tem. ­
3. "A igreja educa para a eternidade os filhos que você tem  -  ensinando-lhes o caminho à vida eterna, fami­liarizando-os com a verdade de Deus.
4. "A igreja edifica o fundamento para o melhor modo de vida - para comunhão cristã e mútua compreensão; para a alegria do serviço e do compar­tilhar cristãos.     .
5. "A igreja conforta você nas horas mais sombrias da vida - quando a morte rouba alguém da fa­mília; quando você mesmo tiver de atravessar o vale da morte. ­  
6. “A igreja estende sua mão benévola - para levares esperança e paz a um mundo desesperado; para abrigar os necessitados, alimentar os famintos.
7. "A igreja envia missionários a todas as partes do mundo - para implantar esperança em "corações desesperados; para compartilhar com os que andam à procura de algo na escuridão os tesouros eternos do perdão, da paz, do céu”.

Aqui você tem os ideais da igreja e do trabalho dela. É fácil ver as implicações da filiação a uma igreja com esses ideais e com esse programa amplo. Você participa­ria de todo esse programa. O trabalho da igreja seria seu trabalho. Espera-se que você confesse a sua fé, renda culto, regularmente, com outros cristãos, que dê aos seus filhos educação e ensino cris­tãos, fale aos seus amigos sobre Cristo, ajude a enviar missionários cristãos a todo o mundo, ore pela sua igreja, dê exemplo de vida piedosa, para que as pessoas vejam as boas obras que você faz e glorifiquem o seu Pai que está no céu.  É um programa amplo, mas ele não deve assustar você.
Acaso nos recusamos a comprar uma casa por­que não estamos em condições de adquirir a melhor? Deixamos de trabalhar porque não podemos ocupar a melhor posição disponível? Se nos propomos ide­ais elevados, há esperança de alcançarmos alguma altitude de nobreza de alma, pela graça divina. Se fugimos de ideais elevados, desceremos continuamen­te. Henry Ward Beecher fez uma notável declaração nessa matéria ao dizer: "A igreja não é galeria para a exibição de cristãos eminentes, mas escola para a educação dos cristãos imperfeitos".
É por isso que você precisa da igreja, você e todos as outras pessoas, para aprender, para crescer espiritualmente, para ver a Deus mais claramente, para amá-lo mais ternamente, para segui-lo mais de perto. Você estudará, aprenderá e orará junto com outras pessoas; A sua fé não só se­rá mantida pela Palavra de Deus, mas crescerá com a graça de Deus. Você receberá encorajamento ajuda e orientação de outros na educação dos filhos, no testemunho a favor de Cristo, e em outras obras cristãs. A exemplo das asas da avezinha que acaba de empenar-se, as asas em você se tornarão mais fortes e, ainda que nesta vida você jamais alcançará os elevados ideais propostos por Deus, você crescerá no rumo deles, e você terá diante de si a perspectiva da perfeição celeste. Na Terra o cristão vive na fé, lutando pela perfeição, mas jamais a alcançando. No céu, veremos a Deus face a face, em perfeita justiça e santidade.
De sorte que os elevados ideais da igreja não constituem razão para evitá-la, mas para unir-se a ela e participar de seu trabalho.



Talvez Você Alegue as Imperfeições da Igreja


É surpreendente o número de pessoas que levan­tam objeções contra a idéia de se unirem à igreja, ou que se escusam na hora de abandoná-la, porque a igreja é imperfeita. "Sou tão bom quanto as pessoas que pertencem à sua igreja", dirão elas. Pode acontecer até que se refiram a membros da igreja com os quais não estão dispostos a associar-se.
Há um sério defeito neste argumento. Podemos sus­peitar que alguns dos que lançam mão dele não sabem melhor. Pelo menos não procedem de ma­neira semelhante em outras áreas da vida. Não evi­tam mecânicos de automóveis só porque alguns são incompetentes. Não evitam advogados só porque al­guns são rábulas. Não abrem mão das vantagens da cidadania só porque alguns cidadãos são traidores. Não evitam restaurantes só porque alguns pecam em matéria de higiene. E certamente não evitam dinhei­ro só porque algum dinheiro pode ser falso.
Evitar a filiação eclesiástica porque alguns mem­bros da igreja são indignos pode firmar-se na no­ção errônea de que o objetante é perfeito, de que não necessita de um Cristo, um Salvador. Nessa hipótese cabe o auto-exame. Deus não tem utilidade para o auto-justo. Pessoas que têm consciência de seus próprios pecados são caridosas no julgamento dos pecados alheios. O orgulhoso deve lembrar-se de que a auto-justiça é pecado que exclui do céu tão cer­tamente como o adultério, a desonestidade ou qual­quer outro pecado do qual a pessoa não se arrepende.
Talvez aquele que objeta não tenha fé na capa­cidade da igreja para ajudar ao pecador. Deve lem­brar que a fé em Jesus Cristo não torna o crente perfeito por direito próprio, ainda que é santo aos olhos de Deus. Mas a fé dá ao crente motivação e força para lutar contra o pecado e servir a seu Se­nhor, por imperfeitos que possam ser os seus esfor­ços. Filiar-se à igreja pelo menos é uma confissão de que se está do lado do Senhor e de que se deseja crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Por outro lado, opor-se à Igreja Cristã por ser ela imperfeita indica uma re­cusa a aproximar-se o suficiente para ser influencia­do por Deus e sua Palavra.
O que admira não é o fato de haver cristãos fracos ou mesmo hipócritas na igreja. O espantoso é que Deus realiza a sua obra maravilhosa de salvar almas por meio de crentes imperfeitos, os quais por sua vez têm necessidade de serem constantemente fortalecidos e erguidos por ele.
A objeção contra membros imperfeitos da igre­ja é, em si mesma, uma admissão de que a Igreja Cristã tem ideais elevados; que ela eleva os padrões de amor e moralidade, e que a fé cristã transforma as pessoas para melhor. Se não fosse isso que se espera, por que então queixar-se de que os resulta­dos não são evidentes em cada caso?
Difamar e evitar a igreja é como sujar uma vidraça brilhante. Unir-se à igreja e trabalhar por Cristo de coração devotado, é como polir a vidraça, para que a graça de Deus possa transluzir com bri­lho cada vez mais intenso e alcançar número cada vez maior de pessoas. Em lugar da atitude de criticar, você deve preferir a de pedir a Deus que você possa ser um cristão do seu agrado, e que possa ocupar o seu lugar lado a lado com aqueles que confessam seu Senhor e Sal­vador e que formam a espinha dorsal da justiça e da decência na congregação e no país.

 

Outras Escusas Possíveis


Receio dos elevados ideais da igreja ou crítica de suas imperfeições são as duas escusas principais para evitar a igreja. Mas há inúmeras outras.
Talvez você não goste do pastor, como se Deus qui­sesse que julgássemos nossas responsabilidades de acordo com o nosso gostar ou não-gostar. Se o pas­tor crê na Palavra de Deus, a ensina e se conduz de acordo, é, apesar de todas as suas fraquezas e im­perfeições pecaminosas, homem de Deus digno de ser ouvido e seguido. O pastor não é a igreja, rnas apenas o servo dela. A igreja é a comunidade de cristãos que se reuniram para render culto e crescer na graça e no conhecimento de seu Senhor e Salva­dor Jesus Cristo. Você deve pertencer a ela, sustentar seu pastor e seus professores, e ser paciente com as faltas deles.
Talvez você pense que está demasiadamente ocupa­do para ir à igreja, ou que precisa do domingo para recreação e descanso. Se é assim, você está excessivamente ocupado para poder bem de si mesmo. Você deveria organizar o trabalho e a recrea­ção de modo a poder atender o seu dever primacial para com Deus bem como as necessidades primordiais que você tem. Ninguém pode fazer tudo o que devia fazer ou tudo o que desejaria fazer. Devemos esco­lher, e na escolha devemos pôr as coisas principais em primeiro lugar. Todos devem trabalhar para o seu sustento, mas ninguém tem o direito de negli­genciar coisas espirituais por causa do trabalho. A recreação é necessária para a saúde e é agradável a Deus, mas ninguém tem o direito de permitir que a recreação interfira nos seus deveres para com Deus e os homens. Disponha o trabalho e a recreação de modo a não eliminar a Deus de sua vida. Se você não proceder assim, pode acontecer que venha a perder os benefícios do trabalho e da recreação. Procure em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça (Mateus 6.33). Talvez você pense que as pessoas filiadas às igrejas são frias e inamistosas. E você pessoalmente, como é? A frieza e distância podem estar em você. Procure aproximar-se dos outros com calor e sinceridade, e observe a diferença que isso produz. Pode ser que sejam tão tímidos para falar com você, como você o é para falar com eles. A vida social suave é rua de duas mãos.[15] Mas em qualquer caso não tente escusar a sua própria negligência culpando os outros. Sua escusa não ficará de pé diante de Deus, que considera a cada pessoa responsável por seus atos.
Estas de forma alguma são todas as escusas, mas todas elas se baseiam em uma de três concep­ções errôneas: que os ideais da igreja são demasia­damente elevados; que os membros das igrejas não vivem de acordo com seus ideais; ou que a filiação eclesiástica é desnecessária. Mas nenhuma desculpa por não pertencer à igreja ou por ser negligente nos deveres de membro da igreja é válida diante de Deus. A pessoa que não sente necessidade da igreja, que não sente necessidade de render culto, geralmente não sente responsabilidade para com Deus, e suas escu­sas constituem mero estratagema para sa1var as a­parêcias. É fácil encontrar escusas, mas freqüente­mente significam apenas que se tenta acalmar uma consciência inquieta. As escusas nascem da indiferença espiritual, e em quase todos os casos seria mais honesto dizer: "Não me interessa. Nada quero saber a respeito de Deus, de sua palavra e de sua vontade. Não quero ir à igreja. Prefiro pecar, e não quero ser responsável a Deus".
Não podemos escapar dos fatos óbvios: a igreja foi fundada por Jesus Cristo, o Filho de Deus, e sobre ele repousa os cristãos de todas as épocas deram o exemplo de fundar congregações locais pa­ra a finalidade de levar avante a obra de Cristo; con­gregações se uniram formando corpos ou denomina­ções mais amplos, para levar avante a missão mun­dial da igreja; a igreja tem sido instrumental no es­tabelecimento de instituições educacionais e benefi­centes de toda espécie, porque reconheceu sua res­ponsabilidade para com os homens, tanto em maté­ria espiritual como em coisas terrenas; a igreja sa­ra almas atribuladas, admoesta os que erram, con­forta os abatidos, e aponta aos agonizantes o eterno lar do céu; a igreja prega a Palavra de Deus em to­da à parte, não com propósitos egoístas, mas por causa do amor a almas perdidas; através das idades­ a igreja tem oferecido uma comunhão  aos crentes; a igreja defendeu as coisas permanentes da vida, fé e confiança em Deus, gratidão por sua misericórdia, ordem e obediência, submissão a Deus e oração, a­mor ao próximo. Onde houve falhas, o que falhou não foi à igreja como instituição divina; falharam algumas pessoas que constituíam parte integrante da organização externa da igreja, pois Deus jamais fa­lha.
Não se engane: você necessita da igreja pelos ser­viços que ela oferece, e para que você possa cumprir com as responsabilidades que Deus deu a você. Em certo sen­tido a igreja também precisa de você. Ela tem neces­sidade de que você se una a ela em sua adoração e na batalha contra o pecado e mal deste mundo. Mas dizer que a igreja precisa de você é apenas outra ma­neira de dizer que você precisa da igreja. Você precisa da igreja porque tem necessidade de Deus e de sua Pa­lavra; você precisa da igreja porque Deus diz que você precisa dela, e ele a estabeleceu para assegurar provi­mento para as suas necessidades espirituais e eternas; você precisa da igreja porque quer estar ao lado de Deus. Cristo diz que aquele que não está com ele é contra ele. Você precisa da igreja porque não pode ser feliz sem Deus, e a igreja ajuda você a viver com ele e para ele.


-----: o O o :-----



Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Amado Pai celestial, Criador e Mantenedor de todas as coisas, tu nos fizeste para Ti!  Tu, que és amor puro e infinito, te dignaste a criar-nos, dando-nos corpo e alma, razão, todos os membros e sentidos. Fomos feitos para viver em tua presença. Basta pensarmos um pouco, e logo descobrimos que longe de Ti a nossa vida não tem paz nem sentido válido. Teu Filho Jesus veio a nós, e, revestido de carne e osso, revela-nos o teu coração paternal.
Dá-nos, ó Pai amado, profunda confiança nesta mensagem para podermos a toda hora andar contigo, com alegria e desembaraço.
Dá-nos esta fé para termos a correta visão do mundo, das pessoas e das coisas que nos cercam.
Que em meio à agitação e ao corre-corre possamos viver como teus filhos amados, investindo em teu projeto tudo o que somos e temos!
Somos teus, SENHOR.
Dirige-nos! Converte-nos pela virtude do teu Santo Espírito!
Alegra-nos com a tua presença amiga, orientadora e abençoadora!
Em Cristo Jesus! Amém!




[1] KRAMER, Wm. Teu melhor investimento. Porto Alegre, Casa Publicadora Concórdia, 1970. Trad. Arnaldo Schüler. Todas as notas desta edição são de autoria do Pastor Ivo Dreyer.
[2] A palavra “crente” assumiu conotação pejorativa devido a grupos fanáticos, que consideram a sua própria igreja como “a igreja”. Mas “crente”, em si, é todo aquele que crê. Portanto, toda a pessoa que confia no Salvador Jesus, é crente, não importa a sua filiação eclesiástica.
[3] Mateus 7.13.
[4] Dados anteriores a 1970.
[5] Pregador e escritor inglês (1628-1688). Autor de “O Peregrino”.
[6] Quando Cristo afirmou ser o Filho de Deus, estava reivindicando para si a mesma natureza do Pai. Se o Pai é Deus, o Filho também é Deus: João 5.18,23.
[7] Também aos súper-crentes.
[8] Mateus 6.33.
[9] Mateus 28.19-20.
[10] É um caso análogo ao de casais humanos pecadores que levam avante a obra da criação ordenada por Deus,  quando geram uma nova vida.
[11] Leia, por exemplo, as histórias de cristãos sob as perseguições de alguns imperadores romanos; ou as cruéis perseguições deflagradas na extinta URSS, conforme relatadas em “Torturado Por Amor a Cristo”, de Richard Wurmbrand.
[12] Veja Mateus 28.19-20.
[13] A Bíblia Sagrada.
[14] Atos 10.38
[15] Isto é, da maneira como você tratar as pessoas, elas tratarão você. Leia Mateus 7.12.

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EIDAM ELIEU RADINS ELIEZE GUDE ELIMINATÓRIAS ELISEU TEICHMANN ELMER FLOR ELMER T. JAGNOW EMÉRITO EMERSON C. IENKE EMOÇÃO EN ENCARNAÇÃO ENCENAÇÃO ENCONTRO ENCONTRO DE CRIANÇA 2014 ENCONTRO DE CRIANÇAS 2015 ENCONTRO DE CRIANÇAS 2016 ENCONTRO PAROQUIAL DE FAMILIA ENCONTROCORAL ENFERMO ENGANO ENSAIO ENSINO ENTRADA TRIUNFAL ENVELHECER EPIFANIA ERA INCONCLUSA ERNI KREBS ERNÍ W. SEIBERT ERVINO M. SPITZER ESBOÇO ESCATOLOGIA ESCO ESCOLAS CRISTÃS ESCOLÁSTICA ESCOLINHA ESCOLINHA DOMINICAL ESDRAS ESMIRNA ESPADA DE DOIS GUMES ESPIRITISMO ESPÍRITO SANTO ESPIRITUALIDADE ESPÍSTOLA ESPORTE ESTAÇÃODAFÉ ESTAGIÁRIO ESTAGIÁRIOS ESTATUTOS ESTER ESTER 6-10 ESTRADA estudo ESTUDO BÍBLICO ESTUDO DIRIGIDO ESTUDO HOMILÉTICO ÉTICA EVANDRO BÜNCHEN EVANGELHO EVANGÉLICO EVANGELISMO EVERSON G. HAAS EVERSON GASS EVERVAL LUCAS EVOLUÇÃO ÊX EX 14 EX 17.1-17 EX 20.1-17 EX 24.3-11 EX 24.8-18 EXALTAREI EXAME EXCLUSÃO EXEGÉTICO EXORTAÇÃO EZ 37.1-14 EZEQUIEL BLUM Fabiano FÁBIO A. NEUMANN FÁBIO REINKE FALECIMENTO FALSIDADE FAMÍLIA FARISEU FELIPE AQUINO FELIPENSES FESTA FESTA DA COLHEITA FICHA FILADÉLFIA FILHO DO HOMEM FILHO PRÓDIGO FILHOS FILIPE FILOSOFIA FINADOS FLÁVIO L. HORLLE FLÁVIO SONNTAG FLOR DA SERRA FLORES Formatura FÓRMULA DE CONCÓRDIA Fotos FOTOS ALTO ALEGRE FOTOS CONGRESSO DE SERVAS 2010 FOTOS CONGRESSO DE SERVAS 2012 FOTOS ENCONTRO DE CRIANÇA 2012 FOTOS ENCONTRO DE CRIANÇAS 2013 FOTOS ENCONTRO ESPORTIVO 2012 FOTOS FLOR DA SERRA FOTOS P172 FOTOS P34 FOTOS PARECIS FOTOS PROGRAMA DE NATAL P34 FP 2.5-11 FP 3 FP 4.4-7 FP 4.4-9 FRANCIS HOFIMANN FRASES FREDERICK KEMPER FREUD FRUTOS DO ES GÁLATAS GALILEU GALILEI GATO PRETO GAÚCHA GELSON NERI BOURCKHARDT GENESIS GÊNESIS 32.22-30 GENTIO GEOMAR MARTINS GEORGE KRAUS GERHARD GRASEL GERSON D. BLOCH GERSON L. LINDEN GERSON ZSCHORNACK GILBERTO C. WEBER GILBERTO V. DA SILVA GINCANAS GL 1.1-10 GL 1.11-24 GL 2.15-21 GL 3.10-14 GL 3.23-4.1-7 GL 5.1 GL 5.22-23 GL 6.6-10 GLAYDSON SOUZA FREIRE GLEISSON R. SCHMIDT GN 01 GN 1-50 GN 1.1-2.3 GN 12.1-9 GN 15.1-6 GN 2.18-25 GN 21.1-20 GN 3.14-16 GN 32 GN 45-50 GN 50.15-21 GRAÇA DIVINA GRATIDÃO GREGÓRIO MAGNO GRUPO GUSTAF WINGREN GUSTAVO D. SCHROCK HB 11.1-3; 8-16 HB 12 HB 12.1-8 HB 2.1-13 HB 4.14-16 5.7-9 HC 1.1-3 HC 2.1-4 HÉLIO ALABARSE HERIVELTON REGIANI HERMENÊUTICA HINÁRIO HINO HISTÓRIA HISTÓRIA DA IGREJA ANTIGA E MEDIEVAL HISTÓRIA DO NATAL HISTORINHAS BÍBLICAS HL 10 HL 164 HOMILÉTICA HOMOSSEXUALISMO HORA LUTERANA HORST KUCHENBECKER HORST S MUSSKOPF HUMOR IDOSO IECLB IELB IGREJA IGREJA CRISTÃ IGREJAS ILUSTRAÇÃO IMAGEM IN MEMORIAN INAUGURAÇÃO ÍNDIO INFANTIL INFERNO INFORMATIVO INSTALAÇÃO INSTRUÇÃO INTRODUÇÃO A BÍBLIA INVESTIMENTO INVOCAÇÕES IRINEU DE LYON IRMÃO FALTOSO IROMAR SCHREIBER IS 12.2-6 IS 40.1-11 IS 42.14-21 IS 44.6-8 IS 5.1-7 IS 50.4-9 IS 52.13-53-12 IS 53.10-12 IS 58.5-9a IS 61.1-9 IS 61.10-11 IS 63.16 IS 64.1-8 ISACK KISTER BINOW ISAGOGE ISAÍAS ISAQUE IURD IVONELDE S. TEIXEIRA JACK CASCIONE JACSON J. OLLMANN JARBAS HOFFIMANN JEAN P. DE OLIVEIRA JECA JELB JELB DIVAGUA JEOVÁ JESUS JN JO JO 1 JO 10.1-21 JO 11.1-53 JO 14 JO 14.1-14 JO 14.15-21 JO 14.19 JO 15.5 JO 18.1-42 JO 2 JO 20.19-31 JO 20.8 JO 3.1-17 JO 4 JO 4.5-30 JO 5.19-47 JO 6 JO 6.1-15 JO 6.51-58 JO 7.37-39 JO 9.1-41 JOÃO JOÃO 20.19-31 JOÃO C. SCHMIDT JOÃO C. TOMM JOÃO N. FAZIONI JOEL RENATO SCHACHT JOÊNIO JOSÉ HUWER JOGOS DE AZAR JOGRAL JOHN WILCH JONAS JONAS N. GLIENKE JONAS VERGARA JOSE A. DALCERO JOSÉ ACÁCIO SANTANA JOSE CARLOS P. DOS SANTOS JOSÉ ERALDO SCHULZ JOSÉ H. DE A. MIRANDA JOSÉ I.F. DA SILVA JOSUÉ ROHLOFF JOVENS JR JR 28.5-9 JR 3 JR 31.1-6 JUAREZ BORCARTE JUDAS JUDAS ISCARIOTES JUDAS TADEU JUMENTINHO JUSTIFICAÇÃO JUVENTUDE KARL BARTH KEN SCHURB KRETZMANN LAERTE KOHLS LAODICÉIA LAR LC 12.32-40 LC 15.1-10 LC 15.11-32 LC 16.1-15 LC 17.1-10 LC 17.11-19 LC 19 LC 19.28-40 LC 2.1-14 LC 23.26-43 LC 24 LC 24.13-35 LC 3.1-14 LC 5 LC 6.32-36 LC 7 LC 7.1-10 LC 7.11-16 LC 7.11-17 LC 9.51-62 LEANDRO D. HÜBNER LEANDRO HUBNER LEI LEIGO LEIGOS LEITORES LEITURA LEITURAS LEMA LENSKI LEOCIR D. DALMANN LEONARDO RAASCH LEOPOLDO HEIMANN LEPROSOS LETRA LEUPOLD LIBERDADE CRISTÃ LIDER LIDERANÇA LILIAN LINDOLFO PIEPER LINK LITANIA LITURGIA LITURGIA DE ADVENTO LITURGIA DE ASCENSÃO LITURGIA DE CONFIRMAÇÃO LITURGIA EPIFANIA LITURGIA PPS LIVRO LLLB LÓIDE LOUVAI AO SENHOR LOUVOR LUCAS ALBRECHT LUCIFER LUCIMAR VELMER LUCINÉIA MANSKE LUGAR LUÍS CLAUDIO V. DA SILVA LUIS SCHELP LUISIVAN STRELOW LUIZ A. DOS SANTOS LUTERANISMO LUTERO LUTO MAÇONARIA MÃE MAMÃE MANDAMENTOS MANUAL MARCÃO MARCELO WITT MARCIO C. PATZER MARCIO LOOSE MARCIO SCHUMACKER MARCO A. CLEMENTE MARCOS J. FESTER MARCOS WEIDE MARIA J. RESENDE MÁRIO SONNTAG MÁRLON ANTUNES MARLUS SELING MARTIM BREHM MARTIN C. WARTH MARTIN H. FRANZMANN MARTINHO LUTERO MARTINHO SONTAG MÁRTIR MATERNIDADE MATEUS MATEUS KLEIN MATEUS L. LANGE MATRIMÔNIO MAURO S. HOFFMANN MC 1.1-8 MC 1.21-28 MC 1.4-11 MC 10.-16 MC 10.32-45 MC 11.1-11 MC 13.33-37 MC 4 MC 4.1-9 MC 6.14-29 MC 7.31-37 MC 9.2-9 MEDICAMENTOS MÉDICO MELODIA MEMBROS MEME MENSAGEIRO MENSAGEM MESSIAS MÍDIA MILAGRE MINISTÉRIO MINISTÉRIO FEMENINO MIQUÉIAS MIQUÉIAS ELLER MIRIAM SANTOS MIRIM MISSÃO MISTICISMO ML 3.14-18 ML 3.3 ML NEWS MODELO MÔNICA BÜRKE VAZ MORDOMIA MÓRMOM MORTE MOVIMENTOS MT 10.34-42 MT 11.25-30 MT 17.1-9 MT 18.21-45 MT 21.1-11 MT 28.1-10 MT 3 MT 4.1-11 MT 5 MT 5.1-12 MT 5.13-20 MT 5.20-37 MT 5.21-43 MT 5.27-32 MT 9.35-10.8 MULHER MULTIRÃO MUSESCORE MÚSICA MÚSICAS NAAÇÃO L. DA SILVA NAMORADO NAMORO NÃO ESQUECER NASCEU JESUS NATAL NATALINO PIEPER NATANAEL NAZARENO DEGEN NEEMIAS NEIDE F. HÜBNER NELSON LAUTERT NÉRISON VORPAGEL NILO FIGUR NIVALDO SCHNEIDER NM 21.4-9 NOITE FELIZ NOIVADO NORBERTO HEINE NOTÍCIAS NOVA ERA NOVO HORIZONTE NOVO TESTAMENTO O HOMEM OFERTA OFÍCIOS DAS CHAVES ONIPOTENCIA DIVINA ORAÇÃO ORAÇAODASEMANA ORATÓRIA ORDENAÇAO ORIENTAÇÕES ORLANDO N. OTT OSÉIAS EBERHARD OSMAR SCHNEIDER OTÁVIO SCHLENDER P172 P26 P30 P34 P36 P40 P42.1 P42.2 P70 P95 PADRINHOS PAI PAI NOSSO PAIS PAIXÃO DE CRISTO PALAVRA PALAVRA DE DEUS PALESTRA PAPAI NOEL PARA PARA BOLETIM PARÁBOLAS PARAMENTOS PARAPSICOLOGIA PARECIS PAROQUIAL PAROUSIA PARTICIPAÇÃO PARTITURA PARTITURAS PÁSCOA PASTOR PASTORAL PATERNIDADE PATMOS PAUL TORNIER PAULO PAULO F. BRUM PAULO FLOR PAULO M. NERBAS PAULO PIETZSCH PAZ Pe. ANTONIO VIEIRA PEÇA DE NATAL PECADO PEDAL PEDRA FUNDAMENTAL PEDRO PEM PENA DE MORTE PENEIRAS PENTECOSTAIS PENTECOSTES PERDÃO PÉRGAMO PIADA PIB PINTURA POEMA POESIA PÓS MODERNIDADE Pr BRUNO SERVES Pr. BRUNO AK SERVES PRÁTICA DA IGREJA PREEXISTÊNCIA PREGAÇÃO PRESÉPIO PRIMITIVA PROCURA PROFECIAS PROFESSORES PROFETA PROFISSÃO DE FÉ PROGRAMAÇÃO PROJETO PROMESSA PROVA PROVAÇÃO PROVÉRBIOS PRÓXIMO PSICOLOGIA PV 22.6 PV 23.22 PV 25 PV 31.28-30 PV 9.1-6 QUARESMA QUESTIONAMENTOS QUESTIONÁRIO QUESTIONÁRIO PLANILHA QUESTIONÁRIO TEXTO QUINTA-FEIRA SANTA QUIZ RÁDIO RADIOCPT RAFAEL E. ZIMMERMANN RAUL BLUM RAYMOND F. SURBURG RECEITA RECENSÃO RECEPÇÃO REDENÇÃO REENCARNAÇÃO REFLEXÃO REFORMA REGIMENTO REGINALDO VELOSO JACOB REI REINALDO LÜDKE RELACIONAMENTO RELIGIÃO RENATO L. REGAUER RESSURREIÇÃO RESTAURAR RETIRO RETÓRICA REUNIÃO RICARDO RIETH RIOS RITO DE CONFIRMAÇÃO RITUAIS LITURGICOS RM 12.1-18 RM 12.1-2 RM 12.12 RM 14.1-12 RM 3.19-28 RM 4 RM 4.1-8 RM 4.13-17 RM 5 RM 5.1-8 RM 5.12-21 RM 5.8 RM 6.1-11 RM 7.1-13 RM 7.14-25a RM 8.1-11 RM 8.14-17 ROBERTO SCHULTZ RODRIGO BENDER ROGÉRIO T. BEHLING ROMANOS ROMEU MULLER ROMEU WRASSE ROMUALDO H. WRASSE Rômulo ROMULO SANTOS SOUZA RONDÔNIA ROSEMARIE K. LANGE ROY STEMMAN RT 1.1-19a RUDI ZIMMER SABATISMO SABEDORIA SACERDÓCIO UNIVERSAL SACERDOTE SACOLINHAS SACRAMENTOS SADUCEUS SALMO SALMO 72 SALMO 80 SALMO 85 SALOMÃO SALVAÇÃO SAMARIA Samuel F SAMUEL VERDIN SANTA CEIA SANTIFICAÇÃO SANTÍSSIMA TRINDADE SÃO LUIS SARDES SATANÁS SAUDADE SAYMON GONÇALVES SEITAS SEMANA SANTA SEMINÁRIO SENHOR SEPULTAMENTO SERMÃO SERPENTE SERVAS SEXTA FEIRA SANTA SIDNEY SAIBEL SILVAIR LITZKOW SILVIO F. S. FILHO SIMBOLISMO SÍMBOLOS SINGULARES SISTEMÁTICA SL 101 SL 103.1-12 SL 107.1-9 SL 116.12-19 SL 118 SL 118.19-29 SL 119.153-160 SL 121 SL 128 SL 142 SL 145.1-14 SL 146 SL 15 SL 16 SL 19 SL 2.6-12 SL 22.1-24 SL 23 SL 30 SL 30.1-12 SL 34.1-8 SL 50 SL 80 SL 85 SL 90.9-12 SL 91 SL 95.1-9 SL11.1-9 SONHOS SOPRANO Sorriso STAATAS STILLE NACHT SUMO SACERDOTE SUPERTIÇÕES T6 TEATRO TEMA TEMPLO TEMPLO TEATRO E MERCADO TEMPO TENOR TENTAÇÃO TEOLOGIA TERCEIRA IDADE TESES TESSALÔNICA TESTE BÍBLICO TESTE DE EFICIÊNCIA TESTEMUNHAS DE JEOVÁ Texto Bíblico TG 1.12 TG 2.1-17 TG 3.1-12 TG 3.16-4.6 TIAGO TIATIRA TIMÓTEO TODAS POSTAGENS TRABALHO TRABALHO RURAL TRANSFERENCIA TRANSFIGURAÇÃO TRICOTOMIA TRIENAL TRINDADE TRÍPLICE TRISTEZA TRIUNFAL Truco Turma ÚLTIMO DOMINGO DA IGREJA UNIÃO UNIÃO ESTÁVEL UNIDADE UNIDOS PELO AMOR DE DEUS VALDIR L. JUNIOR VALFREDO REINHOLZ VANDER C. MENDOÇA VANDERLEI DISCHER VELA VELHICE VERSÍCULO VERSÍCULOS VIA DOLOROSA VICEDOM VÍCIO VIDA VIDA CRISTÃ VIDENTE VIDEO VIDEOS VÍDEOS VILS VILSON REGINA VILSON SCHOLZ VILSON WELMER VIRADA VISITA VOCAÇÃO VOLMIR FORSTER VOLNEI SCHWARTZHAUPT VOLTA DE CRISTO WALDEMAR REIMAN WALDUINO P.L. JUNIOR WALDYR HOFFMANN WALTER L. CALLISON WALTER O. STEYER WALTER T. R. JUNIOR WENDELL N. SERING WERNER ELERT WYLMAR KLIPPEL ZC ZC 11.10-14 ZC 9.9-12